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Economia / Agronegócio

Produção de uvas do Vale do São Francisco chegará a novos destinos nos EUA

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Brasil / Economia

As consequências do furacão Hilary, que atingiu os Estados Unidos no mês passado, com chuvas que comprometeram a produção de frutas, abriram novos horizontes para os produtores de uvas do Vale do São Francisco.

Com a perspectiva de um aumento da ordem de 35% em relação a última grande safra, em 2021, quando o Vale exportou para os EUA, 14. 39 mil toneladas da fruta, os produtores se reuniram em Petrolina (foto), Pernambuco nesta primeira semana de setembro, com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Durante o encontro, no Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), fruticultores e representantes do governo federal, reconheceram que faltam auditores fiscais federais agropecuários para analisar e liberar as frutas e temem até ‘um colapso’ nas exportações. O auditor fiscal, Antônio Romão Almeida, citou um levantamento do Anffa Sindical, no qual existem hoje 1,2 mil cargos vagos da carreira, ou seja, que poderiam, de imediato, ser preenchidos com o chamamento de novos servidores.

A entidade está aguardando ainda uma resposta positiva do Governo Federal quanto à realização do concurso público anunciado em junho deste ano.

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De acordo com o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina, Jailson Lira, os clientes americanos já estão sinalizando com preços bastante atrativos e adiantando os pedidos da fruta visando o abastecimento das redes de supermercados para os meses de novembro, dezembro e janeiro do ano que vem.

“Temos 21 empresas credenciadas para exportação visando o mercado americano e já estamos prontos também para o pleno atendimento à fiscalização exigida pelo Departamento de Agricultura dos EUA, principalmente no que diz respeito ao tratamento de frio, da temperatura dos palites e no estufamento e lacramento dos containers”, concluiu Jailson Lira, acrescentando ainda que o Vale do São Francisco responde por 95% de toda a exportação de uva produzida no Brasil.

Aeroporto e a economia da região

O Aeroporto de Petrolina vem se firmando como um dos principais do Nordeste, impulsionado pela produção do Vale do São Francisco, maior exportador de frutas do Brasil e responsável pela maior taxa de crescimento econômico da região. O turismo de negócios, de lazer e ecológico cresce ano a ano e agora os excelentes vinhos da região também estão atraindo visitantes e produtores de outros locais. Moderno e com capacidade para receber até um milhão de passageiros por ano, o aeroporto atende cerca de 50 municípios próximos dos estados de Pernambuco, Bahia e Piauí.

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Uma vez por semana decola um Jumbo levando os produtos produzidos no Vale do São Francisco para a Europa.

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* Tribuna do Norte – Conteúdo – Cinara Marques 

* Fotos: Reprodução – Revista Cultivar – terranossa

 

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Brasil / Economia

Brasil reage e tenta derrubar veto da União Europeia à carne nacional

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Governo diz ter recebido decisão do bloco europeu com surpresa e marcará reunião com autoridades europeias

Por Nathallie Lopes* | Brasília – DF

O governo brasileiro afirmou nesta terça-feira (12/5) que vai tentar reverter a decisão da União Europeia (UE) de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu. A medida europeia deve entrar em vigor em 3 de setembro de 2026.

Em nota conjunta, o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disseram ter recebido a decisão “com surpresa” e afirmaram que o país adotará “todas as medidas necessárias” para assegurar a continuidade das exportações brasileiras ao mercado europeu.

Segundo o comunicado, o chefe da delegação brasileira junto à União Europeia já tem uma reunião agendada para esta quarta-feira (13/5) com autoridades sanitárias do bloco europeu. O objetivo do encontro será buscar esclarecimentos sobre os motivos da exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados.

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Apesar da decisão, o governo ressaltou que as exportações brasileiras seguem ocorrendo normalmente e que as restrições só passam a valer a partir de setembro.

Na nota oficial, o governo também defendeu o sistema sanitário nacional e destacou o histórico das exportações agropecuárias brasileiras. Segundo o comunicado, o Brasil possui um sistema sanitário “robusto e de qualidade internacional reconhecida” e fornece produtos agrícolas ao mercado europeu há cerca de 40 anos.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: crédito: Freepik
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