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A Esquerda vai, mais uma vez, ao STF

PT recorre ao STF contra PL da Dosimetria e pede suspensão imediata

Publicados

Política Nacional

Federação formada por PT, PCdoB e PV questiona constitucionalidade da norma que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro; Moraes deu prazo para manifestações do Congresso e do Planalto

Por Alícia Bernardes* | Brasília – DF

A federação formada pelos partidos PT, PCdoB e PV protocolou neste sábado (9/5) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a chamada Lei da Dosimetria, promulgada pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. A legislação reduz penas aplicadas a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e pode beneficiar aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro investigados ou denunciados por envolvimento em ataques às instituições democráticas.

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Na ação, a federação governista sustenta que a nova legislação afronta princípios constitucionais e contraria entendimentos já firmados pelo STF sobre crimes contra o Estado Democrático de Direito. O pedido foi assinado pelos advogados Renato Ramalho, Vera Lúcia da Motta, Mayara de Sá Pedrosa Torres, Geovane Couto da Silveira, Miguel Novaes e Ângelo Ferraro. Os partidos solicitam medida cautelar para suspender imediatamente os efeitos da norma até o julgamento definitivo do mérito da ação.

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Além da federação governista, a federação PSol-Rede também acionou o Supremo questionando a validade da lei. Relator das ações, o ministro Alexandre de Moraes determinou que o Congresso Nacional e a Presidência da República prestem informações no prazo de cinco dias úteis. O magistrado também abriu prazo de três dias para manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em nota divulgada nas redes sociais, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, classificou a proposta como um “retrocesso contra a democracia”. O dirigente citou as investigações sobre supostos planos de assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do próprio Alexandre de Moraes. Segundo ele, a redução das penas enfraquece o combate a crimes considerados graves contra as instituições democráticas.

A contestação apresentada pela federação também questiona a forma como o veto presidencial foi derrubado pelo Congresso. De acordo com o texto da ADI, houve irregularidade no procedimento adotado durante a sessão conduzida por Alcolumbre. O argumento é que o presidente do Senado promoveu um “fatiamento” do veto presidencial — mecanismo que, segundo os autores da ação, não estaria previsto para esse tipo de deliberação. Para o PT, o Legislativo deveria manter ou rejeitar integralmente o veto, e não derrubar apenas trechos específicos da decisão presidencial.

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A judicialização da matéria já havia sido antecipada por parlamentares petistas após a derrubada dos vetos do presidente Lula ao projeto. Na Câmara dos Deputados, o líder do partido, Pedro Uczai, afirmou que a legenda estudava medidas jurídicas para barrar os efeitos da lei. Em publicação nas redes sociais neste sábado, o deputado comemorou a decisão de Moraes de suspender pedidos de aplicação imediata da norma até análise definitiva das ADIs pelo plenário do STF. O parlamentar afirmou que a medida impede que a legislação produza efeitos imediatos sobre condenações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / STF
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Política Nacional

Após reunião com Lula, Jaques Wagner deixa liderança no Senado

Publicados

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Senador anunciou decisão em suas redes sociais. Wagner foi alvo de pressão após operação da PF mostrar ligação entre o parlamentar e operadores do Banco Master

Por Vanilson Oliveira* | Brasília (DF)

O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24/6) que se afastou da liderança do governo no Senado. A decisão foi tomada após o encontro que ele teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL), no Palácio da Alvorada. 

Por meio de uma publicação no X, o senador disse que, em “conversa entre amigos, decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”, escreveu. 

Ele continuou afirmando que vai focar em sua defesa. Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Policia Federal (PF), que investiga a fraude do Banco Master. “Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula”, frisou Wagner.

Senador nega irregularidades

Durante as diligências realizadas pela PF, agentes apreenderam valores em espécie, incluindo dólares, e relógios de alto valor, fato que ampliou a repercussão do caso em Brasília.

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O senador tem negado irregularidades e sustenta que os valores apreendidos possuem origem legal, que são frutos de diárias pagas em missões internacionais.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: Senador Jaques Wagner / Crédito: Minervino Júnior – D.B. Press
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