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Política Nacional

Lula diz que pode tomar “atitudes mais drásticas” para baratear alimentos

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Brasil / Economia

O presidente comentou nesta sexta-feira (7/3) que está tentando reduzir os preços sem conflitos, mas admitiu que pode tomar atitudes mais drásticas, sem detalhar

Por Victor Correia*

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (7/3) que terá que “tomar atitudes mais drásticas” caso não encontre uma solução pacífica para reduzir o preço dos alimentos.

O petista declarou que o governo está “muito preocupado” com a alta e que está discutindo soluções, citando como exemplo os preços do ovo, do café e do milho.

“Eu quero que você saiba, o preço do café está muito caro para o consumidor, o preço do ovo está muito caro, o milho está caro, e nós estamos tentando encontrar uma solução. A gente não quer brigar com ninguém, a gente quer encontrar uma solução pacífica, mas, se a gente não encontrar, a gente vai ter que tomar atitudes mais drásticas”, disse Lula.

A fala ocorreu durante anúncio de novos assentamentos para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Campo do Meio, Minas Gerais.

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“O que interessa é levar a comida barata para a mesa do povo brasileiro. E ela pode ser barata pagando um preço justo para o produtor”, disse ainda o presidente Lula.

Governo já anunciou medidas

O chefe do Executivo comentou que algumas medidas já foram confirmadas, após reunião realizada ontem (6) com ministros e empresários do setor alimentício no Palácio do Planalto.

Dentre os anúncios estão a redução do imposto de importação de alguns dos itens mais consumidos pelo brasileiro, como carnes e café, a recomendação para que estamos também reduzam seus impostos, além de reforço para os estoques reguladores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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* Correio Braziliense

* Foto/destaque: Ricardo Stuckert – Presidência da República

 

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Brasil / Economia

Trump oficializa tarifaço de 25% dos EUA aos produtos brasileiros

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Nesta quinta-feira (15), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a cobrança de uma taxa extra de 25% sobre diversos itens importados do Brasil. A decisão atende a um pedido do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

A medida resulta de uma apuração baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Os EUA alegam que práticas do governo brasileiro em áreas como comércio digital, patentes e meio ambiente criam concorrência desleal para as empresas norte-americanas.

Além dos 25%, alguns setores enfrentarão mais 12,5% de taxação por conta de outra investigação dos EUA focada em trabalho forçado. Com isso, parte dos produtos do Brasil vendidos ao mercado americano pode pagar uma alíquota total de até 37,5%.

Nem todos os bens serão atingidos pela sobretaxa de 25%. O governo americano divulgou uma lista de exceções que inclui produtos como aeronaves, suco de laranja, celulose, fertilizantes e insumos essenciais para a indústria dos EUA.

De acordo com cálculos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), as novas regras farão com que 31,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos passem a ser tributadas na faixa de 37,5%. A forma exata de aplicação ainda será detalhada.

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Ministros brasileiros já haviam contestado as justificativas dos EUA. Apesar do aumento nas taxas, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda avalia que o impacto financeiro da medida na economia do Brasil deverá ser reduzido.

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  • Com informação de agências
  • Foto destaque: Crédito – Reprodução / Redes Sociais

 

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