Evento no Interior
Expo Gengibre 2026 movimenta Santa Leopoldina a partir de sexta-feira (15) com entrada gratuita, shows, gastronomia e negócios
Economia
Santa Leopoldina abre nesta sexta-feira (15) a colheita do gengibre no Espírito Santo com três dias de programação gratuita que vai reunir gastronomia, cultura, turismo, lazer e negócios. O Ginásio de Esportes do município recebe a Expo Gengibre 2026, evento que promete movimentar a região serrana capixaba com a presença de produtores, empreendedores, turistas e famílias. Entre as novidades desta edição estão uma cozinha experimental para aulas-show gastronômicas e o lançamento de um livro exclusivo de receitas com gengibre.
A programação contará com shows de Banda Aká, Emerson Tesch, Os Caras da Seresta, Engate do Forró, Leia do Acordeon e Leandro e Tiago, além de apresentações culturais da Banda de Música de Santa Leopoldina, do Grupo de Danças Holandesas KlomppenDans, do Grupo Brasil Tambores e da Banda de Congo do Retiro.
De 15 a 17 de maio, a Expo Gengibre vai destacar a força do produto na região serrana do Espírito Santo, especialmente em Santa Leopoldina, município que lidera a produção estadual e nacional do rizoma, ao lado de Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins. A feira se consolidou como uma vitrine da produção capixaba, reunindo agricultura, turismo, gastronomia e geração de negócios em torno de um dos produtos mais exportados pelo Espírito Santo.
Segundo Jefferson Rodrigues, idealizador do evento, a escolha do mês de maio tem ligação direta com o início da grande colheita do gengibre. Além disso, o dia 15 de maio é reconhecido como o Dia Municipal do Gengibre em Santa Leopoldina, iniciativa que inspirou outros municípios e até o Governo do Estado a adotarem a mesma data comemorativa.
“A Expo Gengibre é um momento de celebração entre agricultores, exportadores, entidades e poder público, representando uma safra que transforma a vida de pequenos e grandes produtores da nossa região. Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins formam o principal polo produtor do Brasil e ajudam o Espírito Santo a ocupar a liderança nacional na produção de gengibre”, destaca.
Dados da Secretaria de Estado da Agricultura (Seag) apontam que o Espírito Santo exportou 28,6 mil toneladas de gengibre em 2025, crescimento de 8% em relação ao ano anterior. Atualmente, o gengibre produzido no Estado chega a cerca de 50 países, com destaque para os Países Baixos, Estados Unidos e Itália.
A edição de 2026 também traz novidades que prometem aproximar ainda mais o público do universo do gengibre. Entre os destaques está a cozinha experimental para aulas-show gastronômicas, além do lançamento de um livro exclusivo de receitas com gengibre que, segundo Jefferson, é apontado como o primeiro do Brasil totalmente dedicado ao ingrediente.
“A ideia é incentivar o consumo do gengibre entre os capixabas e brasileiros. Muita gente ainda não sabe como utilizar o produto no dia a dia. O livro nasce justamente para ensinar receitas, apresentar possibilidades e mostrar como o gengibre pode estar presente na alimentação cotidiana”, explica o idealizador.
A programação aberta ao público contará com experiências gastronômicas, apresentações culturais, atrações musicais, espaços de turismo, feira de empreendedores e iniciativas ligadas à cultura do gengibre.

O prefeito de Santa Leopoldina, Fernando Rocha, destaca que a Expo Gengibre fortalece não apenas a economia local, mas também a identidade cultural do município. “A Expo Gengibre mostra a força da nossa agricultura e projeta Santa Leopoldina para todo o Estado e para o Brasil. É um evento que movimenta a economia, valoriza nossos produtores, incentiva o turismo e preserva uma tradição que faz parte da história da cidade”, afirma.
Já o secretário municipal de Cultura e Turismo, Renato Strelow, reforça o potencial turístico da iniciativa. “Esse é um evento que une cultura, gastronomia, entretenimento e desenvolvimento. Quem visita a Expo Gengibre encontra experiências ligadas às nossas raízes, conhece os produtores locais e vive um pouco da essência de Santa Leopoldina”, pontua.
Além de Santa Leopoldina, a produção também se destaca em municípios como Santa Maria de Jetibá, Domingos Martins, Itarana, Cariacica, Marechal Floriano, Santa Teresa e Alfredo Chaves.
Programação técnica e atividades abertas ao público
Antes da abertura oficial da feira, a Expo Gengibre contará com atividades técnicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e da cadeia produtiva do gengibre. No dia 13 de maio acontece o Dia Especial da Cultura do Gengibre. Já no dia 15, pela manhã, será realizado o Dia de Campo e o lançamento oficial da cultivar de gengibre “Imigrante”.
A Expo Gengibre é uma realização do Instituto Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Inades), com apoio da Prefeitura Municipal de Santa Leopoldina, da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), do Governo do Estado do Espírito Santo e patrocínio do Sicoob.
Local: Ginásio de Esportes de Santa Leopoldina – Rua Bernardino Monteiro, Centro
17h – Abertura
18h – Apresentação cultural da Banda de Música de Santa Leopoldina
19h – Abertura oficial com autoridades, lançamento do livro de receitas de gengibre e chuchu (parceria Aderes/Ifes Centro Serrano) e apresentação do diagnóstico turístico a Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá
20h – Show com a Banda Aká
22h – Show com Emerson Tesch
00h – Encerramento
16h – Abertura
17h – Apresentação cultural do Grupo de Danças Holandesas KlomppenDans
18h – Apresentação Cultural do Grupo Brasil Tambores
19h – Show com Os Caras da Seresta
21h30 – Show com Engate do Forró
00h – Encerramento
11h – Abertura
12h – Show com Léia do Acordeon
15h – Apresentação Cultural da Banda de Congo do Retiro
15h30 – Premiação do Concurso do Maior Rizoma de Gengibre da Safra
16h – Show com Leandro e Tiago
18h – Encerramento
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- Fonte: Organizadores do evento
- Foto destaque: Divulgação
Economia
Cachaça capixaba conquista Duplo Ouro e coloca Linhares entre a elite nacional
Alambique Princesa Isabel acumula premiações, amplia investimentos e fortalece o Espírito Santo no cenário brasileiro dos destilados artesanais
Por Alessandro Eller*
O Espírito Santo voltou a chamar atenção no cenário nacional dos destilados artesanais, e desta vez com um reconhecimento que coloca uma marca capixaba entre as melhores do Brasil. O Alambique Princesa Isabel, instalado na Fazenda Tupã, em Linhares, conquistou o Duplo Ouro no Concurso New Spirits 2026, uma das premiações mais respeitadas do setor, consolidando uma trajetória que vem reposicionando a produção capixaba de cachaça em nível nacional e internacional.
A grande estrela da vez foi a Princesa Isabel Nebbiolo, rótulo que recebeu a mais alta honraria do concurso após avaliação às cegas feita por um júri técnico especializado. O prêmio é reservado apenas para bebidas consideradas de excelência sensorial absoluta, que é um selo raro dentro do universo dos destilados artesanais.
Além do Duplo Ouro, o alambique também levou medalha de Ouro com a Princesa Isabel Jequitibá Rosa, Prata com a Carvalho/Amburana e Mérito Sensorial com o Mar Gin, ampliando uma coleção de conquistas que já vinha chamando atenção do mercado nos últimos anos.
Capixaba entre gigantes
Mais do que os troféus, um outro feito reforça o peso da marca no setor: a Princesa Isabel foi a única cachaça capixaba a alcançar a fase final da Cúpula da Cachaça 2026, considerado o ranking mais importante e abrangente do país.
Em um mercado historicamente dominado por produtores tradicionais de Minas Gerais, São Paulo e Nordeste, a presença de um alambique do interior do Espírito Santo entre os finalistas nacionais evidencia uma mudança de percepção sobre a qualidade da produção local.
A trajetória da marca já vinha sendo construída com consistência. Em 2018, a Princesa Isabel Jequitibá Rosa conquistou o primeiro lugar na categoria Cachaça Branca na própria Cúpula da Cachaça, enquanto a versão Jaqueira entrou no Top 20 nacional. Depois vieram medalhas em concursos internacionais como o Spirits Selection by Concours Mondial de Bruxelles, considerado um dos maiores do mundo no segmento de destilados.
O diferencial está no processo
Por trás das premiações existe uma produção quase artesanal no cuidado, mas altamente técnica na execução.
A identidade do Alambique Princesa Isabel passa pela colheita manual sem queima da cana, moagem rápida após a colheita, fermentação com leveduras selecionadas e envelhecimento em diferentes madeiras nobres, como jequitibá-rosa, carvalho europeu, carvalho americano, bálsamo e jaqueira.
A Nebbiolo, responsável pelo Duplo Ouro, representa justamente esse perfil de experimentação sofisticada que vem diferenciando o alambique. O destilado possui influência da uva Nebbiolo em seu envelhecimento, aproximando técnicas do universo dos vinhos ao processo cachaceiro e criando uma assinatura sensorial incomum no mercado brasileiro.
“O concurso é um retorno importante sobre a qualidade do que produzimos. O reconhecimento nos mostra que estamos no caminho certo”, afirma Pedro Cellia, proprietário do alambique.
Expansão milionária e projeção nacional
Em meio ao crescimento da marca, o alambique também iniciou um novo ciclo de investimentos. Segundo a empresa, mais de R$ 2 milhões foram aplicados entre 2025 e 2026 na modernização da estrutura produtiva.
Os aportes incluem melhorias em equipamentos de destilação, ampliação da capacidade de armazenamento em tonéis de envelhecimento, controle de qualidade e adequações ambientais para aperfeiçoar o processo de maturação das bebidas.
O reconhecimento no New Spirits ainda garantiu ao Alambique Princesa Isabel um espaço na ExpoCachaça BH 2026, considerada a maior feira do setor no Brasil. O evento reúne produtores, distribuidores, sommeliers e especialistas do universo da cachaça e funciona como uma das principais vitrines do mercado nacional.
Uma história familiar às margens do Rio Doce
Fundado por Adão Cellia e Maria Isabel de Moraes, o Alambique Princesa Isabel nasceu oficialmente em 2016, às margens do Rio Doce, em Linhares.

Adão Céllia é o fundador da Cachaça Princesa Isabel / Foto: Arquivo Pessoal
O nome da marca é uma homenagem à matriarca da família, enquanto os rótulos em aquarela retratam a fauna da região e reforçam a conexão entre o produto e a biodiversidade capixaba.
Hoje, com participação dos filhos Pedro e Gabriela Cellia e consultoria do mestre de adega Leandro Marelli, o alambique vem consolidando um espaço raro: o de uma marca artesanal capixaba capaz de disputar protagonismo com alguns dos principais nomes da cachaça brasileira.
- Matéria reproduzida do portal Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Arquivo pessoal
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