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Produto Capixaba de Qualidade

Cachaça capixaba conquista Duplo Ouro e coloca Linhares entre a elite nacional

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Economia

Alambique Princesa Isabel acumula premiações, amplia investimentos e fortalece o Espírito Santo no cenário brasileiro dos destilados artesanais

Por Alessandro Eller*

Espírito Santo voltou a chamar atenção no cenário nacional dos destilados artesanais, e desta vez com um reconhecimento que coloca uma marca capixaba entre as melhores do Brasil. O Alambique Princesa Isabel, instalado na Fazenda Tupã, em Linhares, conquistou o Duplo Ouro no Concurso New Spirits 2026, uma das premiações mais respeitadas do setor, consolidando uma trajetória que vem reposicionando a produção capixaba de cachaça em nível nacional e internacional.

A grande estrela da vez foi a Princesa Isabel Nebbiolo, rótulo que recebeu a mais alta honraria do concurso após avaliação às cegas feita por um júri técnico especializado. O prêmio é reservado apenas para bebidas consideradas de excelência sensorial absoluta, que é um selo raro dentro do universo dos destilados artesanais.

Além do Duplo Ouro, o alambique também levou medalha de Ouro com a Princesa Isabel Jequitibá Rosa, Prata com a Carvalho/Amburana e Mérito Sensorial com o Mar Gin, ampliando uma coleção de conquistas que já vinha chamando atenção do mercado nos últimos anos.

Capixaba entre gigantes

Mais do que os troféus, um outro feito reforça o peso da marca no setor: a Princesa Isabel foi a única cachaça capixaba a alcançar a fase final da Cúpula da Cachaça 2026, considerado o ranking mais importante e abrangente do país.

Em um mercado historicamente dominado por produtores tradicionais de Minas Gerais, São Paulo e Nordeste, a presença de um alambique do interior do Espírito Santo entre os finalistas nacionais evidencia uma mudança de percepção sobre a qualidade da produção local.

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A trajetória da marca já vinha sendo construída com consistência. Em 2018, a Princesa Isabel Jequitibá Rosa conquistou o primeiro lugar na categoria Cachaça Branca na própria Cúpula da Cachaça, enquanto a versão Jaqueira entrou no Top 20 nacional. Depois vieram medalhas em concursos internacionais como o Spirits Selection by Concours Mondial de Bruxelles, considerado um dos maiores do mundo no segmento de destilados.

O diferencial está no processo

Por trás das premiações existe uma produção quase artesanal no cuidado, mas altamente técnica na execução.

A identidade do Alambique Princesa Isabel passa pela colheita manual sem queima da cana, moagem rápida após a colheita, fermentação com leveduras selecionadas e envelhecimento em diferentes madeiras nobres, como jequitibá-rosa, carvalho europeu, carvalho americano, bálsamo e jaqueira.

A Nebbiolo, responsável pelo Duplo Ouro, representa justamente esse perfil de experimentação sofisticada que vem diferenciando o alambique. O destilado possui influência da uva Nebbiolo em seu envelhecimento, aproximando técnicas do universo dos vinhos ao processo cachaceiro e criando uma assinatura sensorial incomum no mercado brasileiro.

“O concurso é um retorno importante sobre a qualidade do que produzimos. O reconhecimento nos mostra que estamos no caminho certo”, afirma Pedro Cellia, proprietário do alambique.

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Expansão milionária e projeção nacional

Em meio ao crescimento da marca, o alambique também iniciou um novo ciclo de investimentos. Segundo a empresa, mais de R$ 2 milhões foram aplicados entre 2025 e 2026 na modernização da estrutura produtiva.

Os aportes incluem melhorias em equipamentos de destilação, ampliação da capacidade de armazenamento em tonéis de envelhecimento, controle de qualidade e adequações ambientais para aperfeiçoar o processo de maturação das bebidas.

O reconhecimento no New Spirits ainda garantiu ao Alambique Princesa Isabel um espaço na ExpoCachaça BH 2026, considerada a maior feira do setor no Brasil. O evento reúne produtores, distribuidores, sommeliers e especialistas do universo da cachaça e funciona como uma das principais vitrines do mercado nacional.

Uma história familiar às margens do Rio Doce

Fundado por Adão Cellia e Maria Isabel de Moraes, o Alambique Princesa Isabel nasceu oficialmente em 2016, às margens do Rio Doce, em Linhares.

Adão Céllia é o fundador da Cachaça Princesa Isabel. Foto: Arquivo Pessoal

Adão Céllia é o fundador da Cachaça Princesa Isabel / Foto: Arquivo Pessoal

O nome da marca é uma homenagem à matriarca da família, enquanto os rótulos em aquarela retratam a fauna da região e reforçam a conexão entre o produto e a biodiversidade capixaba.

Hoje, com participação dos filhos Pedro e Gabriela Cellia e consultoria do mestre de adega Leandro Marelli, o alambique vem consolidando um espaço raro: o de uma marca artesanal capixaba capaz de disputar protagonismo com alguns dos principais nomes da cachaça brasileira.


  • Matéria reproduzida do portal Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Arquivo pessoal
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Economia

GWM lança fábrica em Aracruz e marca nova etapa para a indústria automotiva no Espírito

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Por Giovani Pagotto* | Vitória (ES)

O governador do Estado, Ricardo Ferraço, participou, nesta terça-feira (30), da cerimônia de lançamento da fábrica da GWM (Great Wall Motor) no município de Aracruz, em terreno localizado às margens da rodovia ES-257. A chegada da montadora ao Espírito Santo representa um marco para a atração de investimentos produtivos e para a inserção do Estado em uma cadeia global da indústria automotiva.

“Estamos celebrando um marco histórico que confirma aquilo que temos dito: o Espírito Santo é o Brasil que dá certo. Há dois anos conduzimos esse processo, competindo não apenas com outros estados, mas também com outros países para receber aquele que será o primeiro investimento industrial da GWM fora da Ásia. Queremos agregar valor à nossa economia, gerar empregos de qualidade para os capixabas e consolidar o Espírito Santo como referência para novos investimentos”, afirmou o governador.

Ricardo Ferraço destacou ainda que a assinatura desta etapa representa o início de um trabalho que seguirá nos próximos anos até a implantação definitiva da unidade. “Chegar até aqui exigiu muito diálogo, planejamento e dedicação. Agora seguimos concentrados para vencer os próximos desafios e voltar aqui, em 2029, para inaugurar a segunda fábrica da GWM no Brasil”, completou.

O evento contou com a participação de uma comitiva de cerca de 20 integrantes da companhia, entre executivos brasileiros e chineses, incluindo o Chief Product Officer (CPO) da GWM Global, Xiangjun Meng.

Após a cerimônia, o projeto avançará para uma nova etapa de preparação técnica e institucional. Esse estágio inclui processos de licenciamento ambiental, estudos técnicos, planejamento industrial, arranjo do terreno e articulações voltadas à qualificação profissional e à construção de parcerias com instituições de ensino e formação de mão de obra. O objetivo é estruturar a base necessária para dar suporte à futura operação da fábrica e à cadeia produtiva associada ao empreendimento.

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A Agência de Atração de Investimentos do Espírito Santo (NOVA ES) atuou ao longo do processo na promoção comercial do Estado, na organização de informações estratégicas e na interlocução institucional necessária para apoiar a avaliação do investimento e dar previsibilidade à tomada de decisão da empresa.

Segundo o diretor de Assuntos Institucionais da GWM, Ricardo Bastos, a qualificação de mão de obra e a formação de profissionais será um dos pilares da companhia no Espírito Santo.

“Por se tratar de uma operação industrial automotiva moderna e pronta para diferentes tecnologias, esperamos desenvolver oportunidades em diferentes níveis de qualificação. Isso inclui profissionais operacionais para atividades produtivas, técnicos especializados para processos industriais de maior complexidade e engenheiros que poderão apoiar tanto atividades ligadas à manufatura quanto ao desenvolvimento e adaptação de produtos para atender às necessidades do mercado”, declarou Bastos.

A unidade de Aracruz integra o plano de investimentos de R$ 10 bilhões da companhia no Brasil ao longo de dez anos. O projeto está alinhado à estratégia global multienergia da GWM e ao compromisso da empresa de consolidar o País como plataforma industrial e exportadora para a América Latina. Após atender ao mercado brasileiro, a unidade de Aracruz deverá abastecer países como Argentina, México, Chile, Colômbia e Uruguai, fortalecendo o papel do Espírito Santo nas cadeias globais da indústria automotiva.

De acordo com a GWM, a escolha de Aracruz levou em consideração fatores estratégicos para uma operação industrial de longo prazo, como a localização próxima aos principais mercados consumidores, a posição costeira do município, que amplia a conectividade logística para recebimento de insumos e exportação de veículos, além do ambiente de negócios do Espírito Santo, marcado por segurança jurídica, organização institucional e capacidade de interlocução com investidores. Também foi decisivo o alinhamento institucional construído para viabilizar a área destinada ao empreendimento.

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Para a diretora-presidente da NOVA ES, Patrícia Gouvêa, a cerimônia simboliza a consolidação de um trabalho estratégico de posicionamento do Estado entre os destinos mais competitivos para investimentos industriais no País.

“A missão da NOVA ES é atrair investimentos produtivos e promover comercialmente o Espírito Santo. Em projetos dessa complexidade, isso significa transformar as vantagens competitivas do Estado em informação qualificada, coordenar interlocuções institucionais e apoiar o investidor com previsibilidade, confiança e visão de longo prazo. A fábrica da GWM abre uma frente relevante para o Espírito Santo ao fortalecer a indústria, criar condições para a atração de fornecedores e inserir o Estado em uma cadeia global ligada à mobilidade sustentável”, destacou Patrícia Gouvêa.

A atuação da NOVA ES também se conecta à agenda de desenvolvimento de fornecedores, formação de mão de obra e preparação do ambiente de negócios para novos investimentos associados ao projeto. A chegada da GWM tende a impulsionar oportunidades para empresas locais, instituições de ensino, prestadores de serviços e novos elos da cadeia produtiva automotiva no Espírito Santo.

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* Assessoria do Governo do ES – Conteúdo
* Foto destaque: Crédito – Cid Costa / Secom

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