Política / Diplomação
Prefeito eleito de Santa Leopoldina, Fernando Rocha, é diplomado pela Justiça Eleitoral
Política
Por Paulo Roberto Borges
O prefeito eleito de Santa Leopoldina, Fernando Rocha (PDT) foi diplomado pela Justiça Eleitoral, em cerimônia realizada nesta terça-feira (17), na sede da Câmara Municipal. Um grande público esteve presente, prestigiando, não só o prefeito eleito, como também o seu vice-prefeito eleito, Vavá Coutinho (PSB) e os vereadores eleitos e suplentes.
Fernando Rocha, em seu pronunciamento falou que era “uma honra e desafio”, ser eleito para dirigir os destinos do município, se dizendo ciente das expectativas que recaíram sobre si. Mas, destacou a necessidade de unidos todos os desafios serão superados.
Falando ao Pauta1 e ao Jornal do Norte, ele afirmou que o maior problema da municipalidade hoje a questão previdenciária, mas que outras questões como o trânsito também devem ser vistas com atenção e, lembrou que existe uma solução para retirar o grande fluxo de caminhões que circulam pelo centro, vindo de outros municípios vizinhos com suas cargas que, de certa maneira afetam a segurança do casario histórico da cidade. O Governo do Estado tem projeto para fazer um contorno que vai acabar com esse problema.
Com relação ao relacionamento com a Câmara disse fortalecer o diálogo permanente e acredita que assim podem, juntos resolverem as inúmeras demandas do município e dos cidadãos.
Ainda perguntado pela questão da eleição para a presidência da Câmara, chamou a atenção para a independência dos poderes, mas que tem dialogado com vereadores eleitos e reeleitos para construir uma base de maioria para que o governo possa ter a certeza da aprovação dos seus projetos. Mas, que vai respeitar as decisões de cada um, porque o Legislativo tem a sua independência e responsabilidade.
Representando os vereadores, quem fez o pronunciamento foi Marquinhos Rauta (Podemos).
O que chamou atenção foi o discurso o promotor de justiça, que fez críticas ao governo anterior e teceu elogios ao atual, do Lula (PT).
O prefeito que sai
O prefeito Romero Endringer (Podemos), que termina o mandato dia 31 deste mês de dezembro, disse à reportagem, que sai de cabeça erguida, com a certeza que fez uma boa gestão, não deixando dívidas e ainda disponibilizando recursos em caixa para a nova gestão.
Prefeito atual, Romero Endringer (Podemos)
Exaltou o diálogo e entendimento que sempre teve com o Legislativo e o papel dos vereadores, foi importante para ajudar a Prefeitura fazer as ações necessárias em benefício da população. Sobre continuar na política, se diz cansado e a cobrança da família em estar mais disponível é motivo para não pleitear nenhum cargo eletivo no futuro.
Os vereadores que vão compor a nova legislatura, a sua maioria é composta por aliados do grupo do atual prefeito. Isso abre a possibilidade real de ter um dos seus membros ser eleito presidente da futura Mesa Diretora. Os dois nomes para a presidência recai sobre Sergio Lago (Republicanos) e Nelson do Sindicato (PSD).
Em Linhares
O prefeito eleito de Linhares, Lucas Escaramussa (Podemos) também teve consumada a sua diplomação. O seu vice-prefeito eleito, Franco Fiorot (União Brasil), assim como 17 vereadores que comporão a próxima Legislatura e os suplentes de vereadores foram também diplomados pela Justiça Eleitoral. O evento foi realizado nesta segunda-feira (16), na sede da Câmara Municipal de Linhares.
Diante de um Plenário lotado, coube à juíza eleitoral Emília Coutinho Lourenço, ao promotor Fabrício Admiral Souza e à presidente da OAB-ES, seccional Linhares, Alcídia de Paula, entregarem o documento que reconhece o resultado das urnas e garante a posse aos escolhidos pela população para administrarem a cidade pelos próximos quatro anos.
Falando aos eleitos, a juíza Emília Coutinho Lourenço lembrou a missão de cada um com o município de Linhares. “Vocês assumem agora a responsabilidade de representar seus eleitores com dignidade, ética e comprometimento. O caminho que se abre é desafiador, mas repleto de oportunidades de mudar a vida das pessoas e da realidade das nossas comunidades”, afirma.

O vice-prefeito eleito, Franco Fiorot e o prefeito eleito Lucas Scaramussa, diplomados.
Lucas Scaramussa também foi convidado a fazer um discurso aos presentes e lembrou de sua trajetória até esta eleição e como deseja trabalhar no comando da prefeitura. “Eu disputei cinco processos eleitorais, perdi os três primeiros. Entendi e respeitei o propósito de Deus e da cidade para mim. O processo eleitoral é um processo de validação que não chega no tempo da gente. Mas é preciso resiliência e muito sacrifício para suportar tudo isso em paz”, explica.
O prefeito eleito complementa. “Muito grato por me tornar agora um colaborador ativo do município de Linhares junto com cada um de vocês. Todos nós temos o mesmo propósito aqui, que é levar esta cidade a índices que melhorem a vida daqueles que mais precisam. Eu já chorei muito, mas tem gente lá fora que chora todos os dias e é por eles que nós vamos trabalhar”, finaliza Scaramussa.
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Em Santa Leopoldina:
* Pauta1 e Jornal do Norte
* Foto: Paulo Borges – Equipe Pauta1 e Jornal do Norte
Em Linhares:
* Informações da assessoria do prefeito eleito
* Foto: Luan Max e Rômulo Ladaim
Política
Imprensa internacional classifica rejeição de Messias ao STF como “derrota histórica” de Lula
Veto a Messias, indicado do presidente Lula para a vaga no STF, foi o único nos últimos 132 anos e intensificou desgaste entre os poderes
A rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (29), repercutiu na imprensa internacional como um episódio incomum na política brasileira e um revés relevante para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A indicação chegou a ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas foi barrada no plenário do Senado, com 42 votos contrários e 34 favoráveis.
Jornais e agências de notícias destacaram o caráter atípico da decisão. A última vez que o Senado recusou um nome indicado pelo presidente da República para uma vaga no STF foi há 132 anos, no governo de Floriano Peixoto.
O jornal espanhol El País classificou o resultado como uma “derrota histórica” e apontou que o episódio levanta dúvidas sobre a capacidade do presidente de articular apoio político no Congresso. O veículo de imprensa também mencionou o desgaste na relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A rejeição de Messias é um sinal de alerta para Lula, cuja lendária capacidade de mobilizar e forjar alianças está agora em questão”
El País
A reportagem cita o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como “principal candidato de direita”, nas pesquisas eleitorais sobre a disputa presidencial. Levantamentos têm mostrado empate técnico dos dois no segundo turno.
Texto da agência Associated Press (AP), reproduzido no jornal The Washington Post e em outros veículos de imprensa, mencionou a rejeição de Messias como um sinal de fragilidade na popularidade do presidente e um “golpe político” dos parlamentares.
O presidente do Senado brasileiro, Davi Alcolumbre, defendeu abertamente outro candidato antes de Lula escolher Messias como seu indicado. A imprensa brasileira vem noticiando há meses que o senador estava em desacordo com Lula por este não ter escolhido o senador Rodrigo Pacheco”
Associated Press
Na Argentina, o Clarín descreveu o desfecho como uma derrota severa para Lula e uma vitória da oposição, representada por Flávio. Também citou que o governo terá de apresentar um novo nome para ocupar a vaga aberta no tribunal.
Outras análises relacionaram o episódio a disputas políticas mais amplas. A Bloomberg citou que a escolha de Messias fazia parte de uma estratégia para dialogar com setores religiosos e ampliar apoio político.
Ao mencionar o fortalecimento de grupos de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um fator que contribuiu para o resultado, a reportagem frisou que o Senado “detém o poder de destituir membros da Suprema Corte”.
O ex-presidente e seus apoiadores há tempos criticam o Supremo Tribunal Federal, alegando que suas campanhas contra as chamadas notícias falsas e a desinformação online levaram à perseguição política de figuras conservadoras.
Bloomberg
A Reuters, por sua vez, destacou “esforço de lobby sem precedentes” do governo para tentar viabilizar a aprovação. “Nas últimas semanas, a equipe de Lula buscou apoio de senadores de todo o espectro político, argumentando que Messias poderia ajudar a aliviar as tensões entre o Congresso e a Suprema Corte.”
Como mostrou o Estadão, ao temer uma votação apertada no Senado, o governo acelerou a liberação de emendas parlamentares e negociações de cargos nas duas últimas semanas.
De um total de R$ 12,7 bilhões liberados para emendas ao Orçamento desde o início do ano, mais da metade ocorreu depois da metade de abril. Deputados ficaram com R$ 9,3 bilhões; outros R$ 2,5 bilhões foram destinados a senadores, R$ 659 milhões a bancadas estaduais do Congresso e R$ 156,9 milhões para comissões do Senado.
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- Informações do jornal Estado de São Paulo – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Ricardo Stuckert / PR
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