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Reportagem Especial

Maricá lidera o ranking de arrecadação dos royalties do petróleo no Brasil

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Economia

Segundo a ANP, em 2023, o Brasil arrecadou R$ 53,6 bilhões em royalties, com Maricá arrecadando R$ 2,40 bilhões. A cifra representa 13% do total dos recursos distribuídos aos municípios brasileiros

Por Patrícia Lima*

Estado do Rio de Janeiro contribuiu de forma significativa para a arrecadação nacional dos royalties do petróleo. Os royalties são compensações remuneratórios pagas por conta da degradação e danos ambientais produzidos pela extração do petróleo.

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Uma vez de posse desses recursos, cabe aos municípios investir o dinheiro em infraestrutura e beneficiamentos para a população das cidades exploradoras do petróleo. A compensação remuneratória é feita de acordo com a participação de cada município na produção nacional.

Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), somente em 2023, o Brasil arrecadou R$ 53,6 bilhões em royalties, mostrando a potência da produção brasileira. No território fluminense estão as cidades que mais arrecadaram o tributo.

Em primeiro lugar ficou Maricá, com R$ 2,40 bilhões arrecadados. O montante representa 13% do total distribuído aos municípios brasileiros. Em seguida vêm as cidades de Saquarema, na segunda colocação e com R$ 1,74 bilhões arrecadados; e Macaé, em terceiro lugar e com arrecadação de R$ 1,28 bilhões.

Os municípios de Niterói Campos dos Goytacazes, ocuparam a quarta e a quinta posições, respectivamente, contabilizando uma arrecadação de R$ 962 milhões e R$ 697 milhões.  

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Região dos Lagos registrou a ascensão de Araruama, que passou a ocupar a sexta colocação, com R$ 427 milhões de arrecadação de royalties do petróleo; seguida por Arraial do Cabo, sétimo lugar e R$ 420 milhões; e Cabo Frio, na oitava posição, com R$ 339 milhões arrecadados. Os municípios foram beneficiados pela exploração de outros campos de petróleo, considerados mais produtivos.

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De acordo com a ANP, a capital fluminense ocupou a nona posição do ranking de arrecadação, com R$ 307 milhões.

Opiniões

Os dados acima foram compilados pelo perfil de Lucas Ranfer (@lucasranfer), no Instagram, onde os internautas se dividiram quanto à eficiência dos municípios no que diz respeito à aplicação dos recursos.

Um instagrammer de Maricá afirmou que a população da cidade tem sido beneficiada pelo dinheiro arrecadado:

SOBRE MARICÁ – Maricá Total

“Sou de Maricá e esse dinheiro dos royalties é revertido em políticas públicas que dão certo. Tais deram dignidade a nosso povo, movimentam o RBC, ônibus gratuito, bolsa de 100% em faculdade e curso técnico e muito mais. Dando dignidade a sua população e território. Maricá é meus País”. disse o internauta.

O fato de ser administrada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) gerou desconfiança de outro usuário da rede, apesar de reconhecer as mudanças realizadas em Maricá:

“Maricá mudou da água para o vinho, o retorno dos royalties está sendo usado na cidade. Mas sabemos que é governada pelo PT, então deve estar sendo usada pelo menos metade. A outra metade sabemos para onde vai, né?”, ironizou.

Entre as participações do perfil, houve um colaborador que pontuou que, apesar da boa arrecadação fluminense, o preço da gasolina ainda é um dos mais caros do Brasil.  

O internauta Caio Castro, por sua vez, destacou que, com exceção de Maricá, que seria a “melhorzinha”, nenhum das cidades citadas conta com uma boa infraestrutura urbana, mesmo com tanto dinheiro entrando nos cofres públicos:

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“Literalmente, nenhuma dessas cidades revertem esse dinheiro em uma boa infraestrutura. Maricá é a “melhorzinha” porque recebe MUITO dinheiro, e ficaria vexatório para o PT não retornar nada para a cidade. Me impressiona Saquarema: uma cidade minúscula, com um royalty desse tamanho, e uma infraestrutura completamente incompatível. Deus, ajude nosso estado!”, clamou.

Uma internauta de Campos pontuou que a estrutura da cidade não registra melhora, apesar da entrada dos recursos:

“Não sei o que fazem com tanto dinheiro porque Campos dos Goytacazes está cada dia se degradando. Aqui a cidade está abandonada nem parece q a prefeitura arrecada tanto dinheiro porque aqui não tem ônibus não tem emprego a saúde é precária. Um terror. Não sei para onde vai tanto dinheiro”, disse ela.

Fundo Soberano de Maricá alcança R$ 500 milhões em arrecadação | Fundo  Soberano

Já sobre Macaé, um usuário da rede afirmou que as últimas administrações estavam mais preocupadas em festejar do que investir no que realmente importava para a população:

“Macaé poderia ser muito melhor do que é hoje, se os prefeitos passados (Riverton, Silvio Lopes, etc) tivessem destinado o dinheiro para áreas corretas! Porém, gostavam muito de fazer carnaval fora de época, festverão, monumento, praça, e estádio em um local totalmente inadequado! Hoje, Macaé avançou graças ao trabalho dos 2 últimos prefeitos, mas poderia ser muito melhor!”, constatou.

De uma forma, geral boa parte dos comentários do perfil foram relacionados à situação de Maricá, que, segundo a maioria das opiniões, registrou uma melhora significativa nos serviços oferecidos à população local.

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* Fonte: Diário do Rio

* Fotos: Reprodução / Redes Sociais

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Economia

Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026

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Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360

Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES

A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.

O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória. 

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação

“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.

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A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.

O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.

Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.

No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil. 

“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.

Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente. 

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O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.

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  • O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Borana
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