Política Estadual
Helder lança plano de governo que inclui Tarifa Zero e mais consultas com especialistas
Política / Eleições
Proposta também inclui ações para transporte, segurança, agricultura, educação e proteção social
O candidato ao governo do Espírito Santo Helder Salomão (PT) lançou na noite desta quinta-feira (13) um plano com 276 compromissos. As propostas incluem estudo de viabilidade da Tarifa Zero, mais consultas e exames especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), combate ao racismo, proteção aos idosos e políticas para portos e logística.
Helder apresentou 19 dos 276 compromissos durante o lançamento, em Vitória. O evento teve a participação do senador Fabiano Contarato e da candidata a vice-governadora Professora Valdirene, ambos do PT.
Segundo o candidato, a elaboração do planejamento começou em novembro do ano passado. Especialistas, academia, empresários, trabalhadores, movimentos sociais, entidades e instituições participaram de cerca de 30 encontros, reuniões e conferências por e-mail.
Helder afirmou que o plano resulta de debates e propõe conciliar o equilíbrio das contas públicas com a ampliação de políticas sociais.
“O plano expressa o resultado de um debate que foi muito produtivo. Expressa o que será nosso governo: um governo de participação e que vai combinar de maneira equilibrada as contas com a ampliação de políticas sociais”, disse.
Ele também destacou sua proximidade com o presidente Lula. O candidato afirmou que um governo alinhado ao presidente pode contribuir para o desenvolvimento econômico e social capixaba. Helder se apresentou como candidato de Lula ao governo estadual.
“Como já fui prefeito com êxito, nós queremos ampliar essa nossa experiência ao Estado do Espírito Santo com o apoio do presidente Lula. Eu sou o candidato a governador do presidente Lula. Queremos mostrar para o povo capixaba que eleger um governador alinhado ao presidente da República vai ajudar muito o desenvolvimento do Estado neste novo ciclo de desenvolvimento econômico e social”, disse.
Plano tem seis princípios
De acordo com Helder, o documento foi dividido em seis princípios norteadores e 11 eixos. Os temas incluem gestão pública, agricultura, saúde, educação, segurança e desenvolvimento econômico.
Também estão previstos eixos para cultura, turismo, esporte, mobilidade urbana, habitação, saneamento, juventudes e proteção às diversidades. Petróleo, logística e portos também integram o plano.
Propostas para economia e portos
O plano prevê a criação de um comitê gestor de desenvolvimento portuário e logístico. A proposta estabelece uma estrutura permanente de governança para o setor.
Helder também propõe o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável. O órgão reuniria empresários, trabalhadores, organizações sociais e territórios para assessorar o desenvolvimento capixaba.
Outro compromisso é instituir o Comitê Gestor Estadual da Reforma Tributária. O grupo deverá elaborar estratégias para enfrentar impactos da reforma e coordenar a transição tributária.
O plano prevê a criação de uma Mesa Permanente de Negociação Coletiva com entidades sindicais. A proposta trata de condições de trabalho e recomposição salarial, respeitando limites financeiros do Estado.
Na agricultura, o candidato propõe ações para fortalecer a agricultura familiar em todos os municípios capixabas. A medida é apresentada como estratégia para o desenvolvimento do interior.
Saúde, direitos e proteção social
Na saúde, Helder propõe ampliar consultas e exames especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O plano também prevê uma rede estadual para pessoas neurodivergentes.
A rede deverá garantir diagnóstico, acompanhamento e apoio às famílias. O documento ainda prevê uma política estadual de saúde para a população LGBTQIA+, com atendimento especializado.
O candidato propõe um pacto estadual contra violências às mulheres e para prevenir feminicídios. A iniciativa prevê ações integradas com o governo federal.
O plano inclui o Programa Estadual de Enfrentamento ao Racismo Institucional. A proposta prevê parceria entre Estado, governo federal e municípios.
Outro compromisso é criar o Programa Viver Bem. A iniciativa deverá prevenir e enfrentar violência, abandono e negligência contra idosos.
Helder também propõe institucionalizar os Centros de Referência das Juventudes como política permanente de Estado. O plano prevê ainda ampliar ações de proteção e bem-estar animal.
Segurança, mobilidade e moradia
Na segurança pública, o documento prevê intensificar ações da Força-Tarefa Permanente de Enfrentamento às Organizações Criminosas. A proposta mira a base financeira do crime organizado.
Na mobilidade, Helder propõe estudos sobre a viabilidade da Tarifa Zero. A análise deverá considerar o Marco Legal citado como Lei 14.432/2026.
Os estudos também deverão considerar análises em curso no governo federal e no Ministério Público de Contas. O plano não informa prazos para a eventual implantação.
Na habitação, o candidato propõe revisar o Programa Habitacional do Estado. A proposta prevê subsídios para materiais de construção e formação de mão de obra.
Participação social e educação
O plano prevê criar o Conselho Estadual de Participação Social e controle efetivo dos atingidos. O órgão deverá acompanhar ações sob responsabilidade do Estado do Espírito Santo.
Na educação, Helder propõe avaliar e atualizar o sistema de gestão democrática e participativa. A medida prevê escolha de gestores e integração entre escola, família e comunidade.
No turismo, o documento estabelece prioridade para preservação de recursos naturais e turismo de base comunitária. O plano não detalha os prazos de execução dos 276 compromissos.
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- Matéria do portal Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Enzo Bicalho / FV
Política / Eleições
Prefeito de Baixo Guandu afirma que poderá demitir 700 comissionados se Ricardo Ferraço perder eleição
O prefeito de Baixo Guandu, Lastênio Cardoso (MDB), afirmou, em vídeo publicado no sábado (10), que a prefeitura poderá ter de demitir cerca de 700 pessoas caso Ricardo Ferraço (MDB) não vença a eleição para o Governo do Espírito Santo. No segundo turno, Ferraço disputa o cargo com o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos). Após a publicação de uma reportagem sobre o caso, o vídeo foi apagado do perfil do prefeito.
Na gravação, com pouco mais de dois minutos, Lastênio pede votos para Ferraço e afirma que uma eventual derrota do candidato poderá comprometer obras e o transporte escolar. O prefeito aparece ao lado do número de urna do emedebista, que curtiu a publicação.
Para o advogado eleitoral Hélio Maldonado, integrante da Comissão Nacional de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), as declarações são “juridicamente preocupantes” e podem caracterizar assédio e coação eleitoral.

Prefeito Lastênio Cardoso ameaça com demissão, comissionados que não votarem em Ricardo Ferraço
Segundo o advogado, associar a manutenção de empregos, obras e serviços públicos ao voto em determinado candidato, utilizando a autoridade do cargo para pressionar eleitores, pode configurar o crime previsto no artigo 300 do Código Eleitoral, além de eventual abuso de poder político, nos termos da Lei Complementar nº 64/1990.
Lastênio inicia o vídeo agradecendo aos moradores pela votação recebida pelos candidatos apoiados por seu grupo político. Em seguida, aborda as possíveis consequências para o município caso Ricardo Ferraço não vença a disputa.
“A prefeitura vai ter que demitir aí talvez umas 700 pessoas”, afirma o prefeito. Ele acrescenta que as demissões também poderiam afetar o comércio local e os prestadores de serviços da cidade.
Uma consulta ao Portal da Transparência da Prefeitura de Baixo Guandu, realizada no domingo (11), identificou 660 cargos comissionados na estrutura administrativa do Executivo municipal.
Ao longo da gravação, Lastênio reconhece que os eleitores têm liberdade de escolha, mas relaciona o resultado das urnas às consequências que prevê para o município.
“Sempre digo uma coisa: todo mundo é livre para escolher, fazer suas escolhas, mas também é responsável pelas consequências das suas escolhas”, declarou.
“Quem quiser pagar para ver, fica à vontade”, diz prefeito
Procurado pela reportagem, Lastênio Cardoso afirmou: “Só estou falando a verdade. Se a verdade for crime, então devo pagar”.
Segundo o prefeito, os impostos arrecadados a partir das obras ajudam a custear parte das despesas com servidores municipais e com o transporte de estudantes para o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).
“Se as obras pararem, nós não teremos os impostos dessas obras. Esse dinheiro é que pagamos uma parte dos servidores e o transporte para o Ifes. Quem quiser pagar para ver, fica à vontade”, declarou.
A ameaça é para os que ocupam cargos comissionados.
A campanha de Ricardo Ferraço também foi procurada pela reportagem, mas não havia se manifestado até a publicação desta matéria. Caso haja resposta, o texto será atualizado.
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- Da Redação / Com informações da mídia
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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