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Polícia de Ação

PF prende empresário Henrique Vorcaro na 6ª fase da Operação Compliance Zero

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BRASIL

Ação autorizada pelo ministro André Mendonça investiga organização criminosa envolvida em invasão de dispositivos, corrupção e lavagem de dinheiro em três estados

Por Luiz Felipe* | Brasília – DF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14/5), a 6ª fase da Operação Compliance Zero. Entre os alvos principais da ação está o empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, que foi preso preventivamente sob a acusação de ocultação de provas e participação em esquema criminoso.

A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e mira uma estrutura montada para a prática de crimes como intimidação, coerção e obtenção ilegal de dados sigilosos.

Ao todo, os agentes federais mobilizaram-se para cumprir ordens judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O balanço da ofensiva inclui: 7 mandados de prisão preventiva; 17 mandados de busca e apreensão; sequestro e bloqueio de bens dos investigados; afastamento de cargos públicos para os envolvidos.

De acordo com a Polícia Federal, estão sendo investigados os crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

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Em nota, a defesa de Henrique Vorcaro afirma “que decisão se baseia em fatos cuja comprovação da respectiva licitude e o lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo. E não estão porque não foram solicitados à defesa e nem

Para a defesa do empresário, o ideal seria ouvir as explicações antes de medida “tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar a estamos a dizer ainda hoje”, pontuam.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Rovena Rosa / Agência Brasil

 

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BRASIL

Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República

Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)

A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.

A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.

“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.

A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.

Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.

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“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.

Relatório da Policia Federal

– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF

– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.

– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.

– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.

– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.

– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.

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– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.

– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.

A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.

A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.

“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.

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  • Matéria do Metrópoles – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis

 

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