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Projeto Parlamentar

Cristo Redentor capixaba pode ser reconhecido como bem cultural

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Política

O monumento fica em Guaçuí, município do sul do estado, a 230 km da capital Vitória

Por João Galvani* – Vitória / ES

O deputado Coronel Weliton (PRD) apresentou o Projeto de Lei (PL) 389/2025 que reconhece o Cristo Redentor do município de Guaçuí como um monumento de relevante interesse cultural para o estado do Espírito Santo. O texto tramita na Assembleia Legislativa (Ales) e inclui a estátua entre os bens protegidos pelos órgãos que gerenciam a política de patrimônio cultural do estado, como a Secretaria de Estado da Cultura e o Conselho Estadual de Cultura.

Na prática, o reconhecimento traz benefícios do ponto de vista turístico, cultural e econômico, como a destinação de políticas públicas e um maior acompanhamento para a preservação.

O Cristo capixaba foi construído em 1956 pelo artista guaçuiense Antônio Francisco Moreira. Desde então, é o ponto turístico mais visitado do município. A escultura, situada a mais de 1000 metros do solo e com aproximadamente 21 metros de altura, é um destino de moradores da região e de turistas para a prática religiosa e para a contemplação da natureza. Do cume é possível contemplar as cadeias montanhosas que cercam a região.

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A cidade de Guaçuí fica localizada na região do Caparaó, a 230 km ao sul da capital Vitória. Segundo o parlamentar, é necessário reconhecer locais como estes para promover o desenvolvimento econômico.

Homem branco, calvo e de olhos claros veste terno cinza e fala ao microfone

“O monumento contribui para a economia local, através do turismo religioso e ecológico, sendo ponto de partida para trilhas, mirantes e atividades de contemplação da natureza (…) promovendo o sentimento de pertencimento da população e incentivando políticas públicas voltadas à preservação e ao desenvolvimento sustentável do entorno do monumento”, detalha.

Tramitação
A proposição será analisada pelas comissões de Justiça, Cultura, Turismo e Finanças.

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  • Ales / Comunicação – Conteúdo
  • Foto/Destaque: Crédito – Kamyla Passos
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Política

Imprensa internacional classifica rejeição de Messias ao STF como “derrota histórica” de Lula

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em

Veto a Messias, indicado do presidente Lula para a vaga no STF, foi o único nos últimos 132 anos e intensificou desgaste entre os poderes

A rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (29), repercutiu na imprensa internacional como um episódio incomum na política brasileira e um revés relevante para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A indicação chegou a ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas foi barrada no plenário do Senado, com 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Jornais e agências de notícias destacaram o caráter atípico da decisão. A última vez que o Senado recusou um nome indicado pelo presidente da República para uma vaga no STF foi há 132 anos, no governo de Floriano Peixoto.

O jornal espanhol El País classificou o resultado como uma “derrota histórica” e apontou que o episódio levanta dúvidas sobre a capacidade do presidente de articular apoio político no Congresso. O veículo de imprensa também mencionou o desgaste na relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A rejeição de Messias é um sinal de alerta para Lula, cuja lendária capacidade de mobilizar e forjar alianças está agora em questão”

El País

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A reportagem cita o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como “principal candidato de direita”, nas pesquisas eleitorais sobre a disputa presidencial. Levantamentos têm mostrado empate técnico dos dois no segundo turno.

Texto da agência Associated Press (AP), reproduzido no jornal The Washington Post e em outros veículos de imprensa, mencionou a rejeição de Messias como um sinal de fragilidade na popularidade do presidente e um “golpe político” dos parlamentares.

O presidente do Senado brasileiro, Davi Alcolumbre, defendeu abertamente outro candidato antes de Lula escolher Messias como seu indicado. A imprensa brasileira vem noticiando há meses que o senador estava em desacordo com Lula por este não ter escolhido o senador Rodrigo Pacheco”

Associated Press

Na Argentina, o Clarín descreveu o desfecho como uma derrota severa para Lula e uma vitória da oposição, representada por Flávio. Também citou que o governo terá de apresentar um novo nome para ocupar a vaga aberta no tribunal.

Outras análises relacionaram o episódio a disputas políticas mais amplas. A Bloomberg citou que a escolha de Messias fazia parte de uma estratégia para dialogar com setores religiosos e ampliar apoio político.

Ao mencionar o fortalecimento de grupos de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um fator que contribuiu para o resultado, a reportagem frisou que o Senado “detém o poder de destituir membros da Suprema Corte”.

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O ex-presidente e seus apoiadores há tempos criticam o Supremo Tribunal Federal, alegando que suas campanhas contra as chamadas notícias falsas e a desinformação online levaram à perseguição política de figuras conservadoras.

Bloomberg

Reuters, por sua vez, destacou “esforço de lobby sem precedentes” do governo para tentar viabilizar a aprovação. “Nas últimas semanas, a equipe de Lula buscou apoio de senadores de todo o espectro político, argumentando que Messias poderia ajudar a aliviar as tensões entre o Congresso e a Suprema Corte.”

Como mostrou o Estadão, ao temer uma votação apertada no Senado, o governo acelerou a liberação de emendas parlamentares e negociações de cargos nas duas últimas semanas.

De um total de R$ 12,7 bilhões liberados para emendas ao Orçamento desde o início do ano, mais da metade ocorreu depois da metade de abril. Deputados ficaram com R$ 9,3 bilhões; outros R$ 2,5 bilhões foram destinados a senadores, R$ 659 milhões a bancadas estaduais do Congresso e R$ 156,9 milhões para comissões do Senado.

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  • Informações do jornal Estado de São Paulo – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Ricardo Stuckert / PR
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