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Um ato covarde e impactante para a sociedade

Ex-PM preso por matar músico em Jardim Camburi vai a júri popular

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POLÌCIA

Lucas Torrezani de Oliveira é acusado de matar o músico Guilherme Rocha após uma discussão causada por som alto

Por Maria Clara Leitão* | Vitória – ES

O ex-soldado da Polícia Militar, Lucas Torrezani de Oliveira, apontado pela polícia como autor do disparo que matou o músico Guilherme Rocha, vai a júri popular na próxima quarta-feira (27), na Comarca de Vitória. A informação foi divulgada pela defesa do ex-militar.

O crime aconteceu na madrugada do dia 17 de abril de 2023, em um condomínio no bairro Jardim Camburi, em Vitória. Segundo as investigações, a confusão teria começado após uma discussão motivada por som alto no local.

Por meio de uma nota encaminhada à imprensa, a defesa afirmou que a motivação atribuída ao acusado 

Segundo os advogados, o caso teve ampla repercussão e versões divulgadas apontaram uma suposta motivação atribuída ao acusado “não corresponde à integralidade dos fatos apurados ao longo da instrução criminal”. No entanto, a defesa afirma que todas as circunstâncias do ocorrido serão esclarecidas e debatidas durante o julgamento no Tribunal do Júri.

Ainda na nota, a defesa destaca que Lucas Torrezani de Oliveira é policial militar de carreira e que possui “conduta exemplar”, sem antecedentes criminais ou histórico de envolvimento com a criminalidade.

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Os advogados afirmam ainda que o episódio teria sido um fato isolado na vida do acusado e reforçam a tese de que ele agiu em legítima defesa, argumento que será sustentado durante o julgamento.

“Será demonstrado, de forma técnica e responsável, que o Sr. Lucas agiu em contexto de legítima defesa, conforme sustentado pela defesa e amparado pelos elementos constantes dos autos”, argumenta a defesa de Lucas Torrezani de Oliveira.

Família da vítima marca manifestação por justiça

A família de Guilherme Rocha marcou um ato pedindo justiça às 19h30 desta terça-feira (19), na praça pública de Jardim Camburi, em Vitória.

Durante o encontro, será realizada uma homenagem em forma de música ao músico. Nas redes sociais, familiares convocaram a população para o ato com a mensagem: Vamos fazer barulho por justiça. Sua música continua e sua voz também”.

Vítima foi morta após reclamar de som alto 

Na época do crime, foi descoberto que a vítima foi morta após reclamar com o vizinho sobre o som alto. Segundo o processo, Guilherme Rocha chegou a conversar com o então PM para encerrar uma festa no hall do prédio.

Por volta das 2 horas, o músico novamente pediu para que o tom das conversas diminuísse, porque a família não conseguia dormir, mas não foi atendido.

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O processo relata que, às 3 horas, a vítima saiu do apartamento pedindo que as pessoas deixassem o local. Foi nesse momento que o policial militar sacou a arma de fogo e intimidou o músico dizendo: “Eu sou PM, o que você vai fazer?.

O denunciado Lucas, com a arma de fogo em punho na mão direita e uma bebida alcoólica na mão esquerda, se aproximou da vítima e projetou o cano da arma por duas vezes em direção ao tórax dela, e em seguida bateu o cano da arma no rosto de Guilherme, diz um trecho do documento.

Vídeo mostra PM atirando em músico

O crime foi registrado por câmeras de segurança do condomínio. Nas imagens, é possível ver o momento em que Guilherme entra no hall do prédio onde morava. Lucas e um amigo faziam uma festa no local.

No vídeo, a vítima e o policial aparecem discutindo e, logo depois, começam a se empurrar. O então PM pega a arma e atira em Guilherme, que se escora em uma parede e cai. Após atirar no músico, o policial ainda aparece bebendo.

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  • Informações Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Montagem / FV
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POLÌCIA

Ex-funcionária é presa após furtar R$ 60 mil de apartamento em Jardim Camburi

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Suspeita disse que precisava “ungir” os cômodos da casa, confessou o crime e levou policiais até parte do dinheiro escondido

Vitória (ES)

Uma ex-funcionária de uma família foi presa após furtar R$ 60 mil em dinheiro de um apartamento em Jardim Camburi, em Vitória. O crime aconteceu na quarta-feira (5), e parte do dinheiro foi recuperada pela Polícia Civil no dia seguinte, durante diligências no bairro Bubú, em Cariacica.

Segundo a 5ª Delegacia de Polícia de Jardim Camburi, a mulher aproveitou o momento em que outros moradores entravam no condomínio para acessar o prédio sem autorização. A investigação aponta que, em seguida, ela foi até o apartamento da vítima e furtou o dinheiro em espécie.

Em seguida, ela convenceu a funcionária que estava no apartamento a permitir sua entrada, afirmando que precisava “ungir” os cômodos da residência.

Já dentro do imóvel, a mulher pediu para circular sozinha pelos quartos. De acordo com as investigações, foi nesse momento que ela teve acesso ao local onde os R$ 60 mil estavam guardados e furtou o dinheiro.

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A Polícia Civil analisou imagens do sistema de videomonitoramento do condomínio e reuniu outros elementos que permitiram identificar a suspeita. Ela foi localizada e conduzida para a delegacia.

Polícia Civil recuperou R$ 50 mil

Durante o atendimento na delegacia, a mulher entregou espontaneamente R$ 20 mil. No interrogatório, ela confessou o furto e indicou aos policiais onde havia escondido outros R$ 30 mil. Ao todo, R$ 50 mil foram recuperados.

Sobre os R$ 10 mil restantes, a investigada afirmou que já havia utilizado o dinheiro. Ela assumiu o compromisso de ressarcir a vítima de forma parcelada.

Mulher era investigada por outros furtos

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que a suspeita já havia sido identificada como autora de outros furtos quando trabalhava como empregada doméstica na casa de familiares da vítima, na Serra.

Ainda segundo a polícia, há registro de outro furto atribuído a ela, ocorrido em março deste ano, quando R$ 10 mil em espécie foram levados.

A mulher foi indiciada por furto qualificado. O inquérito policial será encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

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  • Matéria do Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / PCES
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