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Infraero recebe pedido para autorizar empresa aérea a operar linha direta entre Linhares e Belo Horizonte

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Após a reinauguração do aeroporto de Linhares, falta ainda a autorização para que a empresa aérea Azul possa realizar voo direto entre Linhares e Belo Horizonte. A solicitação foi feira à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e, segundo divulgou o governador Renato Casagrande essa autorização deve sair logo para que até dezembro essa linha possa estar regularizada oficialmente entre o Aeroporto de Linhares e o Aeroporto Internacional de Confins (foto), em Minas Gerais. A operação dessa linha aérea, de acordo com divulgação do governador capixaba, dever ter início dia 9 de dezembro.

A nova pista do Aeroporto de Linhares foi inaugurada em junho. A pista tem 1.860 metros de extensão e é fruto de um convênio entre o Governo do Estado e o Governo Federal, assinado em 2011.

Em agosto, o governo do Espírito Santo e a Infraero firmaram o contrato para gestão e operação do Aeroporto Regional de Linhares. O prazo para prestação dos serviços é de 12 meses, podendo ser prorrogado até o limite de 60 meses.

Os serviços a serem prestados pela Infraero incluem o gerenciamento das tarefas de rotina essenciais ao funcionamento do aeroporto, bem como o atendimento aos requisitos estabelecidos nas legislações e normas vigentes.

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A aeronave que possivelmente vai operar o voo Linhares ao Aeroporto Internacional de Confins é o ATR (foto).

 

* Com informações Infraero e Governo ES  / Foto: Reprodução

 

 

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Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026

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Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360

Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES

A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.

O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória. 

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação

“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.

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A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.

O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.

Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.

No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil. 

“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.

Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente. 

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O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.

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  • O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Borana
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