VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Política Nacional

Haddad entra de férias em meio à crise do IOF

Publicados

Brasil / Economia

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, pretende pautar ainda nesta segunda-feira (16/6) a urgência do projeto que derruba o aumento do tributo

Por Rafaela Gonçalves* – Brasília/DF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entrou de férias nesta segunda-feira (16/6), em meio ao impasse sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, pretende pautar ainda hoje a urgência do projeto que derruba o aumento do tributo.

Inicialmente, as férias de Haddad estavam marcadas para 11 a 20 de julho. A alteração foi publicada no Diário Oficial da União em 5 de junho. O ministro retornará ao trabalho no próximo dia 22, até lá, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, assume interinamente o comando da pasta. 

Na semana passada, Motta informou que iria pautar a urgência do projeto que derruba o aumento do IOF. Segundo ele, o clima no Legislativo não é favorável ao aumento de impostos para resolver problemas fiscais.

O requerimento é um recado ao governo sobre a insatisfação dos parlamentares com as medidas do Executivo. Se o pedido de urgência for aprovado, o projeto ganha prioridade na tramitação, podendo ser analisado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões temáticas.

Leia Também:  Isenção do IR será ampliada para quem ganha até R$ 7.350, anuncia Lira

O decreto que prevê o aumento do IOF foi anunciado em maio pela Fazenda. Após a repercussão negativa, o governo recuou em parte das medidas e apresentou um novo pacote fiscal.

Pacote alternativo

O pacote alternativo traz de volta uma série de medidas que o governo já recebeu negativas sobre os temas no Congresso, como o aumento do Imposto de Renda incidente sobre a distribuição de Juros sobre Capital Próprio (JCP) de 15% para 20%, além da redução de pelo menos 10% dos gastos tributários.

Outra medida polêmica, é a cobrança de 5% de sobre o Imposto de Renda (IR) das Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), que são atualmente isentas. Entre as propostas está também o aumento para 18% na taxação das apostas esportivas (GGR).

Parlamentares, no entanto, já mostraram descontentamento com o pacote alternativo, que coloca o governo em uma situação delicada com o Congresso e o setor produtivo, que também mostrou resistência em relação às medidas.

________________________________________________

*Correio Brasiliense – Conteúdo

*Foto/Destaque: Ministro Haddad / Crédito: Ed Alves/CB/DA.Press

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Brasil / Economia

Tarifaço: Brasil abre processo para aplicar Lei de Reciprocidade aos EUA

Publicados

em

Medida ocorre em razão da taxa de 25%; Presidência afirma que solicita realização de ‘consultas diplomáticas’ ao governo americano

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu nesta quinta-feira, 13, o processo para aplicar a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos, em razão da aplicação da tarifa de 25% contra o Brasil por supostas práticas comerciais desleais.

“Em cumprimento ao artigo 16 do referido decreto, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) está notificando o governo dos Estados Unidos sobre o início do processo e solicitando a realização de consultas diplomáticas”, afirma nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) divulgada na noite desta quinta-feira.

Segundo o comunicado, a consulta à diplomacia americana antes da adoção de medidas mostra o esforço do Brasil para privilegiar o diálogo com a Casa Branca. As negociações podem levar ao adiamento ou à suspensão de eventuais contramedidas, a critério do governo, mas o Ministério das Relações Exteriores terá de produzir relatórios periódicos sobre seu andamento.

O governo destacou que, durante a investigação da Seção 301 da lei americana – com base na qual o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) acusou o Brasil de práticas desleais em temas como Pix e desmatamento -, apresentou evidências para contestar os argumentos americanos. A Secom voltou a classificar as tarifas como “injustificadas e arbitrárias”. “O Brasil continuará defendendo sua posição em todas as instâncias cabíveis”, afirma a nota.

Leia Também:  Isenção do IR será ampliada para quem ganha até R$ 7.350, anuncia Lira

O governo também disse que seguirá trabalhando para reduzir os efeitos das tarifas e defendeu o multilateralismo e o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Seguiremos trabalhando pela diversificação de parcerias comerciais e abertura de novos mercados para nossos produtos”, diz a Secom. A nota cita ainda o Plano Brasil Soberano, voltado à proteção dos setores afetados e à preservação de empregos e da capacidade produtiva.

Desde o ano passado, a aplicação da lei divide opiniões no governo Lula e entre setores privados, que temem os efeitos de uma eventual resposta na mesma proporção. Na ocasião, o governo também abriu o processo na Camex, mas não avançou na adoção de medidas.

As próximas semanas devem ser marcadas por consultas aos setores afetados. O governo descartou, por exemplo, a proposta de economistas de aplicar tarifas de exportação sobre produtos sensíveis retirados pelo governo Trump da lista do novo tarifaço. A avaliação é de que a medida seria difícil de justificar politicamente, após meses de esforços para evitar a taxação.

O passo dado agora cumpre os prazos e formalidades previstos na lei para eventual adoção de medidas tarifárias e comerciais. O governo pode aplicar contramedidas provisórias enquanto avalia as definitivas, mas antes terá de realizar consultas públicas com as partes interessadas.

Leia Também:  Favelas do Brasil têm renda total de R$ 300 bilhões por ano, segundo pesquisa

Entre as possibilidades, estão restrições à importação de bens e serviços, suspensão de concessões comerciais e de investimentos e de obrigações relacionadas a direitos de propriedade intelectual. As medidas devem ser proporcionais ao impacto econômico provocado pelo outro país.


  • Matéria do Estadão – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – AFP
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA