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Deputado Gandini vai ouvir mãe de menino que levou ventilador para escola de Marataízes

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Mãe denuncia que, apesar da repercussão, sala de aula em que o filho de 12 anos estuda, em escola municipal de Marataízes, continua sem ar-condicionado e com o ventilador quebrado

Nathália Pereira, de 36 anos, moradora do bairro Esplanada, em Marataízes, afirmou que recebeu ameaças após publicar nas redes sociais um vídeo denunciando o calor excessivo na sala de aula do filho. Foi ela quem autorizou o estudante Gabriel, de 12 anos, a levar um ventilador para a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Maria da Glória Nunes Nemer.

“Isso é um absurdo! Pago meus impostos e vou lutar até o fim pelos direitos do meu filho. As crianças não são o futuro do país? Então precisam ter condições dignas para estudar”, desabafou Nathália, afirmando que não pretende apagar o vídeo, mesmo após a repercussão. Ela preferiu não citar nomes sobre as ameaças.

Apesar da repercussão e da promessa da prefeitura de resolver o problema até segunda-feira (13), Nathália afirma que a sala do 6º ano onde o filho estuda continua sem ar-condicionado e com ventilador queimado. Segundo ela, outros alunos também sofrem com o calor e já houve até caso de desmaio na escola.

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A mãe conta que a turma tem mais de 20 alunos e que a sala possui apenas uma janela, voltada para o pátio, o que agrava ainda mais a sensação térmica.

“Na semana passada, meu filho disse que não queria ir para a escola porque o calor estava insuportável. Ele chegou a sentir falta de ar”, relatou. Gabriel tem TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

Ela explicou que o próprio filho sugeriu levar o ventilador. “Perguntei se não tinha ar-condicionado, e ele disse que não. Então mandei ele limpar o ventilador e levar na segunda-feira (6)”, contou.

Ao chegar à escola, o menino ligou o aparelho para ajudar os colegas. Segundo Nathália, uma professora auxiliar autorizou o uso. No entanto, pouco depois, a coordenação pediu que ele retirasse o ventilador. A direção teria informado que o problema seria resolvido em breve.

SAPO
Nathália afirma que os problemas vão além do calor. Segundo ela, há ventiladores quebrados, portas danificadas, cadeiras em más condições e bebedouros sem manutenção. Após a denúncia, um bebedouro chegou a ser limpo — e, segundo a mãe, um sapo foi encontrado dentro dele.

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Ela defende a presença de autoridades na escola para verificar a situação de perto. Nathália agradeceu ao deputado estadual Fabrício Gandini (Podemos), que informou que fará uma fiscalização no local na próxima semana.

Gandini é autor da Lei Estadual nº 11.605/2022, conhecida como Lei do Ar-Condicionado, que obriga a climatização das salas de aula nas escolas estaduais, com temperaturas entre 20°C e 23°C. Após a lei e ações de fiscalização, o governo informou que 73% das escolas estaduais já foram climatizadas, com previsão de chegar a 100% até o fim do ano.

“O deputado será muito bem-vindo. Toda ajuda é importante. Nossas crianças estão sofrendo”, afirmou Nathália. Ela também disse que, se nada for feito, pretende organizar um movimento com outros pais no município.

Nota da Prefeitura

A Prefeitura de Marataízes em nota informou que a escola está passando por obras de ampliação, climatização e ventilação. Disse ainda que parte dos aparelhos de ar-condicionado já foi consertada e que novos ventiladores foram adquiridos e estão em processo de entrega.

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  • Informações da assessoria do deputado Gandini
  • Foto Destaque: Reprodução

 

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Educação

Guarda de Vitória promove ações contra bullying em escolas

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Por Guilherme Trindade* | Vitória (ES)

A Guarda Civil Municipal de Vitória realizou, nesta semana, ações educativas de combate ao bullying e promoção da cultura de paz em duas escolas de Jardim Camburi: a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Elzira Vivácqua e (Emef) Adevalni S. Ferreira de Azevedo (Asfa). As atividades levaram aos estudantes orientações sobre respeito, empatia, diálogo e prevenção à violência no ambiente escolar.

Durante os encontros, as guardas municipais abordaram situações que podem caracterizar bullying, as consequências dessas práticas e a importância de buscar ajuda diante de conflitos. As atividades são conduzidas de forma lúdica e participativa, buscando aproximar os estudantes da Guarda e estimular a construção de relações mais respeitosas dentro e fora da escola.

A proposta também é trabalhar a cultura de paz como uma ferramenta de prevenção, mostrando aos estudantes que o diálogo e a resolução pacífica de conflitos podem contribuir para um ambiente escolar mais seguro e acolhedor.

Para a Inspetora Schumack, que está à frente das ações do grupamento Guarda Cidadã, a atuação nas escolas vai além da presença ostensiva e também envolve ações de prevenção e educação.

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“A escola é um espaço fundamental para trabalharmos a prevenção. Quando levamos essas discussões para os estudantes, criamos a oportunidade de falar sobrel respeito, empatia e diálogo antes que situações de violência aconteçam. É uma forma de aproximar a Guarda da comunidade escolar e contribuir para um ambiente mais seguro”, afirma

Mais escolas

Somente este ano, já foram realizadas 87 ações semelhantes de combate ao bullying em escolas. Em 2025, foram 59, representando um aumento das atividades no primeiro trimestre do ano.

“É de conhecimento de todos que o bullying escolar traz inúmeras consequências negativas para as crianças, como isolamento social, perda de motivação, piora no rendimento escolar e traumas psicológicos. Buscamos promover um ambiente de paz, em que prevaleçam os direitos e deveres do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA)”, destaca Annelise Alves, da Gerência de Formação e Atenção Psicossocial (Gfap) da Guarda de Vitória.

As palestras são conduzidas pela equipe da Guarda Cidadã especialmente capacitada para abordar de forma lúdica e didática temas como o combate ao bullying, a importância do diálogo, resolução pacífica de conflitos e o papel da comunidade escolar na prevenção à violência. Além disso, os encontros promovem a interação entre a Guarda Municipal e os estudantes, fortalecendo os laços de confiança e segurança.

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A comandante da Guarda de Vitória, Fabiana Gonçalves, destaca que as ações fazem parte de uma estratégia permanente de prevenção. “Acreditamos que a presença da Guarda dentro das escolas, por meio de atividades educativas, é fundamental para prevenir situações de violência e fortalecer valores como respeito e empatia. Esse trabalho aproxima a instituição da comunidade escolar e contribui diretamente para a construção de um ambiente mais seguro para todos”, afirma.

Palestra

As ações educativas sobre bullying escolar são realizadas pela Guarda de Vitória em todas as escolas da capital, funcionando via demanda, pelo e-mail: [email protected]. Após o agendamento, a equipe faz a visita técnica e realiza um projeto pedagógico de acordo com a necessidade do local, de forma personalizada.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo / Edição Andreza Lopes
  • Foto Destaque: Divulgação / PMV
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