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Cris Samorini leva experiência e uma série de entregas ao assumir como prefeita de Vitória

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POLÍTICA & GOVERNO

Por Matheus Thebaldi*

Pela primeira vez na história, Vitória será comandada por uma mulher. Cristhine Samorini, a “Cris”, terá a missão de comandar o Executivo municipal a partir desta segunda-feira (6), em sessão solene de posse na Câmara Municipal.

Em clima de muita emoção, a prefeita assume, até o fim de 2028, o papel e o legado de Lorenzo Pazolini, que se desincompatibilizou por conta de ordem constitucional e do regime jurídico aplicável para participação no pleito eleitoral.

Notícia Sessão Solene na Câmara Municipal marca posse da prefeita Cris Samorini na Prefeitura de Vitória

Sessão Solene na Câmara Municipal marca posse da prefeita Cris Samorini na Prefeitura de Vitória / Foto: Will Morais

A cerimônia, presidida pelo presidente do Legislativo municipal, Anderson Goggi, foi acompanhada pelo filho e pelo pai da prefeita, além da presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, desembargadora Janete Vargas, da presidente da OAB-ES, Erica Neves, do conselheiro do Tribunal de Contas Domingos Taufner, do promotor de Justiça do Ministério Público do Espírito Santo Marcelo Lemos, do presidente da Findes, Paulo Baraona, do deputado federal Evair de Melo, além de secretários municipais e outras autoridades.

“Hoje é um momento histórico para a nossa cidade. Muito bom quando a gente sucede alguém que trouxe tantos resultados e muito fez à frente dessa cidade. Estou reafirmando um compromisso assumido em janeiro de 2025: cuidar da cidade. Vitória é a cidade do presente porque ousa priorizar, medir e corrigir rotas. Seguiremos entregando ações de qualidade, inovação regulatória e parcerias sólidas para que a capital de todos os capixabas continue linda, eficiente e competitiva, de frente para o mar e de frente para o futuro. Assumo o compromisso de cuidar diretamente das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e também dialogar sobre os desafios impostos pela Reforma Tributária, além de reforçar ações que melhorem ainda mais a qualidade de vida de nossa população, com desenvolvimento, inovação, criatividade e respeito às pessoas. Estar aqui é uma escolha que exige empenho e muita entrega, e estou preparada para isso. Minha missão não é pelo poder, mas pelo acolhimento às pessoas que precisam de mais oportunidades e voz”, disse a prefeita.

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Agora ex-prefeito, Lorenzo Pazolini agradeceu aos capixabas a confiança no seu trabalho nos dois mandatos para o qual foi eleito e também destacou a importância dessa transição em um momento de crescimento e desenvolvimento da cidade. “Pela primeira vez, Vitória é comandada de forma efetiva por uma mulher. Hoje, Vitória é a cidade mais inteligente e conectada do País, uma cidade que vive e cuida das pessoas, principalmente, das regiões periféricas. Temos muitos desafios, mas a realidade de nosso povo mudou com o aumento das escolas em tempo integral e cursos de qualificação, a requalificação de São Pedro, o Restaurante Popular… Tenho que a Cris, com sua altivez e experiência de vida, vai manter a transformação dessa cidade, que hoje é unida e pulsante, conquistando resultados ainda mais expressivos. Com muita alegria estamos aqui para concluir um ciclo, e nós saímos e entramos da mesma forma: ouvindo e dialogando. O desafio é continuar e fazer Vitória alçar novas conquistas, essas que você ajudou a conquistar. Seja bem-vinda, Cris!”.

Currículo

Natural da capital, a empresária é formada em Administração de Empresas, com MBA em Gestão de Negócios e MBA em Marketing. Sua trajetória é marcada pela capacidade de transformar instituições e conduzir agendas estratégicas que unem inovação, gestão e desenvolvimento.

À frente do Sistema Findes, de 2020 a 2024, ela foi a primeira mulher a presidir o órgão, período em que dobrou o orçamento da entidade e implementou o maior plano de investimentos em unidades escolares já realizado, fortalecendo a educação profissional, a inovação industrial e a competitividade do Espírito Santo.

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Nesse mesmo ciclo, coordenou o Comitê de Governança para Indústria da Rede Governança Brasil, entre 2021 e 2024, consolidando práticas modernas de governança em escala nacional.

Em 2023, alcançou um marco histórico ao se tornar a primeira mulher a assumir a Diretoria Financeira da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cargo que ocupa até 2027 e que reforça sua atuação estratégica no cenário industrial brasileiro. Também presidiu o Sindicato das Indústrias Gráficas do Espírito Santo (Siges) de 2018 a 2021 e representou a região Sudeste como vice-presidente licenciada da Abigraf Nacional.

Sedec

Eleita para o cargo de vice-prefeita no pleito de 2024, Cris foi incumbida de assumir a Secretaria de Desenvolvimento da Cidade e Habitação, pasta na qual contribuiu em variadas vertentes para melhorar a qualidade de vida da população e proporcionar inovação e crescimento econômico na cidade.

Posse da prefeita

Foto: Leonardo Duarte / PMV

A regularização fundiária, por exemplo, deixou de ser uma ação pontual e passou a ser uma política pública estruturante da gestão. Cris atuou de forma contínua para ampliar o acesso à moradia digna, por meio do programa Casa Feliz e Segura, que já beneficiou 300 famílias na capital. O município já emitiu mais de 2.600 títulos de regularização fundiária, com o devido registro das escrituras em cartório.

Cris também ajudou a conjuntar pautas estruturantes para cidade, como o Vitória de Frente para o Mar, com a requalificação da orla de São Pedro, Canal de Camburi, Andorinhas e Beira-Mar, a Cidade do Samba, os projetos de reforma da Praça Oito, da Rua Sete e da Gama da Rosa, a ressignificação e a valorização do Centro Histórico, entre tantas outras ações.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Leonardo Duarte

 

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POLÍTICA & GOVERNO

Prefeitura de Vitória lança programa histórico para revitalizar o Centro e destravar mais de R$ 6 bi

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Por José Carlos Schaeffer* | Vitória (ES)

A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (16), o decreto nº 27.034 que institui o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC). A iniciativa estabelece um marco regulatório inédito com o objetivo de reposicionar o Centro como o principal motor de desenvolvimento econômico, urbano, habitacional e cultural da capital. Com foco agressivo na desburocratização e na atração de novos moradores e empresas, o programa projeta atrair até 27,5 mil novos residentes e mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados na região. 

O ReAC atuará sobre a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), área que engloba o Centro Histórico, guiado pelo conceito de “readensamento inteligente”. Na prática, a gestão municipal passará a utilizar as obras e os investimentos públicos estruturantes já previstos para a região como âncoras para dar segurança e atrair a iniciativa privada em larga escala.

O que muda na prática?

O decreto ataca gargalos históricos que afastavam investidores da região central, criando um ambiente de negócios ágil e seguro. Para que a população e o mercado compreendam o impacto imediato, as principais mudanças incluem:

– Alvará Automático e Fim da Burocracia: Projetos de novas edificações em lotes vazios, requalificação, retrofit e Habitação de Interesse Social (HIS) no Centro passam a ter licenciamento simplificado. Os empreendimentos da região passarão para o Grau de Risco 3, e a emissão do Alvará de Execução de Obras será eletrônica e automática no ato do protocolo, baseada na responsabilidade técnica do profissional, mediante apresentação de documentação simplificada (Planta de Situação e Quadro de Áreas).

– Apoio Financeiro para Reformas (TPC): Para viabilizar financeiramente a recuperação do patrimônio, a Prefeitura aprimorou a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). O proprietário que investir na preservação de um imóvel histórico no Centro terá a excepcionalidade de converter 100% do potencial de construção do seu lote (fórmula PT = PC) em um certificado (CPC). Esse crédito funciona como uma “moeda de troca” de alto valor, podendo ser vendido a terceiros para uso em outras áreas, financiando a própria obra de restauro.

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– Foco na Habitação de Interesse Social (HIS): O programa garante que a atração de investimentos privados caminhe lado a lado com a inclusão. Obras voltadas para a Habitação Social no Centro estão inseridas diretamente na engrenagem de benefícios e facilidades de licenciamento do ReAC, visando a construção de um bairro multiclassista e o combate à expulsão dos moradores de baixa renda.

– Tolerância Zero com o Abandono: O decreto aciona a atuação prioritária do município contra imóveis que não cumprem sua função social. Imóveis privados em situação de abandono (com degradação e ausência de posse) poderão ser arrecadados provisoriamente pelo Município. O decreto garante ao proprietário o prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. O programa também prevê a aplicação prioritária do PEUC e do IPTU Progressivo no Tempo.

– Proteção da Paisagem Histórica (PVBT): Para garantir que o adensamento não sufoque a história da cidade, o decreto regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado (PVBT). Através de estudos técnicos, eles estabelecem regras inteligentes para blindar a visibilidade dos monumentos históricos e, ao mesmo tempo, flexibilizar novos índices urbanísticos e gabaritos de forma segura no miolo das quadras.

– Gestão Urbana Preditiva: Para garantir que a engrenagem funcione, o decreto institui o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial. A nova unidade estratégica da SEDEC coordenará o licenciamento, fará o monitoramento baseado em dados e garantirá a integração institucional entre poder público e iniciativa privada para o sucesso contínuo do programa.

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A expectativa da Sedec, com as novas regras, é viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na Área Central, com fortíssimo incentivo para a Habitação de Interesse Social (HIS). O objetivo é aproximar moradia, trabalho, serviços e lazer, permitindo que famílias de diferentes faixas de renda possam morar em uma das regiões mais bem estruturadas de Vitória.

Um novo ciclo para a cidade

Nas últimas décadas, o coração de Vitória vivenciou um esvaziamento profundo, caindo de 30% para cerca de 10% do total de habitantes da capital. O resultado foi a proliferação de prédios vazios e a subutilização de uma infraestrutura urbana de ponta.

O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Túllio Ponzi, reforça a capacidade de transformação do novo marco legal. “O ReAC representa uma mudança de paradigma. É uma arquitetura institucional sofisticada que confere intencionalidade ao investimento público. Na prática, a integração dos instrumentos regulamentados faz com que cada real investido pelo Município no Centro atue como catalisador do desenvolvimento, atraindo investimentos privados, ampliando a produção de moradia para todas as faixas de renda, permitindo que mais pessoas possam viver em uma das áreas mais bem localizadas e estruturadas da cidade, valorizando o patrimônio, gerando oportunidades e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma o secretário.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Jansen Lube / PMV
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