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Sessão Fantasma

Sessão de câmara dos vereadores de cidade paranaense dura apenas 20 segundos

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BRASIL

“Declaro fracassada”, afirmou o vice-presidente da Casa, Vanderley Borgert (PP), ao encerrar reunião diante de apenas um parlamentar presente

Existem situações e razões que a própria razão desconhece.

A ida de vereadores e prefeitos a Brasília, com a finalidade de participarem da chamada Marcha em Defesa dos Municípios, é algo totalmente dispensável e inútil diante das demandas reais enfrentadas pelas cidades. Aliás, parece que a única marcha realmente produtiva é a LGBT, que lota hotéis, restaurantes e movimenta a economia dos municípios onde acontece. Já a marcha dos políticos, na prática, costuma gerar apenas despesas e poucos resultados concretos para a população.

Nova Tebas | VIAJE PARANÁ

Cidade paranaense de Nova Tebas, Estado do Paraná | Foto: Reprodução – Internet

Um episódio ocorrido durante uma sessão da Câmara Municipal de Nova Tebas, na região central do Paraná, escancarou essa realidade. A sessão durou menos de 20 segundos na segunda-feira (18), porque apenas um dos nove vereadores compareceu ao plenário da cidade, que possui cerca de 6,9 mil habitantes. Os demais parlamentares estavam em Brasília, participando do evento, em uma viagem considerada por muitos moradores como de pouca utilidade e custeada com recursos públicos.

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O episódio foi registrado em vídeo durante a transmissão oficial do Legislativo nas redes sociais. As imagens mostram o vice-presidente da Casa, Vanderley Borgert (PP), ao lado de um assessor jurídico. O parlamentar iniciou a sessão normalmente, mas, ao constatar a ausência dos colegas e a falta de quórum regimental, encerrou rapidamente os trabalhos.

“Invocando a proteção de Deus, declaro aberta a 10ª sessão ordinária. Considerando a falta de quórum regimental, declaro fracassada a sessão. Agradeço a todos que acompanham nossas sessões. Boa noite”, declarou o vereador.

Em nota, a Câmara informou que sete dos nove vereadores viajaram a Brasília para participar da Marcha em Defesa dos Municípios.

“Deveriam ficar por lá, porque normalmente não servem para porra nenhuma”, disparou, revoltado, um morador de Nova Tebas, no Paraná.


  • Da Redação / Com informações das Redes Sociais
  • Foto destaque: Reprodução / Internet
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PGR denuncia Romeu Zema ao STJ por calúnia contra Gilmar Mendes

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Segundo a PGR, vídeos publicados por Zema atribuíram falsamente crime de corrupção passiva ao ministro do STF

Por Nathallie Lopes* | Brasília – DF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta sexta-feira (15/5) o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A denúncia foi apresentada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. 

Segundo a peça enviada ao STJ, Zema publicou, em 1º de março deste ano, vídeos em seus perfis no Instagram e no X com críticas ao STF e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, retratados como fantoches em uma encenação relacionada ao caso Master.

Na denúncia, a PGR afirma que o conteúdo “atribui ao Ministro Gilmar Mendes conduta criminosa determinada” e sustenta que o vídeo associa o magistrado à prática de corrupção passiva ao sugerir favorecimento indevido ao ministro Dias Toffoli em troca de vantagens pessoais. 

Para Gonet, Zema “não se limitou a formular crítica institucional, paródia política ou inconformismo com decisão judicial”. O procurador-geral argumenta que o ex-governador imputou falsamente a Gilmar Mendes a prática de crime previsto no Código Penal. 

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A denúncia também aponta que as publicações tiveram ampla repercussão nas redes sociais, com cerca de 487 mil visualizações no X e 2,8 milhões no Instagram até a apresentação da ação. 

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Zema pelo crime de calúnia majorada, com agravantes por o alvo ser funcionário público em razão de suas funções, pessoa com mais de 60 anos e pela divulgação em redes sociais. A PGR também pediu a fixação de indenização mínima equivalente a 100 salários mínimos por danos morais. 

Zema comentou a denúncia. “Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Não vou recuar um milímetro”, afirmou.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Andressa Anholete / Agência Senado
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