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Rede de varejo Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial

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Empresa atribui crise a juros elevados, restrição de crédito e pressão sobre consumo. Empresa tem com dívida de R$ 17,3 bilhões

A rede de varejo Casas Bahia protocolou, no fim da noite deste domingo (dia 16), um pedido de recuperação judicial. O anúncio vem após a empresa divulgar prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia — que tem dívida de R$ 17,3 bilhões — informou que o processo foi protocolado no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo.

Segundo a Casas Bahia, a decisão foi tomada diante da “deterioração das condições econômico-financeiras” da empresa. O grupo cita, entre os fatores que agravaram a situação, as taxas de juros elevadas, a restrição de crédito, o aumento dos custos financeiros e a pressão sobre o consumo e o capital de giro.

Além da própria Casas Bahia, o pedido engloba nove empresas do grupo:

  • ASAP Log – Logística e Soluções
  • ASAP Log
  • CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística
  • Cntlog Express Logística e Transporte
  • Globex Administração e Serviços
  • Cnova Comércio Eletrônico
  • Integra Soluções para Varejo Digital
  • Casas Bahia Tecnologia
  • Indústria de Móveis Bartira

A decisão representa um novo capítulo na tentativa de reestruturação financeira da varejista. Em 2024, quando acumulava cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas, a Casas Bahia já havia recorrido a uma recuperação extrajudicial.

Uma assembleia de acionistas será convocada para deliberar sobre o pedido de recuperação judicial, aprovado no domingo pelo Conselho de Administração da companhia. Na reunião do colegiado, dois conselheiros renunciaram, Jackson Medeiros de Farias Schneider e Rogério Paulo Calderón Peres. O diretor vice-presidente Jurídico e Tributário da empresa, Fabio Spina, também teve sua renúncia aceita.

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A Justiça também tem que aceitar o pedido.

Prejuízo de R$ 10,1 bilhões

O pedido ocorre um dia após a divulgação do balanço do segundo trimestre, que expôs a deterioração das contas da companhia. A Casas Bahia registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões entre abril e junho, resultado negativo 18 vezes superior aos R$ 555 milhões registrados no mesmo período de 2025.

Em termos ajustados, o prejuízo ficou em R$ 978 milhões, alta de 76% na comparação anual. Segundo a companhia, aproximadamente R$ 9,1 bilhões do resultado foram provocados por eventos não recorrentes, entre eles baixa de ativos, despesas de reestruturação, contratos não performados e efeitos relacionados ao imposto de Renda diferido.

O resultado financeiro líquido também permaneceu pressionado e ficou negativo em R$ 1,278 bilhão, ante R$ 1,147 bilhão no segundo trimestre do ano passado. A companhia atribuiu parte da pressão ao elevado custo de capital no país.

A receita líquida, por outro lado, avançou 1,6%, para R$ 6,97 bilhões. Já o Ebitda ajustado — indicador que mede o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização — recuou 9,4%, para R$ 518 milhões.

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O balanço divulgado no domingo já citava explicitamente a possibilidade de uma recuperação judicial ou de uma nova recuperação extrajudicial. A administração afirmava que avaliava “alternativas operacionais, financeiras, societárias e estratégicas adicionais” diante da situação de liquidez e das projeções de fluxo de caixa.

A auditoria EY também chamou atenção, no parecer que acompanha as demonstrações financeiras, para uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional” da companhia.

Lojas fechadas e redução de funcionários

A Casas Bahia atravessa um processo de enxugamento de suas operações. Até o fim de junho, 298 lojas haviam sido fechadas. Segundo a empresa, foram considerados fatores como desempenho operacional, necessidade de capital e retorno econômico de cada unidade.

O número de funcionários também caiu. O grupo encerrou junho com 30.117 colaboradores, 1.622 a menos do que no início do ano passado. Na sexta-feira, cerca de dois mil funcionários teriam sido demitidos, segundo o “Valor Econômico”. Relatos de desligamentos se multiplicaram nas redes sociais, incluindo profissionais que trabalhavam havia décadas na companhia.

Além da redução da estrutura física e do quadro de pessoal, a varejista informou que está revendo estoques, volumes de compras, contratos, despesas administrativas e investimentos.

A companhia afirma que a estratégia busca reduzir a necessidade de capital, melhorar a geração de caixa e concentrar a operação em canais e categorias de maior margem e rentabilidade.

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  • Matéria do Extra (RJ) – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Gustavo Azeredo / Agência O Globo
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Economia

Cariacica avança no setor logístico com obra de R$ 280 milhões no bairro Padre Mathias

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Em março deste ano, o empreendimento concluiu a entrega de um dos três galpões previstos

Por Gabriela Singular* | Cariacica (ES)

Com investimento de R$280 milhões, a construção do condomínio Log Cariacica segue a todo vapor no bairro Padre Mathias. Em março deste ano, o empreendimento concluiu a entrega de um dos três galpões previstos. A expectativa é que, com a estrutura em pleno funcionamento, o espaço gere mais de 1,5 mil vagas de emprego, entre vagas diretas e indiretas, impulsionando a economia local.

O complexo logístico contará com 117 mil m² de área construída, abrigando três galpões modulares de alta performance, projetados para atender grandes operações de distribuição e armazenagem no Espírito Santo.

Para o prefeito Euclério Sampaio, o empreendimento reforça o momento de expansão e atração de novos negócios no município. “A chegada e a ampliação de grandes complexos como o Log Cariacica mostram que a cidade recuperou a credibilidade e se consolidou como um polo logístico estratégico no Estado. Esse investimento se traduz diretamente em mais oportunidades, renda e dignidade para as famílias de Cariacica”, destacou o prefeito.

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  • Prefeitura de Cariacica / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Cláudio Postay / PMC 
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