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Cooperação Militar

Porta-aviões nuclear americano chega ao Rio de Janeiro para exercício com a Marinha do Brasil

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BRASIL

O porta-aviões nuclear USS Nimitz, da Marinha dos Estados Unidos, chega ao litoral brasileiro no dia 7 de maio para participar da Operação Southern Seas 2026, com exercícios conjuntos com a Marinha do Brasil no Rio de Janeiro

Por Quintino Gomes Freire* | Rio de Janeiro – RJ

O porta-aviões nuclear norte-americano USS Nimitz chega ao litoral brasileiro no dia 7 de maio para participar da Operação Southern Seas 2026, conduzida pela 4ª Frota da Marinha dos Estados Unidos. No Rio de Janeiro, os exercícios no mar com a Marinha do Brasil serão realizados entre os dias 11 e 14 de maio.

A presença do USS Nimitz no Brasil ocorre dentro de uma agenda de cooperação militar e diplomática entre os dois países. A passagem do grupo naval pelo litoral brasileiro faz parte de uma missão mais ampla de circunavegação da América do Sul, com escalas em países parceiros.

Por que o Brasil está na rota do USS Nimitz

A participação brasileira está ligada à posição estratégica do país no Atlântico Sul, área central para a segurança de rotas marítimas e para a proteção dos recursos da chamada Amazônia Azul.

USS Nimitz (CVN-68) – Wikipédia, a enciclopédia livre

Porta-Aviões nuclear USS Nimitz , dos Estados Unidos / Foto: Reprodução – Internet

Durante a operação, serão realizados exercícios conjuntos no mar, conhecidos como PASSEX, além de intercâmbio técnico entre militares e visitas institucionais. Essas atividades buscam elevar o nível de adestramento das tripulações e ampliar a capacidade de atuação combinada entre as duas Marinhas.

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No Brasil, a passagem do grupo naval ocorrerá exclusivamente no Rio de Janeiro. A presença de meios estrangeiros em águas próximas ao território nacional é feita com conhecimento e coordenação das autoridades brasileiras, dentro das práticas de Diplomacia Naval e dos acordos de cooperação entre os países.

Pela Marinha do Brasil, participarão do exercício a Fragata Independência, a Fragata Defensora, o Submarino Tikuna e dois helicópteros AH-11B Super Lynx.

Cooperação entre Brasil e Estados Unidos tem histórico recente

A participação brasileira em edições anteriores da Operação Southern Seas reforça uma cooperação já consolidada com a Marinha dos Estados Unidos. Em 2024, meios navais e aeronavais do Brasil operaram com um grupo-tarefa liderado pelo porta-aviões USS George Washington, em exercícios realizados no litoral do Sudeste.

Na ocasião, houve operações aéreas complexas, como o cross deck, quando aeronaves de uma Marinha pousam e decolam em navios de outra força. Caças AF-1 Skyhawk e helicópteros da Marinha do Brasil atuaram ao lado de aeronaves norte-americanas, como os F/A-18 Super Hornet.

Além do treinamento militar, essas ações também têm peso diplomático. Visitas técnicas, workshops e intercâmbios entre militares ajudam a alinhar protocolos em áreas como segurança nuclear, monitoramento ambiental e resposta a situações de crise.

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Também em 2024, a Marinha do Brasil e a Marinha dos Estados Unidos realizaram uma ação de apoio às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. A operação envolveu a transferência de 15 toneladas de doações entre o porta-aviões nuclear USS George Washington e o Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico, da Marinha brasileira, na costa gaúcha.

O que é o USS Nimitz

USS Nimitz é considerado o porta-aviões nuclear mais antigo ainda em operação no mundo. Comissionado em 1975, o navio dá nome à classe Nimitz, uma das mais conhecidas da Marinha norte-americana.

Com cerca de 330 metros de comprimento e deslocamento superior a 100 mil toneladas, o porta-aviões tem propulsão nuclear, o que permite grande autonomia em termos de combustível. O navio é capaz de operar dezenas de aeronaves em missões de defesa, ataque, vigilância e apoio.

Seu grupo aéreo embarcado reúne caças, aeronaves de alerta antecipado e helicópteros, formando uma estrutura de projeção de poder no mar.

No caso brasileiro, a presença de um porta-aviões desse porte dialoga com a experiência da Marinha do Brasil no uso do Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico, incorporado em 2018. O NAM Atlântico é o maior meio da Esquadra brasileira e atua como plataforma de comando e controle, além de permitir operações aéreas com helicópteros em missões militares e de apoio humanitário.

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  • Diário do Rio – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação | USA Army
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BRASIL

Nova reforma do INSS prevê aposentadoria aos 67 anos

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Estudos elaborados por especialistas defendem uma nova reforma da Previdência que pode elevar a idade mínima para aposentadoria e mudanças no MEI

Por Jonathan Robert* | Vitória (ES)

A possibilidade de uma nova reforma da Previdência voltou ao centro do debate no Brasil. Estudos elaborados por especialistas sugerem mudanças nas regras do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), incluindo o aumento gradual da idade mínima para aposentadoria, que poderia chegar aos 67 anos no futuro.

As propostas foram desenvolvidas por pesquisadores ligados ao Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) e ao Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS). Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a avaliação é que o envelhecimento da população brasileira deve aumentar a pressão sobre as contas da Previdência nas próximas décadas.

Apesar da repercussão, nenhuma das medidas está em vigor ou foi apresentada oficialmente pelo governo federal. Os estudos servem como base para um possível debate sobre uma nova reforma nos próximos anos.

Por que especialistas defendem uma nova reforma?

Os pesquisadores argumentam que o Brasil vive uma rápida transformação demográfica.

Enquanto a expectativa de vida cresce, a taxa de natalidade vem caindo. Isso significa que, no futuro, haverá proporcionalmente menos trabalhadores contribuindo para sustentar um número cada vez maior de aposentados e pensionistas.

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Segundo os estudos, essa mudança poderá elevar significativamente os gastos da Previdência caso nenhuma alteração seja feita no sistema.

Idade mínima pode chegar aos 67 anos

Uma das principais propostas prevê que a idade mínima para aposentadoria passe a acompanhar a evolução da expectativa de vida dos brasileiros.

Na prática, a idade subiria gradualmente conforme as futuras tábuas de mortalidade divulgadas pelo IBGE. A estimativa apresentada pelos especialistas é que esse limite possa alcançar 67 anos.

Hoje, após a reforma da Previdência aprovada em 2019, a idade mínima é de:

  • 65 anos para homens;
  • 62 anos para mulheres.

Segundo dados da Previdência, porém, a idade média em que os brasileiros conseguem se aposentar atualmente gira em torno de 61 anos, devido às regras de transição e outras modalidades de benefício.

Quando uma nova reforma poderia acontecer?

Os especialistas envolvidos nos estudos avaliam que o debate deveria começar em 2027.

Na visão deles, quanto mais tempo o país esperar, maior será a dificuldade para equilibrar as contas da Previdência diante do envelhecimento da população.

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Entretanto, eles reconhecem que mudanças nas regras de aposentadoria costumam enfrentar resistência política e dificilmente avançam em períodos eleitorais.

Outras mudanças que estão em estudo

Além da idade mínima, os estudos apresentam outras propostas para o sistema previdenciário.

Entre elas estão:

  • Aumento da contribuição do MEI de 5% para 11% do salário mínimo;
  • Criação de um bônus na aposentadoria para mulheres com filhos;
  • Revisão das aposentadorias especiais;
  • Mudanças na forma de reajuste dos benefícios vinculados ao salário mínimo;
  • Criação de um modelo previdenciário misto, combinando INSS e contas individuais de capitalização.

O que muda hoje?

Na prática, nada mudou. As propostas fazem parte de estudos apresentados por especialistas e ainda não representam um projeto de lei, uma proposta do governo federal ou uma mudança aprovada pelo Congresso Nacional.

Caso uma nova reforma da Previdência venha a ser discutida no futuro, ela ainda precisará passar por todas as etapas de tramitação no Congresso antes de entrar em vigor.

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  • Matéria reproduzida do portal Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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