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Estudo do IJSN aponta queda nos nascimentos e mudanças no perfil demográfico do Espírito Santo

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Por Stefhani Paiva Lima*Vitória / ES

O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) divulgou nesta segunda-feira (22), o estudo Estatísticas do Registro Civil 2024, elaborado pela Coordenação de Estudos Estatísticos do IJSN com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A publicação reúne informações sobre nascimentos, óbitos, óbitos fetais, casamentos e divórcios no Espírito Santo, além de comparações com o cenário nacional, oferecendo um panorama atualizado das dinâmicas demográficas e sociais do Estado.

Em 2024, o Espírito Santo registrou 49,9 mil nascimentos, o que representa uma queda de 4,5% em relação a 2023, mantendo a tendência de redução observada nos últimos anos. No Brasil, foram contabilizados 2,4 milhões de nascidos vivos, com retração de 5,8%, marcando o sexto ano consecutivo de queda no número de nascimentos. O estudo também evidencia mudanças no perfil etário das mães capixabas: entre 2014 e 2024, houve uma redução de 46,5% na proporção de mães com até 19 anos, enquanto a participação de mães com 50 anos ou mais cresceu 16,7% no mesmo período.

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Os dados sobre mortalidade indicam que o Espírito Santo registrou 27,7 mil óbitos em 2024, um aumento de 2,1% em relação ao ano anterior. As causas naturais seguem predominando, especialmente entre idosos, enquanto as causas não naturais — como homicídios, acidentes de trânsito e outras ocorrências externas — corresponderam a 4,9% dos óbitos no Estado, percentual inferior ao observado no Brasil (6,9%). O levantamento também mostra que os óbitos continuam sendo mais frequentes entre homens, em praticamente todas as faixas etárias.

Outro destaque do estudo é a evolução dos óbitos fetais, que apresentaram queda pelo terceiro ano consecutivo. Em 2024, foram registrados 440 óbitos fetais no Espírito Santo, redução de 6,6% frente a 2023. A maior parte dessas ocorrências aconteceu em ambiente hospitalar, independentemente do tempo de gestação, o que reforça a importância da estrutura de atendimento à saúde materno-infantil.

No que se refere aos casamentos civis, o Espírito Santo contabilizou 22,7 mil registros em 2024, um crescimento de 1,7% em relação a 2023. Apesar do avanço recente, o estudo aponta uma queda acumulada de 13,5% na última década. Entre os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, o Estado registrou 179 uniões em 2024, com destaque para o crescimento dos casamentos entre cônjuges femininos. Na comparação entre 2014 e 2024, esse tipo de união apresentou aumento de 184,1% no Espírito Santo.

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Já os divórcios somaram 6.288 registros em 2024, o que representa uma redução de 16,4% em relação a 2023. Na comparação de longo prazo, o Espírito Santo apresentou uma queda de 24,3% no número de divórcios entre 2014 e 2024, enquanto, no mesmo período, o Brasil registrou crescimento. O estudo também evidencia avanços na guarda compartilhada, adotada em 59,2% dos divórcios judiciais no Estado, percentual superior à média nacional.

O estudo Estatísticas do Registro Civil 2024 completo está disponível para consulta no site do Instituto. Acesse: https://ijsn.es.gov.br/publicacoes/sinteses/ijsn-especial

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  • Instituto Jones Santos Neves / Comunicação – Conteúdo
  • Foto/Destaque: Ilustração – Registro Civil / IJSN
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Incêndio atinge prédio de restaurante ‘Ilha do Caranguejo’ em Jardim Camburi

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Fogo teria começado em uma fritadeira, na cozinha do restaurante

Vitória – ES

Aconteceu na manhã desta segunda-feira (1) um incêndio no prédio do restaurante Ilha do Caranguejo, em Jardim Camburi, Vitória. Imagens mostram uma densa fumaça saindo do telhado do estabelecimento.

De acordo com moradores ouvidos pela reportagem, o incêndio teria iniciado na cozinha do restaurante, “após a fritadeira queimar o fogo se espalhou até a parte elétrica e isso aumentou ainda mais as chamas”, disse um morador ao Pauta1.

A proprietária do restaurante, Lorena Motta, informou que o incêndio teve início no trabalho de preparação de alimentos. “Como nas segundas-feiras não abrimos para almoço, a equipe estava realizando um trabalho de preparação pra semana. Graças a Deus estávamos com poucos dos nossos colaboradores presentes, além de um cliente. Nas preparações da semana, uma das fritadeiras teve um problema e pegou fogo, e as chamas subiram para a tubulação. Logo a equipe do Corpo de Bombeiros chegou e o fogo foi contido, está tudo certo. Ninguém se machucou, e agora é se organizar para, em breve, estarmos abertos novamente”, explicou.

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Ela destacou que não há condições de avaliar os prejuízos causados pelo incêndio. “Nem subimos para ver o estrago. Pelo o que a gente entendeu, o fogo atingiu mais a estrutura do telhado, não atingiu a área de clientes”.

O Corpo de Bombeiros atendeu a ocorrência, mas não há um pronunciamento oficial sobre o ocorrido, que está sendo investigado para se chegar as causas do incêndio;

Em nota publicada nas redes sociais, a administração do Ilha do Caranguejo lamentou o ocorrido e informou a suspensão das atividades nesta segunda-feira (1). 

“Hoje, 01º de junho, infelizmente, não poderemos abrir devido a um problema técnico identificado em nossa unidade de Vitória.

A boa notícia é que, graças a Deus, ninguém se feriu e todos estão bem. Nossa equipe já está trabalhando para solucionar a situação com toda a agilidade e segurança necessárias.

Pedimos desculpas pelos transtornos e agradecemos a compreensão, o carinho e a confiança de todos.

Agradecimento especial, ao incrível trabalho realizado pelo Corpo de Bombeiros que prontamente atendeu à ocorrência”.

Moradores tiveram que deixar apartamentos 

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Moradores de um prédio localizado atrás do estabelecimento relataram que tiveram que deixar seus apartamentos no momento do incêndio. 

Tivemos que descer para a rua porque a fumaça começou a invadir nossas casas. Achamos que fosse no prédio, mas vizinhos falaram que foi no Ilha do Caranguejo. Os apartamentos estão com um cheiro muito forte da fumaça, e a fumaça estava muito alta. Aí todo mundo decidiu descer, porque eles não estavam conseguindo controlar o fogo”, relatou Amanda Bernardino, moradora da região. 

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  • Da Redação / Com informações da mídia
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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