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Economia / Desenvolvimento

Polo Industrial de Jaguaré ganha novas empresas

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Três novas empresas estão em processo de instalação no Polo Industrial de Jaguaré, a área já está devidamente estruturada e apta para receber os empreendimentos, fortalecendo a economia local e ampliando a geração de empregos no município

Jaguaré / ES

O Polo Industrial de Jaguaré, localizado na comunidade de Barra Seca, às margens da BR-101, começou a ganhar forma com a instalação de três grandes empresas, a Granutec Agroscience, NG Pré-moldados e a Alvarenga Café. Operários e maquinários seguem em ritmo acelerado, com uma grande equipe de profissionais atuando na preparação do solo e no nivelamento da área.

As obras de macrodrenagem e pavimentação já foram concluídas. No momento, restam a construção da guarita, a finalização do muro e a instalação do alambrado. O Polo Industrial possui uma área total de 550 mil metros quadrados, equivalente a 55 lotes. Atualmente, nove empresas já estão aptas a se instalar no local.

A expectativa é que, com a conclusão das obras e a chegada de novas empresas, o município possa gerar cerca de 600 empregos diretos, além de atrair aproximadamente R$ 100 milhões em investimentos para Jaguaré.

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O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, João Henrique Sartori, ressalta que empresas interessadas em se instalar no município podem procurar o setor administrativo da Secretaria para obter mais informações.

“Jaguaré está de portas abertas para receber novos empreendimentos em seu Polo Industrial. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, no setor administrativo da Secretaria, localizado na Rua Constante Casagrande, nº 595, no Centro do município”, destacou o secretário.

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  • Fonte: Prefeitura de Jaguaré / Comunicação – Conteúdo
  • Foto Destacada: Divulgação / PMJ
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Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026

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Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360

Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES

A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.

O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória. 

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação

“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.

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A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.

O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.

Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.

No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil. 

“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.

Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente. 

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O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.

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  • O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Borana
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