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Tristeza para colegas, amigos e familiares

Alice Ribeiro, repórter da ‘Band Minas’, tem morte encefálica confirmada

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Acidente / Trânsito

Belo Horizonte / MG
A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, teve morte encefálica confirmada na noite desta quinta-feira (16/4) pela “TV Band Minas”, onde trabalhava. Ela estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, após sofrer um grave acidente de carro na BR-381, na altura de Ravena, distrito de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nessa quarta-feira (15/4).

Morre Alice Ribeiro, repórter da Band vítima de acidente grave em MG

Por meio de uma postagem nas redes sociais, a “TV Band Minas” informou que o protocolo para confirmar a morte encefálica, condição na qual há perda irreversível das funções cerebrais, “foi concluído nesta noite, após uma série de exames que confirmaram o diagnóstico”. A emissora pontuou ainda que, “em luto, lamenta a partida precoce de Alice, e afirma que está prestando toda a assistência à família da repórter”. 

A “TV Band Minas” informou ainda que Alice integrava o quadro de jornalistas da empresa desde agosto de 2024. Antes disso, ela trabalhou na “TV Band” em Brasília, em uma afiliada da “TV Globo” em Feira de Santana (BA) e também na TV Alterosa, como estagiária. A emissora também destacou que a profissional era “querida pela equipe”.

De acordo com informações prestadas ao Estado de Minas por um familiar, Alice sofreu traumatismo craniano e fraturas pelo corpo no acidente. A repórter deixa os pais, o irmão, o marido e um filho, de apenas 9 meses.

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Duas mortes

Além de Alice, o cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, também morreu em decorrência do acidente. Ele deixou a esposa e a filha, de 7 anos. O funeral ocorreu na tarde desta quinta-feira (16/4), no Cemitério do Bonfim, no Bairro Bonfim, Região Noroeste de Belo Horizonte.

Rodrigo estava na segunda passagem pela “TV Band Minas”: ele retornou em dezembro de 2025, após ter trabalhado na emissora entre 2022 e 2024. A empresa o classificou como um “profissional dedicado”. Fora do ambiente jornalístico, ele se apresentava como palhaço para crianças hospitalizadas. 

Acidente

Alice e Rodrigo retornavam de uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para a redução de acidentes quando o carro em que eles estavam, um Volkswagen Voyage, se envolveu em uma colisão frontal com um caminhão. 

Logo após a ocorrência, a repórter chegou a ser transportada da rodovia para o João XXIII pelo helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Já o cinegrafista teve a morte confirmada ainda no local do acidente.

BR-381 concentra alto número de acidentes e mortes

Alice Ribeiro, repórter da Band Minas, terá órgãos doados após ...

Alice Ribeiro, repórter da Band Minas, terá órgãos doados / Foto: Reprodução – Internet

O acidente reacende o debate sobre a segurança da BR-381, especialmente no trecho mineiro, conhecido pelo grande volume de tráfego e pelas condições consideradas perigosas.

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A duplicação da rodovia é uma demanda antiga e apontada por especialistas e autoridades como medida essencial para reduzir o número de acidentes e mortes.

Íntegra da nota oficial da Band Minas

“O Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, confirmou, na noite desta quinta-feira (16), a morte encefálica da repórter Alice Ribeiro, condição em que há a perda irreversível das funções cerebrais. O protocolo, aberto pela manhã, foi concluído nesta noite, após uma série de exames que confirmaram o diagnóstico.

Alice estava internada desde a tarde da última quarta-feira, depois de sofrer um grave acidente na BR-381, na Grande BH. O carro em que ela estava bateu de frente com um caminhão. O cinegrafista Rodrigo Lapa, que dirigia o veículo, morreu no local e foi enterrado nesta quinta-feira, na capital.

Alice tinha 35 anos e estava na TV Band Minas desde agosto de 2024. Antes, passou pela TV Band em Brasília e por uma afiliada da TV Globo em Feira de Santana, na Bahia. Profissional querida pela equipe, deixa os pais, o irmão, o marido e um filho de nove meses.

A Band Minas, em luto, lamenta a partida precoce de Alice, e afirma que está prestando toda a assistência à família da repórter.”


  • Informações de agências de notícias
  • Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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Acidente / Trânsito

Feriadão teve 13 mortes e mais de 2.900 motoristas multados no ES

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Especialistas destacam que excesso de velocidade e uso de álcool e drogas são alguns dos motivos das batidas

Por Francine Spinassé* | Vitória (ES)

O feriadão de Nossa Senhora Aparecida foi marcado por mortes e pela imprudência nas estradas do Espírito Santo. Ao todo, 13 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito, enquanto 2.943 infrações foram registradas durante o período, revelando um cenário preocupante de desrespeito às regras de trânsito.

Entre os acidentes que terminaram em tragédia está o que provocou a morte de Guilherme de Souza Pereira, de 25 anos, na madrugada de segunda-feira (12), na ES-010, na altura do bairro Costa Bela, na Serra. Outras três pessoas ficaram feridas na colisão frontal entre dois carros de passeio.

Segundo a Polícia Militar, Guilherme estava sozinho em um dos veículos e teria invadido a contramão, atingindo um carro de aplicativo que seguia no sentido contrário.

No veículo atingido estavam um motorista de aplicativo e dois passageiros, um homem e uma mulher, que haviam saído de uma festa. Os três ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Dr. Jayme Santos Neves, na Serra.

Segundo dados do Observatório da Segurança Pública, entre as 13 mortes em acidentes registradas entre última sexta-feira (9) e a última segunda-feira (12), pelo menos cinco delas eram de motociclistas.

Para o gerente de Fiscalização de Trânsito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES), Jederson Lobato, os acidentes de trânsito geralmente são provocados por uma combinação de fatores. “A perícia já nos trouxe dados de que cerca de 50% dos corpos periciados de acidentes de trânsito têm a presença de álcool ou drogas no organismo. Isso mostra que o uso de álcool e drogas ainda é um fator importante em acidentes”.

Além disso, destaca como determinante o excesso de velocidade. “Ele reduz o tempo de reação do condutor e aumenta o tempo de frenagem e o grau de violência desse acidente”.

Para tentar reduzir as mortes, o Detran-ES tem intensificado as operações de fiscalização em parceria com a Polícia Militar, principalmente nos municípios do interior que apresentam índices elevados de acidentes fatais.

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Durante o feriadão, equipes do órgão e do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) realizaram ações em Cachoeiro de Itapemirim e Aracruz, com foco na fiscalização de motocicletas, na identificação de irregularidades e no combate à combinação de álcool e direção.

“Amigo, acorda”, pediu sobrevivente após acidente

As lembranças do acidente ainda são fragmentadas, mas o desespero ao tentar salvar o melhor amigo continua vivo na memória da professora e comunicadora Júlia Mofati Azevedo, 29 anos.

Ela estava no carro de aplicativo atingido por outro veículo na ES-010, em Costa Bela, na Serra, na madrugada de segunda-feira (12). O acidente provocou a morte de Guilherme de Souza Pereira, 25, que estava no outro carro, e deixou outras três pessoas feridas.

Júlia e um amigo voltavam de uma festa de aniversário quando ocorreu a colisão. Júlia conta que tem apenas flashes do que aconteceu após a batida.

Mesmo ferida, ela conseguiu sair do veículo e tentou fazer com que o amigo também saísse, mas ele não respondia. “Eu lembro que falei ‘amigo, vamos sair daqui. Você também é forte, acorda’. Mas ele não respondia”, relatou.

Júlia sofreu uma pancada na cabeça e foi encaminhada ao Hospital Dr. Jayme Santos Neves, na Serra. Ela recebeu alta. Já o melhor amigo permanecia internado e entubado até a noite de ontem.

Segundo Júlia, ele apresentou sinais de melhora. “Hoje (anteontem) ele abriu os olhos e reconheceu a irmã. Chorou quando ela falou que eu estava viva”.

O motorista de aplicativo também continuava hospitalizado, mas, de acordo com Júlia, estava consciente.

O que eles dizem 

“As ultrapassagens em locais proibidos, associadas ao excesso de velocidade, são causas de colisões frontais. E uma colisão frontal dificilmente não vai ser um acidente com morte”.

Fator humano

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“O fator humano é o mais relacionado a acidentes. Temos condutas como distração ao celular, excesso de velocidade, ultrapassagens forçadas e alteração da capacidade psicomotora”.

Mudança no perfil

“Nos feriados, percebemos uma mudança no perfil dos condutores nas rodovias. Nos feriados, aparecem aqueles que estão habituados a dirigir em áreas urbanas. E dirigir em uma rodovia é diferente de dirigir na cidade”.

Outras ocorrências:

Encontro com o filho

Um homem de 47 anos morreu após o carro que ele dirigia bater contra uma árvore na localidade de Vila da Penha, em Mimoso do Sul, na madrugada do último domingo.

Um familiar da vítima contou à Polícia Militar que o homem seguia para encontrar o filho. No entanto, no caminho, ele acabou perdendo o controle do carro e atingindo a árvore.  Segundo a Polícia Civil, as circunstâncias do acidente serão apuradas.

Batida contra poste

Um jovem de 26 anos morreu na noite da última segunda-feira após a motocicleta que ele conduzia colidir contra um poste no bairro Paul, em Vila Velha. A namorada dele, que estava na garupa do veículo, ficou ferida.

A vítima foi identificada como Jedson Hugo Ramos de Souza. A Polícia Militar informou que o condutor teria perdido o controle da motocicleta antes da batida. A Polícia Civil disse que as circunstâncias serão apuradas.

Motociclista

Uma motociclista morreu após bater de frente com uma caminhonete na BR-101, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. O acidente aconteceu por volta das 4h30 de sábado, na altura do km 63 da rodovia.

Segundo informações da PRF, o acidente aconteceu durante uma tentativa de ultrapassagem. Com o impacto da batida, a motociclista morreu no local. Os dois ocupantes da caminhonete não se feriram.

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  • Matéria de A Tribuna – Conteúdo
  • Foto Destaque: Reprodução TV Tribuna/Band
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