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Mortandade de Peixes

Empresa é suspeita de crime ambiental no Norte; Polícia Federal e Civil estão investigando

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Meio Ambiente

A principal suspeita levantada pelos moradores é de que o problema tenha sido causado pelo derramamento de vinhaça, resíduo gerado na produção de álcool a partir da cana-de-açúcar, proveniente de uma usina sucroalcooleira que atua na região

Conceição da Barra – ES

A suspeita de contaminação no Rio Angelim, em Conceição da Barra, ganhou novos desdobramentos após a morte de peixes registrada na comunidade quilombola Angelim 3, em Itaúnas, na região Norte do Espírito Santo. A Defensoria Pública da União (DPU) enviou ofícios à Polícia Federal e à Polícia Civil pedindo investigação urgente sobre o caso, diante da suspeita de crime ambiental na região.

O problema começou a ser percebido por moradores na última terça-feira (12), quando peixes e camarões apareceram mortos e a água apresentou alteração na coloração. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram os animais boiando ao longo do curso d’água, sendo que a pesca é fonte de sustento para diversas famílias quilombolas da região.

A principal suspeita levantada pelos moradores é de que o problema tenha sido causado pelo derramamento de vinhaça, resíduo gerado na produção de álcool a partir da cana-de-açúcar, proveniente de uma usina sucroalcooleira que atua na região. Segundo a DPU, o descarte irregular é proibido por resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama)..

Em entrevista à imprensa, o responsável agrícola da empresa Alcon, apontada como a responsável por despejar os resíduos no rio, disse que assim que foi comunicada sobre a situação as atividades na região foram suspensas. 

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“Temos um plano de contingenciamento que está dentro do PAV, que é um documento que todas as empresas desse setor têm para fazer a utilização do adubo orgânico. Utilizando esse adubo orgânico, nós não utilizamos o químico. Quando recebemos a informação de rumores de qualquer tipo de anormalidade, nós colocamos esse plano em ação imediatamente, foi o que a gente fez”, afirmou o representante da Alcon, Felipe Ferreira dos Santos.

O caso já vinha sendo acompanhado pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), acionado pela Prefeitura de Conceição da Barra logo após as primeiras denúncias. O órgão estadual informou que equipes estiveram no local para avaliação inicial e que a situação segue sob investigação.

Para chamar a atenção dos órgãos responsáveis e cobrar respostas, os moradores da comunidade quilombola se reuniram em protesto na BR 101, na altura do km 35 em Conceição da Barra, e interditaram a via colocando fogo em objetos, levantando cartazes e cantando músicas que representam a resistência do povo quilombola. A interdição começou por volta das 7h e só terminou no início da tarde. 

“O rio é o nosso alimento, o nosso sustento e a gente sobrevive desses peixes, da água. E destruindo a nossa água o que será de nós?”, enfatizou a moradora e liderança quilombola, Miriam Dealdina Fontoura.

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Nos documentos enviados às polícias, a DPU destaca a necessidade de atuação imediata para garantir a coleta de amostras antes que as substâncias contaminantes sejam dispersadas e os peixes entrem em decomposição. A demora segundo o órgão, pode comprometer a identificação e a responsabilização dos eventuais culpados. 

A Defensoria argumenta ainda que o caso pode configurar crime de poluição qualificada, já que afeta diretamente uma comunidade que depende do rio para subsistência e atinge uma área de relevância social e ecológica.

“É mais um capítulo de uma história que as comunidades quilombolas do Sapê do Norte vêm denunciando há muito tempo […] o Rio Angelim não é apenas água; é o mínimo de sobrevivência dessas famílias”, disse Pablo Farias, Defensor Regional de Direitos Humanos no Espírito Santo

A DPU entende que a investigação deve ser conduzida pela Polícia Federal, já que a comunidade quilombola está localizada em terras da União. Mesmo assim, pediu também a atuação da Polícia Civil devido à urgência na preservação das provas. As duas instituições deverão informar, em até cinco dias úteis, quais medidas foram adotadas.

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*Fonte: Alcon e moradores da região

*Foto destaque: Divulgação / Comunidade Quilombola

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Meio Ambiente

Prefeitura de São Mateus intensifica fiscalização e educação ambiental em Barra Nova Norte

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A equipe de fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em uma operação conjunta com a Polícia Ambiental, realizou uma importante ação na região de Barra Nova Norte no último dia 07 de maio. A iniciativa teve como foco principal o combate à pesca predatória e a proteção de espécies ameaçadas de extinção, garantindo o cumprimento da legislação vigente.

Durante as atividades em campo, os agentes priorizaram o diálogo e a educação ambiental. Moradores e turistas que frequentam a localidade foram abordados e orientados sobre a relevância de preservar o ecossistema local. O trabalho preventivo apresentou resultados positivos, uma vez que não foram registrados flagrantes de captura irregular durante toda a operação.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente aproveita a oportunidade para reforçar que o período de defeso do robalo está em vigor. A pesca da espécie está totalmente proibida entre os dias 01 de maio e 30 de junho de 2026. Além disso, a pasta alerta que a captura de exemplares abaixo das medidas permitidas é proibida durante qualquer época do ano, conforme as normas federais.

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De acordo com a Instrução Normativa número 53 de 2005 do Ministério do Meio Ambiente, os tamanhos mínimos para captura são de 30 centímetros para o Robalo-Peba e de 50 centímetros para o Robalo-Flecha.

A administração municipal reafirma que o monitoramento continuará sendo realizado periodicamente para assegurar a manutenção da biodiversidade. O engajamento da população é fundamental nesse processo, pois preservar o meio ambiente é um dever de todos.

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  • Fonte: Prefeitura de São Mateus | Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Maickson | PMSM
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