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Política Nacional

Lula diz que pode tomar “atitudes mais drásticas” para baratear alimentos

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Brasil / Economia

O presidente comentou nesta sexta-feira (7/3) que está tentando reduzir os preços sem conflitos, mas admitiu que pode tomar atitudes mais drásticas, sem detalhar

Por Victor Correia*

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (7/3) que terá que “tomar atitudes mais drásticas” caso não encontre uma solução pacífica para reduzir o preço dos alimentos.

O petista declarou que o governo está “muito preocupado” com a alta e que está discutindo soluções, citando como exemplo os preços do ovo, do café e do milho.

“Eu quero que você saiba, o preço do café está muito caro para o consumidor, o preço do ovo está muito caro, o milho está caro, e nós estamos tentando encontrar uma solução. A gente não quer brigar com ninguém, a gente quer encontrar uma solução pacífica, mas, se a gente não encontrar, a gente vai ter que tomar atitudes mais drásticas”, disse Lula.

A fala ocorreu durante anúncio de novos assentamentos para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Campo do Meio, Minas Gerais.

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“O que interessa é levar a comida barata para a mesa do povo brasileiro. E ela pode ser barata pagando um preço justo para o produtor”, disse ainda o presidente Lula.

Governo já anunciou medidas

O chefe do Executivo comentou que algumas medidas já foram confirmadas, após reunião realizada ontem (6) com ministros e empresários do setor alimentício no Palácio do Planalto.

Dentre os anúncios estão a redução do imposto de importação de alguns dos itens mais consumidos pelo brasileiro, como carnes e café, a recomendação para que estamos também reduzam seus impostos, além de reforço para os estoques reguladores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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* Correio Braziliense

* Foto/destaque: Ricardo Stuckert – Presidência da República

 

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Brasil / Economia

Bolsa Família ganha reajuste de 15,04%; o impacto nas contas públicas supera os R$ 22 bilhões

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Sob protestos da oposição, Lula assina decreto elevando o benefício de R$ 600 para R$ 691. Impacto ultrapassa os R$ 22 bi

A pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reajustou em 15,04% os valores do programa Bolsa Família. Muito acima do salário mínimo do trabalhador brasileiro. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em edição especial e já produz efeitos a partir de outubro, no próximo pagamento dos benefícios. O valor mínimo, que era de R$ 600, passa a ser de R$ 691. O ato presidencial dá, ao que parece aos contribuintes, meramente eleitoreiro, sem observar o impacto que isso causará às contas públicas, tão combalidas.

Segundo o presidente, a atualização tem como objetivo recompor a inflação e preservar o poder de compra das famílias beneficiárias. “É o governo federal cuidando de quem precisa, combatendo a fome, reduzindo a pobreza e criando condições para que milhões de brasileiros tenham mais renda, mais oportunidades e uma vida melhor”, afirmou Lula, em entrevista à Rádio Itatiaia (MG). O impacto financeiro da medida, segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, será de R$ 5,8 bilhões em 2026, considerando os pagamentos de outubro a dezembro. Para 2027, a estimativa é de aproximadamente R$ 22 bilhões.

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Falando a jornalistas após a assinatura do decreto, Moretti comentou que o ajuste será realizado sem aumento de gastos. Os recursos serão obtidos por meio do remanejamento de outras rubricas orçamentárias que apresentem sobras. “Essa recomposição será feita sem R$ 1 de aumento do nosso limite global de despesa”, garantiu o ministro. A medida deverá ser incorporada ao próximo relatório bimestral de avaliação das contas públicas, previsto para 24 de setembro.

Ao comentar a continuidade do programa em um eventual próximo mandato, o presidente Lula disse que o Bolsa Família continuará enquanto houver brasileiros que dependam do benefício. Ele mencionou que o número de beneficiários teria caído. “Nós caímos de 22 milhões para 18 milhões porque as pessoas que foram melhorando de vida foram saindo do Bolsa Família”, afirmou sem apresentar números comprobatórios.

Na mesma entrevista, Lula afirmou que seu governo continuará promovendo reajustes no salário-mínimo e mantendo o Bolsa Família. Esqueceu, por conveniência ou visando às urnas, que reajuste dado ao Bolsa Família superou o que deu para o salário mínimo para o tralhador.

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Segundo Lula, a política econômica atual prevê a reposição da inflação e uma parcela adicional vinculada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

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  • Com informações de agências
  • Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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