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Flávio critica Moraes após busca contra suposta fonte de jornalista

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Durante uma coletiva com jornalistas, Flávio defendeu o sigilo da fonte e classificou a medida como uma ameaça à liberdade de imprensa

Por Fernanda Strickland* | Brasília (DF)

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou, nesta terça-feira (11/8), a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que autorizou mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário de Segurança do Maranhão Raimundo Cutrim.

Durante uma coletiva com jornalistas, Flávio defendeu o sigilo da fonte e classificou a medida como uma ameaça à liberdade de imprensa. Para o senador, a imprensa deveria se unir para contestar o que considera abusos e arbitrariedades. “Eu acho que tem que haver um momento de unidade da própria imprensa contra esse tipo de abuso, de ilegalidade, de arbitrariedade”, declarou.

Flávio também questionou a segurança oferecida a fontes jornalísticas caso ministros do STF possam determinar medidas de busca e apreensão relacionadas ao trabalho de reportagem. Na avaliação do senador, a possibilidade poderia afetar a disposição de pessoas em fornecer informações a jornalistas.

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O candidato à Presidência também defendeu que outros ministros do Supremo se manifestem sobre o caso. “Eu acho que o momento é de todo mundo se posicionar”, afirmou.

Busca e apreensão

Raimundo Cutrim foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta terça-feira, por determinação de Moraes. A investigação tramita sob sigilo e foi confirmada pelo advogado do ex-secretário e pelo STF. De acordo com a assessoria da Corte, as medidas foram solicitadas pela Polícia Federal e tiveram aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O caso envolve ainda o jornalista Luís Pablo Almeida, que já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal em março de 2026, também por ordem de Moraes. Na ocasião, a investigação ocorreu após a publicação de reportagens sobre o uso de veículos oficiais no Maranhão.

A PGR deu parecer favorável à atuação da Polícia Federal nas apurações. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, computadores e telefones celulares. Moraes também autorizou o recolhimento dos dispositivos.

Antes das declarações sobre a decisão do STF, Flávio Bolsonaro ofereceu carne de churrasco e refrigerante aos jornalistas que acompanhavam a coletiva. O senador também fez referência à promessa de picanha feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Já que ele não trouxe picanha, eu trouxe”, brincou.

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  • Matéria do Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito –  Danandra Rocha / CB / DA.Press
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Política Nacional

Deputado capixaba é o autor do projeto que cria regras para bicicletas elétricas que exige cadastro e capacete

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Proposta também define idade mínima para condução desses veículos

Brasília (DF)

O Projeto de Lei 4920/25 estabelece normas gerais para a circulação de bicicletas elétricas e motorizadas em todo o país. O texto define idade mínima para condutores, torna obrigatório o uso de capacete e cria um cadastro nacional para esses veículos. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

O objetivo da medida, de autoria do deputado Dr. Victor Linhalis (Pode-ES), é padronizar as regras de trânsito e aumentar a segurança, diante do crescimento do uso desses equipamentos nas cidades.

O deputado argumenta que o aumento de acidentes com bicicletas elétricas tem gerado graves consequências para a saúde pública, citando o crescimento de traumatismos cranianos.

“O crescimento exponencial do uso de bicicletas elétricas e motorizadas, embora represente um avanço bem-vindo na mobilidade urbana sustentável, trouxe consigo um aumento expressivo no número de acidentes”, afirmou Linhalis. Ele destaca ainda que a exigência do capacete é “medida indispensável para a proteção da vida”.

Idade mínima

Pelo texto, a condução de bicicletas elétricas e motorizadas só será permitida para maiores de 15 anos. O uso de capacete certificado pelo Inmetro, com viseira ou óculos de proteção, será obrigatório tanto para quem pilota quanto para o passageiro.

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As bicicletas deverão ter equipamentos obrigatórios, como campainha, iluminação dianteira (branca) e traseira (vermelha) e refletores laterais. O projeto proíbe expressamente o uso de celular ou fones de ouvido durante a condução.

Limites de velocidade

A proposta define limites específicos de velocidade para garantir a segurança de pedestres e ciclistas:

  • 6 km/h em áreas de circulação de pedestres e calçadas (permitido apenas onde não houver ciclovia);
  • 25 km/h em ciclovias e ciclofaixas;
  • 32 km/h em outras vias urbanas (mediante autorização).

Combate à adulteração

O projeto proíbe a modificação da potência ou da velocidade máxima original das bicicletas. Quem for flagrado com veículo adulterado sofrerá multa e apreensão da bicicleta. Oficinas e lojas que realizarem esse serviço poderão ser interditadas e pagar multa em dobro.

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O texto cria o Cadastro Nacional de Bicicletas Elétricas (CNBE), que será gratuito e vinculado ao CPF ou CNPJ do proprietário. As bicicletas deverão ter um QR Code para facilitar a fiscalização e a identificação em casos de roubo ou furto.

Empresas de entrega

As empresas de aplicativos de entrega que utilizem esses veículos deverão treinar seus entregadores sobre segurança viária e exigir o cumprimento da lei. O descumprimento pode levar à suspensão das atividades da empresa.

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Próximos passos

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Indústria, Comércio e Serviços; de Viação e Transportes; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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  • Fonte: Agência Câmara de Notícias
  • Foto Destaque: Crédito – Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

 

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