Economia
Porto de Vila Velha recebe navio com 83 mil toneladas pela primeira vez
Economia
Navio chinês descarrega 33 mil toneladas de fertilizantes no Terminal de Vila Velha, após modernização do terminal portuário
O complexo portuário de Capuaba, em Vila Velha, recebeu, pela primeira vez, um navio da categoria Panamax, com 83 mil toneladas de porte bruto (DWT) e sem guindaste de bordo. A embarcação Legendary Diva, vinda da China e agenciada pela Orion Rodos, trouxe 33 mil toneladas de fertilizante.
Além disso, está sendo descarregada no berço 202 com uso de guindastes móveis portuários (MHC) próprios do TVV. A operação teve realização da Log-In Logística Integrada, em parceria com a consultoria Cronos.
Ajustes regulatórios
De acordo com o diretor de Terminais da Log-In, Gustavo Paixão, a operação resulta dos investimentos em modernização feitos no TVV.
“O terminal passou por um ciclo de renovação da infraestrutura, ampliação de retroárea, incorporação de novas tecnologias e aquisição de equipamentos de grande porte, como os MHCs. Esses avanços possibilitam operações cada vez mais complexas e em maior escala”, afirmou Paixão.
Para viabilizar a atracação do navio com 83 mil toneladas, a Vports, administradora do Porto de Vitória, promoveu ajustes nas normas do Porto de Capuaba. Dessa forma, houve aumento do limite de porte bruto permitido de 70 mil para 83 mil toneladas e revisão das exigências de produtividade mínima diária.
Outra medida decisiva foi a dragagem do canal de acesso, realizada entre abril e maio deste ano, com investimento de R$ 30 milhões. A ação garantiu a manutenção do calado em 12,5 metros, fundamental para receber embarcações maiores.
“O objetivo é aumentar a capacidade logística do Espírito Santo. Com a revisão normativa, conseguimos iniciar a operação de um navio com nova capacidade, incrementando a movimentação de carga no porto”, explicou o diretor-presidente da Vports, Gustavo Serrão.
De acordo com a Vports, a operação amplia as possibilidades logísticas para o Espírito Santo, em especial na movimentação de granéis sólidos, como os fertilizantes, que têm impacto direto na cadeia do agronegócio, especialmente na cultura do café.
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- Folha Vitória – Conteúdo
- Foto/Destaque: Divulgação/Vports
Economia
Emprestar conta bancária ou chave Pix pode dar até 8 anos de prisão
Especialista alerta que receber ou repassar dinheiro de terceiros pode levar a investigação criminal e bloqueio bancário
Por Patrícia Maciel* | Vitória- ES
Emprestar a conta bancária ou a chave Pix para outra pessoa movimentar dinheiro pode levar à prisão, mesmo que o titular não participe diretamente de um golpe. Com a entrada em vigor da Lei nº 15.397/2026, a chamada “cessão de conta laranja” passou a ser tratada expressamente como crime no Código Penal, com penas que podem chegar a oito anos de reclusão em casos de fraude eletrônica.

A nova legislação busca atingir pessoas que ajudam a ocultar ou movimentar dinheiro obtido por meio de golpes, fraudes e outros crimes financeiros. Segundo o advogado especialista em Direito Público e Criminal Guilherme Machado, a prática mais comum é quando alguém permite que terceiros usem sua conta bancária, chave Pix ou aplicativo para receber e repassar valores.
“A lei mira justamente quem não aplica o golpe diretamente, mas ajuda na estrutura financeira, recebendo ou repassando valores ilícitos. Porém, a responsabilização exige análise do caso concreto. Não basta apenas aparecer uma transferência; é preciso apurar consciência, contexto e participação”, explicou.
De acordo com o advogado, situações consideradas por muitas pessoas como um simples favor podem gerar investigação. Receber um Pix de desconhecidos e transferir logo em seguida, emprestar a chave Pix para vendas de terceiros ou permitir que outra pessoa utilize o aplicativo bancário são exemplos que podem levantar suspeitas.

Bancos monitoram movimentação
Além da investigação criminal, a movimentação considerada atípica pode resultar em bloqueio de conta, quebra de sigilo bancário e até responsabilização civil para ressarcimento de vítimas. Bancos e autoridades monitoram padrões como saques imediatos, movimentação incompatível com a renda e transferências frequentes entre diferentes pessoas.
“O problema não é o Pix em si, mas a utilização da conta como instrumento para circular dinheiro de golpe, fraude ou outra atividade criminosa. O conselho é simples: não empreste conta, não receba Pix de desconhecido e não movimente dinheiro cuja origem você não consegue justificar”, afirmou Guilherme Machado.
O especialista ressalta que familiares também devem ter cuidado. Embora o compartilhamento de recursos dentro da família não seja crime, há risco quando a conta passa a ser usada para esconder o verdadeiro destinatário do dinheiro ou dificultar o rastreamento das operações.
“O simples compartilhamento familiar não é crime. Mas há risco quando a conta passa a ser usada para esconder o verdadeiro beneficiário, movimentar valores de origem duvidosa ou dificultar rastreamento. O ideal é que cada pessoa use sua própria conta”, disse.
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Segundo o advogado, alegar desconhecimento sobre a origem do dinheiro nem sempre é suficiente para afastar uma investigação. As autoridades avaliam fatores como frequência das transações, valor movimentado, mensagens trocadas e eventual vantagem obtida pela pessoa que cedeu a conta.
- Informações Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Bruno Perez / Agência Brasil
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