Política Nacional / Economia
Após o carnaval, o governo vai lançar Pacote para “salvar” companhias áreas
Brasil / Economia
O governo popular do presidente Lula vai dar um refresco a mais um setor da economia brasileira. Desta vez será o setor aéreo. De acordo com Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, a iniciativa terá a colaboração do BNDES ao pacote que terá a finalidade de “salvar” as companhias aéreas e que deve ser executado após o carnaval. O financiamento, em grande parte, terá o BNDES como personagem, porém, com garantias.

O ministro disse que o tema segue em debate com o Ministério da Fazenda, em meio ao pedido de recuperação judicial da Gol nos Estados Unidos, aliado ao alto preço das passagens. O chefe da Pasta também comentou sobre um planejamento estratégico de curto e longo prazos. “Ações que fortaleçam novos voos regionais e a compra de aeronaves brasileiras, a exemplo da Embraer, e outros ativos”, diz.
Ainda segundo o ministro, a expectativa do lançamento do programa “Voa Brasil” também é um dos fatores que contribuem para uma solução mais rápida em relação às companhias aéreas. Com passagens a R$ 200 para aposentados e pensionistas, o programa deve ser lançado ainda este mês, contudo, para que o “Voa Brasil” possa ser bem-sucedido, é importante que as empresas possam aderir ao programa.
Silvio esteve reunido na manhã deste sábado, 3, juntamente com os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Renan Filho (Transportes), em visita às obras do aeromóvel que deve funcionar para deslocamento entre a estação da Luz e o Aeroporto de Guarulhos.
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* Com informações da Agência Brasil / Fotos: Divulgação e Reprodução
Brasil / Economia
Tarifaço: Brasil abre processo para aplicar Lei de Reciprocidade aos EUA
Medida ocorre em razão da taxa de 25%; Presidência afirma que solicita realização de ‘consultas diplomáticas’ ao governo americano
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu nesta quinta-feira, 13, o processo para aplicar a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos, em razão da aplicação da tarifa de 25% contra o Brasil por supostas práticas comerciais desleais.
“Em cumprimento ao artigo 16 do referido decreto, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) está notificando o governo dos Estados Unidos sobre o início do processo e solicitando a realização de consultas diplomáticas”, afirma nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) divulgada na noite desta quinta-feira.
Segundo o comunicado, a consulta à diplomacia americana antes da adoção de medidas mostra o esforço do Brasil para privilegiar o diálogo com a Casa Branca. As negociações podem levar ao adiamento ou à suspensão de eventuais contramedidas, a critério do governo, mas o Ministério das Relações Exteriores terá de produzir relatórios periódicos sobre seu andamento.
O governo destacou que, durante a investigação da Seção 301 da lei americana – com base na qual o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) acusou o Brasil de práticas desleais em temas como Pix e desmatamento -, apresentou evidências para contestar os argumentos americanos. A Secom voltou a classificar as tarifas como “injustificadas e arbitrárias”. “O Brasil continuará defendendo sua posição em todas as instâncias cabíveis”, afirma a nota.
O governo também disse que seguirá trabalhando para reduzir os efeitos das tarifas e defendeu o multilateralismo e o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Seguiremos trabalhando pela diversificação de parcerias comerciais e abertura de novos mercados para nossos produtos”, diz a Secom. A nota cita ainda o Plano Brasil Soberano, voltado à proteção dos setores afetados e à preservação de empregos e da capacidade produtiva.
Desde o ano passado, a aplicação da lei divide opiniões no governo Lula e entre setores privados, que temem os efeitos de uma eventual resposta na mesma proporção. Na ocasião, o governo também abriu o processo na Camex, mas não avançou na adoção de medidas.
As próximas semanas devem ser marcadas por consultas aos setores afetados. O governo descartou, por exemplo, a proposta de economistas de aplicar tarifas de exportação sobre produtos sensíveis retirados pelo governo Trump da lista do novo tarifaço. A avaliação é de que a medida seria difícil de justificar politicamente, após meses de esforços para evitar a taxação.
O passo dado agora cumpre os prazos e formalidades previstos na lei para eventual adoção de medidas tarifárias e comerciais. O governo pode aplicar contramedidas provisórias enquanto avalia as definitivas, mas antes terá de realizar consultas públicas com as partes interessadas.
Entre as possibilidades, estão restrições à importação de bens e serviços, suspensão de concessões comerciais e de investimentos e de obrigações relacionadas a direitos de propriedade intelectual. As medidas devem ser proporcionais ao impacto econômico provocado pelo outro país.
- Matéria do Estadão – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – AFP
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