Aula Prática
Estudantes de São Mateus participam de escavação arqueológica em sítio histórico
Conhecendo a História
São Mateus – ES
A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Pio XII, localizada em São Mateus, participou, nos dias 1º e 02 de abril, de uma atividade de escavação arqueológica no Sítio Histórico Porto de São Mateus, envolvendo estudantes do Ensino Fundamental.
A ação integra o projeto de Educação Patrimonial. “Este é o nosso Patrimônio: Ações Educativas sobre o Patrimônio Cultural no Sítio Histórico de São Mateus”, desenvolvido com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O projeto, realizado em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), por meio do Departamento de Arquivologia, é coordenado pelo professor Tiago Braga da Silva e tem como objetivo promover ações de educação patrimonial no Sítio Histórico Porto de São Mateus. A iniciativa inclui atividades como oficinas, produção audiovisual, ações escolares voltadas ao patrimônio arqueológico e eventos culturais.
Durante a atividade, os estudantes participaram de uma experiência de escavação orientada pelo arqueólogo Mauro de Almeida e pela professora de História Prisciliana Costa Ventura, acompanhando etapas do processo de investigação arqueológica e observação de materiais encontrados no solo.
A proposta possibilitou o contato com práticas relacionadas ao estudo do patrimônio histórico, incluindo a identificação de elementos como fragmentos de cerâmica e materiais contemporâneos, além da observação das características do solo e das técnicas utilizadas em escavações.
Para o estudante Leonardo Goronci, a atividade contribuiu para a compreensão do processo arqueológico. “Pudemos escavar, analisar os materiais retirados e entender as etapas do trabalho, desde o que se espera encontrar até a observação do solo”, afirmou.
A estudante Thauany Alves destacou a organização da atividade. “Participamos das etapas do trabalho de um arqueólogo e tivemos a oportunidade de observar os materiais encontrados durante a escavação”, relatou.
A atividade integrou estudantes em uma experiência prática relacionada ao patrimônio histórico local, articulando conteúdos escolares com o contexto do município.
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- Matéria reproduzida do Jornal do Norte – Conteúdo
- Foto Destaque: Reprodução / JN
Conhecendo a História
Após 2 dias da expulsão da família imperial, todos seus bens foram saqueados pelos militares e outros leiloados por preços irrisórios
O Pauta 1 não é apenas um portal de notícias, é também de cultura e conhecimento de fatos da nossa história. O leitor é testemunha desse nosso propósito.
Neste artigo abaixo, um pouco mais de conhecimento da nossa história, rica em conteúdo, porém, pouco conhecida em sua plenitude.
Povo que não conhece a sua história não é nação e nem tem identidade…
Dona Teresa Cristina morreu em poucos meses (o enterro foi pago por amigos, devido a difícil situação financeira do Imperador), Pedro Augusto teve que ser trancado em uma cabine pois não parava de gritar e tremer. O único que o acalmava era seu avô Pedro II , que entrava na cabine sentava ao chão e o abraçava em prantos , dizendo que tudo ficaria bem .
Quando a família imperial chegou a Lisboa uma multidão esperava no porto junto aos seus familiares, aonde foi oferecido um palácio e uma voluptuosa fortuna e renda mensal para Pedro. Porém eles não aceitaram qualquer tipo de ajuda financeira dos parentes portugueses, mesmo Pedro tendo o título de Arquiduque em Portugal, Filho do Rei Pedro, Irmão da Rainha Maria da Glória e Tio do reinante da época. Dona Isabel, Conde D’eu e seus 3 filhos foram para o palácio D’eu de seu pai o Duque D’eu, na França. Aonde tiveram uma vida confortável diante a fortuna que a família D’eu possuía. Pedro II e Pedro Augusto partiram para o centro de Paris, aonde se hospedaram em um simples hotel de 3 estrelas, pago por um grande amigo de Pedro, que viajou logo em seguida para Europa quando soube do acontecido. Pedro Augusto preferiu ficar em uma casa de uma amiga íntima de Freud, que tinha grande estima pelo rapaz, um lugar maior e mais sossegado para acalmar o sofrido jovem. A casa ficava 2 quarteirões do hotel aonde Pedro se hospedara, então as visitas de seu avô eram diárias, onde levava seu neto aos museus e bibliotecas da cidade luz.
O Túmulo do Imperador Dom Pedro II (1825-1891) e da Imperatriz Dona Teresa Cristina (1822-1889) no Mausoléu Imperial da Catedral de Petrópolis, Rio de Janeiro / Reprodução – Internet
Tudo parecia que estava em formação, uma nova realidade para todos, e a vida continuava. Pedro adorava dar aulas na principal biblioteca de Paris para universitários, de história, geografia, botânica, grego e inglês. Sua rotina se resumia em acordar bem cedo, preparar suas aulas, ir para biblioteca, visitar exposições, visitar amigos, toar café pela tarde e ler até 5 livros em uma única madrugada. Pedro adorava traduzir de forma perfeita as maiores obras literárias para o português, e foi o Primeiro a traduzir a obra “Mil e uma Noites” do árabe original para o português do Brasil. A relíquia encontra se na biblioteca nacional de Coimbra em Portugal.
Em 1890, uma pneumonia instalou-se em seus pulmões, o limitando a ficar na cama de solteiro de seu quarto, escrevendo seus amados contos e poesias e lendo seus livros preferidos. Alguns meses após a doença e tratamento sem bons resultados, morrera naquela cama sozinho, com um saco de areia da praia de Copacabana em seu bolso. O velório foi digno de um imperador da França, devido a tal prestigio que Pedro gozava entre os intelectuais e nobres da Europa. Um cortejo de mais de 300 mil pessoas tomou a rua de Paris, e todas as honras monárquicas foram feitas pelo governo Francês. Um fato histórico, pois nunca Paris tinha se mobilizado tanto, nem mesmo por falecimento de governantes locais. Reis, Rainhas, nobres, burgueses de todo o mundo estavam presentes no velório e no cortejo, como a Rainha Vitória da Inglaterra, o presidente dos Estados Unidos e centenas de amigos intelectuais como o próprio Freud e o filósofo Friedrich Nietzsche.
O Último Imperador do Brasil Dom Pedro II foi eternizado em seu leito de morte no Hotel Bedford em Paris pelo fotógrafo francês Paul Tournachon (1856-1939),
O Governo Militar ditatorial brasileiro, revoltou-se pelo tamanho da comoção mundial envolta do falecimento de Pedro II. Rompendo acordos diplomáticos com a França, Inglaterra e Alemanha. Nenhum representante do novo governo brasileiro foi mandado para o enterro do expulso imperador. A mídia fechada pelos militares no Brasil, não puderam ao menos noticiar o falecimento do monarca. A grande maioria do povo brasileiro só soube do acontecido 3 meses depois.
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- Fonte: Diário Barão e Baronesa de Loreto, Museu Imperial de Petrópolis, Biblioteca Nacional RJ. | © EQUIPE PEDRO II DO BRASIL
- Foto destaque: Reprodução
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