Ação de Governo
Auditores fiscais flagram transporte irregular de pimenta-do-reino e café no norte do Estado
Economia
Uma operação volante de fiscalização realizada no norte do Estado por auditores fiscais da Secretaria da Fazenda (Sefaz), por meio da Receita Estadual, identificou o transporte irregular de mercadorias sem a devida documentação fiscal.
Durante a ação, realizada nessa terça-feira (27) nos municípios de São Mateus e Jaguaré, foram apreendidos 6,4 mil quilos de pimenta-do-reino e 390 sacas de café, que estavam sendo transportadas em desacordo com a legislação tributária. As irregularidades resultaram na lavratura de autuações superiores a R$ 650 mil, referentes à cobrança de imposto devido e multas.
Todos os valores apurados foram integralmente recolhidos no curso da operação, possibilitando a regularização imediata da situação fiscal das mercadorias. A operação foi conduzida por auditores fiscais da Subgerência Fiscal Região Nordeste (Sufis-NE).
O Auditor Fiscal André Gomes Santana destacou a importância da realização de operações ostensivas para o combate à sonegação e à concorrência desleal. “Esse tipo de operação é fundamental para coibir práticas irregulares no transporte de mercadorias, recuperar receitas devidas ao Estado e garantir um ambiente de concorrência mais justo entre os contribuintes”, ressaltou.
A Sefaz reforça que as operações volantes integram a estratégia permanente de fiscalização da Receita Estadual, com foco na prevenção de irregularidades, no cumprimento das obrigações tributárias e no fortalecimento da arrecadação estadual.
——————————————————–
- Sefaz / Assessoria de Comunicação
- Foto Destacada: Divulgação / Sefaz
Economia
Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026
Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360
Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES
A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.
O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória.

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação
“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.
A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.
O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.
Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.
No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil.
“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.
Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente.
O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.
—————————————————————————-
- O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / Borana
-
EVENTOS6 dias atrásFeira dos Municípios vai ter maior café do mundo coado em xícara de 3 metros de altura
-
SEGURANÇA7 dias atrásInvestigação mostra como o Comando Vermelho entrou em órgãos públicos e mira a política no Rio
-
POLÌCIA6 dias atrásPrefeito e ex-prefeito são presos durante operação da PF em Pedro Canário
-
Política Internacional6 dias atrásFlávio Bolsonaro visita Donald Trump na Casa Branca
-
SAÚDE6 dias atrásFiocruz apresenta pesquisa abrangente sobre a saúde dos idosos no país
-
Economia4 dias atrásNascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026
-
Política Internacional6 dias atrásLula envia Janja a evento na Itália com tudo pago pelo governo
-
Esportes / Futebol5 dias atrásFluminense vence o La Guaira, conta com tropeço do Bolívar e avança na Libertadores
