Política Estadual
Lorenzo Pazolini define vice: Bispa Eliane, do PL
Política / Eleições
Martelo foi batido na tarde desta sexta-feira, durante reunião entre lideranças do PL e Republicanos
Por Eduardo Maia* | Vitória (ES)
O ex-prefeito de Vitória e candidato ao governo do Estado Lorenzo Pazolini (Republicanos) bateu o martelo sobre quem vai ocupar o espaço de sua vice-governadoria.
Após reuniões com o senador Magno Malta (PL) e com a candidata ao Senado Maguinha Malta (PL), será o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro que vai indicar o posto.
A escolhida foi a colatinense Bispa Eliane Leal, que até o momento fazia parte da chapa de deputado estadual do PL. Ela também é policial militar e psicanalista.
Na última quinta-feira (13), ela publicou um vídeo no Instagram que o mercado político interpretou como “sugestivo”. Se apresentando.
“A vida me ensinou cedo que não se se vence sem coragem, responsabilidade e princípios. Comecei a trabalhar aos 12 anos como empregada doméstica. Aos 16 anos me casei e aos 18 entrei na Polícia Militar”.
E complementou: “Cuidar de gente deixou de ser parte de algo que eu fazia e passou a fazer parte de quem me tornei. Quando olho para trás, vejo uma esposa, mãe, pastora, policial… São muitas histórias, mas a mesma pra mim. É uma vida inteira aprendendo a cuidar de pessoas”.
A reunião derradeira aconteceu na tarde desta sexta-feira (14), e contou com Magno e o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso.
Ao anunciar a escolha, Pazolini destacou que essa união representa uma chapa formada por “histórias de vida, trabalho, compromisso e dedicação ao Espírito Santo”.
Por algum tempo, houve resistência de lideranças republicanas ouvidas pela coluna sobre incluir um quadro do PL no posto de vice de Pazolini. Entretanto, não houve outras opções que fossem consideradas competitivas.
Eliane chegou a ser candidata a vice-prefeita na eleição municipal de 2024, ao lado de Luciano Merlo (PL). Ficaram em 3º lugar, com pouco mais de 9 mil votos.
Cabe relembrar que ela é da cidade da primeira-dama Lívia Vasconcelos (PSD), considerada “a vice dos sonhos” do Republicanos. Entretanto, não houve acordo para formar a coligação dos dois partidos.
O nome da candidata a deputada estadual Enfermeira Laryssa (PL) chegou a ser ventilado, mas não ganhou aderência no partido. Ela foi candidata a vice-prefeita de Vila Velha em 2024, oportunidade que o partido lançou Alexandre Ramalho, ainda no PL, à prefeitura canela-verde.
O outro partido que tentou encaminhar um vice foi o Democrata, mas também não houve sucesso. Ameaçou sai do apoio a Pazolini, mas a última informação é que voltou atrás e vai ficar mesmo com o ex-prefeito e candidato ao governo do Estado.
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- Matéria de A Tribuna – Conteúdo / Colaboração Pauta1
- Foto destaque: Divulgação / Redes Sociais
Política / Eleições
Pais de Isabella Nardoni e Henry Borel estão entre campeões de votos
Eleitos deputados federais, Ana Carolina Oliveira e Leniel Borel — cujos filhos morreram brutalmente — reforçam partidos que levam a Casa ainda mais para direita
Por Rafaela Bomfim e Caetano Yamamoto* | Brasília (DF)
As histórias de Ana Carolina Oliveira e Leniel Borel, marcadas pelas mortes dos filhos, ganharam um novo capítulo na política brasileira. Foram eleitos deputados federais, domingo, e, a partir de 2027, trocarão as câmaras municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro pela Câmara dos Deputados. As campanhas dos dois foram associadas a pautas de segurança pública, proteção à infância e apoio às vítimas de violência.

A entrada de Ana Carolina, de 42 anos, na política deu-se após a morte da filha, Isabella Nardoni, em 2008. A menina, então com cinco anos, morreu após ser agredida, asfixiada e lançada do sexto andar do prédio onde morava.
Em 2024, Ana Carolina tornou-se vereadora em São Paulo. Agora, foi eleita deputada pelo Podemos com 246.741 votos, o equivalente a 1,04% dos votos válidos em São Paulo.
Leniel Borel, também de 42 anos, foi eleito deputado federal pelo PP, com 72.658 votos. Entrou para a política por causa da morte de filho, Henry Borel, em 2021, aos quatro anos, e passou a defender medidas relacionadas à proteção de crianças e adolescentes. Troca o mandato de vereador na capital fluminense pela Câmara.
Jovens caciques
Leniel e Ana Carolina representam partidos que levam a Câmara numa direção ainda mais à direita. E que tem novos e jovens caciques empoderados por uma imensa quantidade de votos.

O principal é Nikolas Ferreira (PL-MG). Aos 30 anos, conquistou 3.119.318 milhões de eleitores e tornou-se o deputado mais votado na história do Brasil. Era dele também o recorde de ter sido o deputado mais votado na eleição de 2022, com aproximadamente 1,47 milhão de votos.
Na próxima legislatura, ele não estará sozinho em termos de volume de votos obtidos. Terá como companheiro de bancada o discípulo Lucas Pavanato (PL-SP), de 28 anos, segundo deputado mais votado na história, com 3.038.438 votos.
O parlamentar tem estilo semelhante ao de Nikolas: domina a linguagem das redes sociais e é agressivo contra adversários políticos nas participações em podcasts e outros confrontos na web. Começou a chamar a atenção ao registrar, para divulgar nas redes, as provocações aos estudantes da Universidade de São Paulo (USP). Envolveu-se em vários entreveros que lhe renderam seguidores.
Mas não é somente a extrema-direita que tem campeões nas urnas. Erika Hilton (PSol-SP) será reconduzida à Câmara por ser a terceira deputada mais votada em São Paulo, com 1.596.472 votos. A partir de 2027, estará no segundo mandato dedicado a enfrentar pautas conservadoras de redução dos direitos das mulheres e da população LGBTQIA+.
De Pernambuco vem Jones Manoel (PSol), um professor de história, comunicador, escritor, militante e youtuber de 36 anos. Foi o segundo mais votado no estado, com 249.077 votos (4,73 %). Jones também começou a chamar a atenção pelos os duelos contra representantes da nova extrema-direita. Um dos seus alvos preferenciais era, justamente, Pavanato, com quem conviverá na Câmara a partir do próximo ano.
Na política estadual, o bolsonarismo também tem uma campeã de votos. A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) aos 23 anos foi a mulher mais votada em São Paulo, com 1.956.238 votos. Ganhou projeção a partir das redes ao apresentar-se como “a maior inimiga das feministas de São Paulo” e por estar ser, assim como Pavanato, discípula de Nikolas.
Chamou a atenção ao relativizar as estatísticas de feminicídio, por defender a colonização do Brasil, é contra as cotas raciais e sociais, e chegou a afirmar que os índios brasileiros são canibais. Eduarda, hoje, tem mandato de vereadora em Praia Grande, município do litoral paulista.
Ela, aliás, ontem mesmo se meteu em mais uma polêmica: pelas redes, chamou Erika Hilton de “homem biológico”.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto Destaque: Reprodução / Instagran
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