Política
Casagrande recebe prefeitos eleitos e reeleitos no Palácio Anchieta
Política
Vitória / ES
O governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), e o vice-governador e secretário de Estado de Desenvolvimento, Ricardo Ferraço (MDB), receberam, nesta quarta-feira (04/12), os gestores municipais eleitos e reeleitos, em encontro no Palácio Anchieta, em Vitória. A reunião teve o objetivo de reafirmar a parceria do Estado com os municípios, além da apresentação de projetos e ações do governo para os próximos anos.
“Essa é a primeira reunião de muitas que faremos para planejar o desenvolvimento do nosso Estado e municípios. Quem planeja tem futuro e quem não planeja tem destino. Quem se reelegeu, sabe que governar não está fácil. Quem está voltando ao governo, saiba que o mundo está mudando e hoje somos governantes horizontais. Todos no mesmo nível e o acesso até nós está mais simples”, afirmou o governador.
Casagrande ressaltou a importância da responsabilidade fiscal aos gestores municipais, citando o exemplo do Espírito Santo que é Nota A pelo 13º ano consecutivo na avaliação sobre a Capacidade de Pagamento dos Estados e Municípios (Capag), da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Além disso, o mandatário estadual falou sobre a necessidade da adaptação das cidades às mudanças climáticas.
“Temos um estado organizado e equilibrado, com capacidade de investimentos. Por isso, faço o alerta aos gestores municipais para que mantenham o equilíbrio das contas. O Governo do Estado não ajuda no custeio, mas ajuda muito em obras. Aproveito ainda para pedir que os prefeitos e prefeitas façam o planejamento das principais obras que precisam ser feitas para que as nossas cidades se preparem para as mudanças climáticas”, observou Casagrande, que também abordou a arrecadação de impostos e o repasse de verbas para a educação municipal.
“Estamos nessa primeira agenda de trabalho com os gestores que vão guiar os municípios nos próximos anos. Estado e prefeituras têm parcerias significativas, com atuação e investimentos importantes com capacidade de melhorar o dia a dia das pessoas. Aqueles que já estão conosco há um tempo já conhecem a importância da agenda de desenvolvimento que levamos às cidades. Buscar empresas, instalar, consolidar e implantar novos empreendimentos são movimentos importantes para gerar e ampliar oportunidades, criando empregos, renda e nova arrecadação municipal. Desafio que estamos juntos dos gestores para apoiar e incentivar novos negócios nos mais variados ramos da atividade econômica”, destacou o vice-governador, Ricardo Ferraço.
Durante o encontro, os gestores municipais eleitos e reeleitos acompanharam a apresentação de algumas ações e projetos do Governo do Estado. A secretária de Estado do Governo, Maria Emanuela Alves Pedroso, fez uma explanação sobre o Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (Fundo Cidades), que promove o repasse direto de verbas para investimento em obras e elaboração de carteira de projetos municipais.
O secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, apresentou o plano de desenvolvimento ES 500 Anos, que é um planejamento de longo prazo que está sendo construído com horizonte no ano de 2035, quando serão comemorados os 500 anos da colonização do solo espírito-santense. O projeto é realizado pelo Governo do Estado, o setor produtivo, por meio do Espírito Santo em Ação, em colaboração com todos os setores da sociedade capixaba.
Também estiveram presentes, o secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Abreu; o diretor-presidente do Espírito Santo em Ação, Nailson Dalla Bernadina; o presidente do Fecomércio-ES, Idalberto Luiz Moro; o diretor da EDP, Fernando Saliba; o superintendente do Sebrae-ES, Pedro Rigo; e o presidente da Associação dos Municípios do Estado do Espírito Santo (Amunes), Luciano Pingo.
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* Da Redação / Com informações do Governo do Estado
* Fotos: Hélio Filho / Secom
Política
Imprensa internacional classifica rejeição de Messias ao STF como “derrota histórica” de Lula
Veto a Messias, indicado do presidente Lula para a vaga no STF, foi o único nos últimos 132 anos e intensificou desgaste entre os poderes
A rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (29), repercutiu na imprensa internacional como um episódio incomum na política brasileira e um revés relevante para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A indicação chegou a ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas foi barrada no plenário do Senado, com 42 votos contrários e 34 favoráveis.
Jornais e agências de notícias destacaram o caráter atípico da decisão. A última vez que o Senado recusou um nome indicado pelo presidente da República para uma vaga no STF foi há 132 anos, no governo de Floriano Peixoto.
O jornal espanhol El País classificou o resultado como uma “derrota histórica” e apontou que o episódio levanta dúvidas sobre a capacidade do presidente de articular apoio político no Congresso. O veículo de imprensa também mencionou o desgaste na relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A rejeição de Messias é um sinal de alerta para Lula, cuja lendária capacidade de mobilizar e forjar alianças está agora em questão”
El País
A reportagem cita o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como “principal candidato de direita”, nas pesquisas eleitorais sobre a disputa presidencial. Levantamentos têm mostrado empate técnico dos dois no segundo turno.
Texto da agência Associated Press (AP), reproduzido no jornal The Washington Post e em outros veículos de imprensa, mencionou a rejeição de Messias como um sinal de fragilidade na popularidade do presidente e um “golpe político” dos parlamentares.
O presidente do Senado brasileiro, Davi Alcolumbre, defendeu abertamente outro candidato antes de Lula escolher Messias como seu indicado. A imprensa brasileira vem noticiando há meses que o senador estava em desacordo com Lula por este não ter escolhido o senador Rodrigo Pacheco”
Associated Press
Na Argentina, o Clarín descreveu o desfecho como uma derrota severa para Lula e uma vitória da oposição, representada por Flávio. Também citou que o governo terá de apresentar um novo nome para ocupar a vaga aberta no tribunal.
Outras análises relacionaram o episódio a disputas políticas mais amplas. A Bloomberg citou que a escolha de Messias fazia parte de uma estratégia para dialogar com setores religiosos e ampliar apoio político.
Ao mencionar o fortalecimento de grupos de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um fator que contribuiu para o resultado, a reportagem frisou que o Senado “detém o poder de destituir membros da Suprema Corte”.
O ex-presidente e seus apoiadores há tempos criticam o Supremo Tribunal Federal, alegando que suas campanhas contra as chamadas notícias falsas e a desinformação online levaram à perseguição política de figuras conservadoras.
Bloomberg
A Reuters, por sua vez, destacou “esforço de lobby sem precedentes” do governo para tentar viabilizar a aprovação. “Nas últimas semanas, a equipe de Lula buscou apoio de senadores de todo o espectro político, argumentando que Messias poderia ajudar a aliviar as tensões entre o Congresso e a Suprema Corte.”
Como mostrou o Estadão, ao temer uma votação apertada no Senado, o governo acelerou a liberação de emendas parlamentares e negociações de cargos nas duas últimas semanas.
De um total de R$ 12,7 bilhões liberados para emendas ao Orçamento desde o início do ano, mais da metade ocorreu depois da metade de abril. Deputados ficaram com R$ 9,3 bilhões; outros R$ 2,5 bilhões foram destinados a senadores, R$ 659 milhões a bancadas estaduais do Congresso e R$ 156,9 milhões para comissões do Senado.
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- Informações do jornal Estado de São Paulo – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Ricardo Stuckert / PR
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