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União Progressista anuncia saída da base do governo Lula

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Política Nacional

Ministros das duas siglas devem deixar os cargos; tensão aumentou após Lula cobrar apoio do Centrão na proposta de isenção do IR

Por Wal Lima* – Brasília / DF

Os presidentes do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), e do União Brasil, Antonio Rueda, anunciaram na tarde desta terça-feira (2/9), a decisão sobre a saída das legendas da base do governo Lula. Com a saída, os ministros filiados aos partidos — Celso Sabino (Turismo, União Brasil) e André Fufuca (Esporte, PP) — devem deixar os cargos.

No caso do Progressistas, que comanda o Ministério do Esporte com o deputado André Fufuca, Ciro Nogueira já vinha sinalizando a ruptura em declarações recentes contrárias ao Palácio do Planalto.

No União Brasil, o distanciamento é ainda mais evidente: a maioria da bancada tanto na Câmara quanto no Senado tem votado contra projetos do Executivo. O atrito se intensificou em 26 de agosto, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em reunião ministerial que “não gostava” de Rueda. 

“A fala do presidente Lula evidencia o valor da nossa independência e a importância de uma força política que não se submete ao governo. Na democracia, o convívio institucional não se mede por afinidades pessoais, mas pelo respeito às instituições e às responsabilidades de cada um”, destacou em nota.

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“O que deve nos guiar é a construção de soluções e não demonstrações de desafeto. Minha prioridade continuará sendo a mesma: trabalhar por um futuro melhor para o Brasil, com estabilidade política, desenvolvimento econômico e respeito às instituições”, acrescentou. 

O desconforto ganhou força após Lula declarar publicamente que contava com o apoio do Centrão para aprovar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e redução parcial até R$ 7,5 mil — promessa de campanha que aumentou a pressão sobre ministros do União Brasil e do Progressistas.

Reunião com o PL

Na manhã desta terça, Ciro Nogueira e Antonio Rueda se reuniram com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, na sede do partido. O encontro tratou da votação da chamada anistia, considerada prioridade pela oposição, e do cronograma de desembarque do PP do governo.

Segundo Nogueira, a decisão final será anunciada entre hoje e amanhã. “Tivemos reunião com nosso presidente Rueda, do União Brasil, para definir os próximos passos. Acredito que durante o dia devemos tomar uma decisão e esperamos anunciar ainda hoje ou amanhã de manhã, com todo um cronograma”, afirmou.

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Ele também garantiu que a posição do Progressistas em relação à anistia é unânime. “Nós queremos votar a anistia o mais rapidamente possível. Na minha opinião, ela já deveria ter sido votada, já que a maioria quer. Vamos trabalhar por isso, mas a decisão é do presidente da Câmara e do colégio de líderes.”

Questionado sobre a saída dos ministros do União Brasil, Ciro respondeu que a decisão será definida em conjunto com Rueda. “Estamos discutindo durante o dia. Tive reunião com Rueda agora e vamos definir a data para anunciar a decisão”, disse.

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*Correio Braziliense – Conteúdo

*Foto/Destaque: Presidentes do Progressistas, senador Ciro Nogueira (esquerda), e do União Brasil, Antonio Rueda (direita) – (crédito: Ascom União Progressista )

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Política Nacional

Gilmar Mendes mantém suspensa eleição da Câmara de Vitória

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Eleição estava marcada para agosto, mas ministro seguiu liminar do STF de que só pode ser realizada a partir de outubro; julgamento segue

Por Enzo Bicalho Assis* | Vitória (ES)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu por manter suspensa a eleição para a presidência da Câmara Municipal de Vitória para o biênio 2027-2028, que estava marcada para ocorrer entre os dias 1º e 15 de agosto.

Em março, o ministro já tinha decidido pela suspensão, por entender que um artigo do Regimento Interno é inconstitucional. O processo foi iniciado no STF após um pedido da própria Câmara para que a eleição ocorresse somente a partir de outubro.

Gilmar Mendes decidiu com base em entendimentos firmados pela Suprema Corte, que determinaram que a eleição da Mesa Diretora das Casas Legislativas deve ocorrer a partir do mês de outubro do ano anterior ao início do respectivo mandato.

O período estipulado pelo STF tem relação com o período de campanha eleitoral, que iria coincidir com a eleição da Câmara.

Depois da primeira decisão do ministro, um grupo de quatro vereadores recorreu e o processo evoluiu para análise da 2ª Turma. O julgamento virtual foi iniciado na última sexta-feira (05) e seguirá até o dia 15. Restam os votos de Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça.

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A Câmara de Vereadores de Vitória disse por meio de nota que o voto do relator reforça a posição da Casa.

A CMV considera que o voto do relator reforça a consistência da posição jurídica adotada por esta Casa quanto à eleição da Mesa Diretora e confirma que a atuação do Legislativo Municipal está pautada pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às decisões judiciais.

Câmara de Vitória, em nota

A reportagem entrou em contato com o grupo de quatro vereadores: Dalto Neves (SDD), Karla Coser (PT), Pedro Trés (PSB), Camillo Neves (PP). Pedro Trés não quis se manifestar e Dalto Neves preferiu aguardar o julgamento terminar.

A reportagem procurou Karla Coser, mas ela ainda não deu retorno sobe o seu posicionamento.

O gabinete de Camillo Neves também foi procurado, mas não houve retorno.

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  • Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Antônio Augusto / STF
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