Fim da Linha
Fim de uma era: orelhões têm data para desaparecer das ruas do país
GERAL
No estado do Rio, ainda há cerca de 2 mil aparelhos; retirada total está prevista até dezembro de 2028
Por Wilson França* – Rio de janeiro / RJ
Os telefones públicos, popularmente conhecidos como orelhões, caminham para a extinção definitiva no Brasil. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), todos os aparelhos remanescentes deverão ser retirados das ruas até 31 de dezembro de 2028. O processo de desligamento começa ainda em 2026, com o encerramento das concessões da telefonia fixa.
No Estado do Rio de Janeiro, ainda existem cerca de 2 mil orelhões, de acordo com dados mais recentes da agência reguladora. A maior parte deles está concentrada na capital e na Região Metropolitana, mas o número vem caindo de forma acelerada nos últimos anos. Assim como no restante do país, a retirada completa dos aparelhos fluminenses também deverá ser concluída até o fim de 2028.
Do auge à contagem regressiva
Lançados no início da década de 1970, os orelhões chegaram a somar mais de 1,5 milhão de unidades espalhadas pelo país. Hoje, restam cerca de 38 mil aparelhos, sendo pouco mais de 33 mil ainda em funcionamento e aproximadamente 4 mil em manutenção, segundo a Anatel.
A queda acentuada acompanha a popularização da telefonia móvel e da internet. Em 2020, o Brasil ainda contabilizava cerca de 202 mil telefones públicos, número que encolheu ano após ano.
Fim das concessões de telefonia fixa
Os contratos de concessão da telefonia fixa, assinados em 1998, expiraram em dezembro de 2025. Com isso, foi autorizada a migração para o regime de autorizações, que não prevê a manutenção obrigatória dos telefones públicos dentro das metas de universalização.
De acordo com a Anatel, a mudança abre espaço para um novo modelo regulatório, voltado à ampliação da banda larga e da telefonia móvel, hoje responsáveis pela maior parte do tráfego de voz e dados no país.
Onde os aparelhos ainda resistem
Apesar da extinção programada, cerca de 9 mil orelhões deverão ser mantidos temporariamente em localidades sem cobertura de telefonia móvel, ao menos em tecnologia 4G. Nesses pontos, o serviço seguirá ativo até, no máximo, 2028.
“As empresas assumiram compromissos de garantir a oferta de serviço de voz, por meio de qualquer tecnologia, nas localidades onde forem as únicas prestadoras”, informou a Anatel.
Operadoras e cronograma de desligamento
A Oi é atualmente a operadora com maior número de orelhões ativos no país, somando 6.707 unidades. Vivo, Claro/Telefônica e Algar devem desligar suas redes já em 2026, restando cerca de 2 mil aparelhos sob responsabilidade dessas empresas.
Outros 500 telefones públicos pertencem à Sercomtel, que atua nos municípios de Londrina e Tamarana, no Paraná, e só poderão ser retirados após ajustes contratuais.
Ícone urbano e símbolo cultural
Criado em 1971, com design da arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, o orelhão virou um dos símbolos mais reconhecíveis das cidades brasileiras. O formato oval, conhecido como Chu I ou Tulipa, ajudava a reduzir o ruído externo e melhorar a acústica das ligações.
Mais do que um equipamento urbano, o orelhão marcou gerações e voltou recentemente ao imaginário popular ao aparecer no cartaz do filme “O Agente Secreto”, um lembrete nostálgico de um tempo em que fazer uma ligação exigia ficha, cartão, tempo e paciência.
No ES
No Estado do Espírito Santo são 30 bravos orelhões que resistem. Abaixo a relação das cidades que ainda tem esses aparelhos:
Alegre
Barra de São Francisco
Laranja da Terra
Ecoporanga
Linhares (2)
Mucurici (2)
Muniz Freire
Presidente Kennedy
São Gabriel da Palha
São Mateus (3)
Vitória (Ilha de Trindade)
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- Da Redação / Diário do Rio
- Foto Destacada: Reprodução / Internet
GERAL
Estátua gigante da Havan terá escolta para chegar à nova loja em Vila Velha
Por Fernanda Zandonadi*
A estátua da Havan que será instalada na nova loja de Vila Velha terá 35 metros de altura e o grupo só deverá enviá-la ao Espírito Santo próximo à data de inauguração da unidade, prevista para 10 de novembro. A direção ainda não definiu o trajeto até o município canela-verde. A unidade fica na Avenida Carlos Lindenberg, próximo ao Assaí Atacadista.
A empresa Transben fará o transporte da peça, segundo a assessoria de imprensa. No entanto, a equipe planeja a operação, o que inclui definir os trechos que exigirão escolta, o percurso e as condições necessárias para levar a estrutura até o local da nova loja.
A fabricação da estátua exige de 25 a 30 dias. A Ideal Fibras produz a peça em um processo que envolve 50 pessoas. Depois de fabricá-la, a equipe desmonta a estrutura e a acomoda em um caminhão. Assim, ao chegar ao destino, os profissionais a remontam e a içam até o pedestal.
Vagas de emprego
A empresa já iniciou o processo de contratação para a unidade. A previsão é de geração de 200 empregos. As vagas estão disponíveis no site da Havan e as entrevistas com candidatos já estão sendo realizadas.
Depois da contratação, os novos funcionários passam por treinamento em uma unidade da rede que já esteja em funcionamento.
Dessa forma, os colaboradores permanecem durante algumas semanas em outra loja para conhecer a operação e se preparar para o início das atividades em Vila Velha.
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- Matéria do Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / Havan
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