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Manifestações nas Ruas

Milhares de pessoas foram às ruas em apoio ao ex-presidente Bolsonaro e pedindo “fora Lula” e “Fora Moraes”

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Política

Milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro foram às ruas do país neste domingo, após o anúncio dos Estados Unidos de sobretaxas a produtos brasileiros e de sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

As manifestações aconteceram em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, onde os participantes vestiram verde e amarelo e exibiram cartazes em que agradeciam ao presidente americano, Donald Trump.

O grande ausente nas manifestações foi o próprio Bolsonaro, que obedeceu a determinações do ministro do STF, Alexander de Moraes. Investigado por suposta obstrução do seu julgamento por suposta tentativa de golpe de Estado, ele deve fazer uso de tornozeleira eletrônica e permanecer em casa durante a noite e nos fins de semana, e está proibido de usar as redes sociais.

Em outro em que o público se limita apenas aos pouco militantes do PT neste domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou as tarifas impostas pelos Estados Unidos. “Queremos negociar (…) Não queremos brigar. Agora, não pensem que temos medo”, disse. “Queremos negociar em igualdade de condições. Queremos ser respeitados pelo nosso tamanho.”

Na manifestação deste domingo em Brasília, o participante Erick Fabiano afirmou que a sobretaxa decidida pelos Estados Unidos “não é culpa de Bolsonaro, e sim de Lula, que provoca Trump há muito tempo”.

“Concordo 100% com essas sanções, porque acho que, como o país não tem como arranjar uma solução aqui dentro, tem que arrumar lá fora”, disse a professora Maristela dos Santos, 62, que participou da manifestação no Rio de Janeiro.

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Com uma bandeira dos Estados Unidos nos ombros, Maristela afirmou que não está particularmente preocupada com o impacto econômico da sobretaxa. “O que me preocupa é que o Brasil se torne uma Venezuela, porque aí vou chegar no mercado e não ter o que comer”, comentou, referindo-se à escassez de alimentos sob o regime socialista de Nicolás Maduro.

Para o empresário Paulo Roberto, 46, as tarifas americanas são um mal necessário: “Infelizmente, a gente tem que dar cinco passos para trás para conseguir almejar uma liberdade, uma qualidade de vida melhor lá na frente”.

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Política

Imprensa internacional classifica rejeição de Messias ao STF como “derrota histórica” de Lula

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Veto a Messias, indicado do presidente Lula para a vaga no STF, foi o único nos últimos 132 anos e intensificou desgaste entre os poderes

A rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (29), repercutiu na imprensa internacional como um episódio incomum na política brasileira e um revés relevante para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A indicação chegou a ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas foi barrada no plenário do Senado, com 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Jornais e agências de notícias destacaram o caráter atípico da decisão. A última vez que o Senado recusou um nome indicado pelo presidente da República para uma vaga no STF foi há 132 anos, no governo de Floriano Peixoto.

O jornal espanhol El País classificou o resultado como uma “derrota histórica” e apontou que o episódio levanta dúvidas sobre a capacidade do presidente de articular apoio político no Congresso. O veículo de imprensa também mencionou o desgaste na relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A rejeição de Messias é um sinal de alerta para Lula, cuja lendária capacidade de mobilizar e forjar alianças está agora em questão”

El País

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A reportagem cita o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como “principal candidato de direita”, nas pesquisas eleitorais sobre a disputa presidencial. Levantamentos têm mostrado empate técnico dos dois no segundo turno.

Texto da agência Associated Press (AP), reproduzido no jornal The Washington Post e em outros veículos de imprensa, mencionou a rejeição de Messias como um sinal de fragilidade na popularidade do presidente e um “golpe político” dos parlamentares.

O presidente do Senado brasileiro, Davi Alcolumbre, defendeu abertamente outro candidato antes de Lula escolher Messias como seu indicado. A imprensa brasileira vem noticiando há meses que o senador estava em desacordo com Lula por este não ter escolhido o senador Rodrigo Pacheco”

Associated Press

Na Argentina, o Clarín descreveu o desfecho como uma derrota severa para Lula e uma vitória da oposição, representada por Flávio. Também citou que o governo terá de apresentar um novo nome para ocupar a vaga aberta no tribunal.

Outras análises relacionaram o episódio a disputas políticas mais amplas. A Bloomberg citou que a escolha de Messias fazia parte de uma estratégia para dialogar com setores religiosos e ampliar apoio político.

Ao mencionar o fortalecimento de grupos de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um fator que contribuiu para o resultado, a reportagem frisou que o Senado “detém o poder de destituir membros da Suprema Corte”.

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O ex-presidente e seus apoiadores há tempos criticam o Supremo Tribunal Federal, alegando que suas campanhas contra as chamadas notícias falsas e a desinformação online levaram à perseguição política de figuras conservadoras.

Bloomberg

Reuters, por sua vez, destacou “esforço de lobby sem precedentes” do governo para tentar viabilizar a aprovação. “Nas últimas semanas, a equipe de Lula buscou apoio de senadores de todo o espectro político, argumentando que Messias poderia ajudar a aliviar as tensões entre o Congresso e a Suprema Corte.”

Como mostrou o Estadão, ao temer uma votação apertada no Senado, o governo acelerou a liberação de emendas parlamentares e negociações de cargos nas duas últimas semanas.

De um total de R$ 12,7 bilhões liberados para emendas ao Orçamento desde o início do ano, mais da metade ocorreu depois da metade de abril. Deputados ficaram com R$ 9,3 bilhões; outros R$ 2,5 bilhões foram destinados a senadores, R$ 659 milhões a bancadas estaduais do Congresso e R$ 156,9 milhões para comissões do Senado.

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  • Informações do jornal Estado de São Paulo – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Ricardo Stuckert / PR
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