Luto na Dramaturgia
Manoel Carlos, um dos maiores autores da televisão, morre aos 92 anos
GERAL
Autor de sucessos como Por Amor (1997) e Mulheres Apaixonadas (2003), Manoel Carlos morreu após uma batalha contra a doença de Parkinson
Rio de Janeiro / RJ
Um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira, Manoel Carlos morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por familiares. O autor tratava a doença de Parkinson que, ao longo do último ano, provocou agravamento de seu quadro motor e cognitivo. A causa da morte não foi informada.
Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento da doença, diagnosticada em 2019. A morte do autor foi confirmada por meio da produtora de sua filha, a atriz Júlia Almeida, que divulgou uma nota lamentando a perda.
“A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado”, diz o comunicado.
Além de Júlia, ele também era pai da roteirista de novelas Maria Carolina. O velório será fechado e restrito à família e amigos próximos.
Manoel Carlos é autor de alguns dos maiores sucessos da televisão brasileira. Conhecido como Maneco, ele marcou a teledramaturgia nacional ao criar uma galeria de protagonistas chamadas Helena, personagens que se tornaram sua assinatura e estiveram à frente de nove novelas de sucesso, como Por Amor (1997) e Mulheres Apaixonadas (2003).
Nascido em 14 de março de 1933, Manoel Carlos Gonçalves de Almeida era filho do comerciante José Maria Gonçalves de Almeida e da professora Olga de Azevedo Gonçalves de Almeida. Embora natural de São Paulo, sempre se considerou carioca, cidade que serviu de cenário para grande parte de seus principais trabalhos.
Carreira
O primeiro emprego de Manoel Carlos foi aos 14 anos, como auxiliar de escritório. Paralelamente, já demonstrava interesse pelas artes ao integrar os Adoradores de Minerva, grupo de jovens que se reunia diariamente na Biblioteca Municipal de São Paulo para a leitura e discussão de literatura e teatro.

A rara aparição de Manoel Carlos após piora de Parkinson / Foto: Veja
A trajetória artística teve início diante das câmeras, e não como autor. Aos 17 anos, em 1951, recebeu seu primeiro papel como ator na TV Tupi de São Paulo, atuando no Grande Teatro Tupi. Em 1972, Manoel Carlos estreou na TV Globo como diretor-geral do Fantástico, função que exerceu por três anos.
Em 1978, transformou em novela o romance Maria Dusá, de Lindolfo Rocha, que foi ao ar com o título Maria, Maria, sua primeira telenovela na emissora, exibida no horário das 18h. De Baila Comigo (1981) a Em Família (2014), consagrou-se como autor das célebres Helenas, personagens marcadas, sobretudo, pela intensidade do amor materno.
As Helenas, que se tornaram a principal marca de Manoel Carlos, também estiveram à frente de alguns dos maiores sucessos de sua carreira. Sua última telenovela foi Em Família (2014), na qual Julia Lemmertz interpretou a última protagonista da galeria. O autor também teve atuação destacada nas minisséries, com ênfase na adaptação de Presença de Anita (2001), baseada na obra homônima de Mário Donato.
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- Foto Destacada: Reprodução / Internet
GERAL
“Virou tudo cinza”: incêndio em apartamento de Jardim Camburi deixa aposentado sem nada
Chamas e fumaça acabaram com o imóvel onde o aposentado Deilson Beltrame vivia há mais de quatro décadas
Por Laura Mel* / Vitória – ES
Depois de mais de quatro décadas vivendo no mesmo endereço, o aposentado Deilson Beltrame agora tenta recomeçar do zero. O apartamento onde morava, em Jardim Camburi, Vitória, foi destruído por um incêndio, na noite desta quarta-feira (15).
O morador contou que perdeu tudo, incluindo móveis, roupas e pertences do neto e da filha que moravam com ele, mas que não estavam em casa quando o fogo começou.
“Começou em cima do colchão, em um carregador de celular. Eu esqueci ele conectado à tomada. Estava sem o celular, mas estava conectado. Aí não sobrou nada”, disse Deilson Beltrame.
Além dos prejuízos materiais, ele também perdeu objetos pessoais que guardava da esposa, que morreu há um ano.
Apartamento não tinha seguro
Sem seguro para cobrir os danos internos, o morador terá que arcar sozinho com os custos da reconstrução. Deilson optou por não acionar a perícia do Corpo de Bombeiros para formalizar a causa do incêndio.
Segundo ele, a decisão foi tomada diante da burocracia exigida para tentar acionar o seguro do condomínio, que não cobre danos internos ao imóvel. “Se eu for fazer por seguro, é uma amolação tremenda. São três orçamentos para cada tipo de trabalho”, afirmou.
De acordo com Deilson, a cobertura disponível no prédio se restringe a áreas comuns e não contempla perdas dentro dos apartamentos, o que o deixa responsável por todos os custos da reforma. O prejuízo estimado é de R$ 100 mil.
“Eu vou ter que trocar o piso todo, reformar o teto, que caiu. Acabou ventilador, ar-condicionado, cama, colchão, guarda-roupa… virou tudo cinza”.
Na noite do incêndio, o aposentado foi acolhido por vizinhos. A filha e o neto também precisaram buscar abrigo em casas de conhecidos. Apesar da destruição, ele destaca que conseguiu sair a tempo com a cachorrinha de estimação.
Incêndio destruiu quartos e danificou restante do imóvel
O incêndio atingiu o apartamento que fica no terceiro andar de um condomínio e mobilizou o Corpo de Bombeiros. Imagens registradas no momento mostram uma grande quantidade de fogo e fumaça preta saindo pela janela. A rua precisou ser interditada durante o atendimento da ocorrência.
De acordo com os bombeiros, o fogo se espalhou rapidamente e destruiu quase todo o imóvel. Apenas a cozinha não foi atingida diretamente pelas chamas, mas ficou comprometida pela fumaça. O teto sofreu danos, com queda de gesso e reboco.
Como ajudar
Sem chave Pix, Deilson disponibilizou um telefone para quem quiser e puder contribuir com doações ou qualquer tipo de ajuda: (27) 99957-0202.
A família precisa de móveis, roupas e apoio para a reconstrução do imóvel.
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- Folha Vitória – Conteúdo / Com informações da repórter Alessandra Ximenes, da TV Vitória/Record,
- Foto Destaque; Crédito – TV Vitória / Record
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