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Economia

Favelas do Brasil têm renda total de R$ 300 bilhões por ano, segundo pesquisa

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Brasil / Economia

Dados do Instituto Data Favela mostram hábitos de consumo e setores do comércio favoritos das comunidades

Por Guilherme Queiroz* São Paulo/SP

As favelas brasileiras têm uma renda total de R$ 300 bilhões por ano, segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Data Favela. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (dia 18). O valor é maior do que a renda de 22 estados brasileiros e superior ao Produto Interno Bruto (PIB, somo das riquezas) de países como Paraguai ou Bolívia.

A pesquisa ouviu 16,5 mil moradores de favelas brasileiras entre os dias 3 e 6 de julho deste ano. O Brasil conta com 12,3 mil favelas, onde ficam 6,6 milhões de domicílios, o equivalente a 8% das moradias do país.

São 17 milhões de brasileiros vivendo nas favelas. Entre os entrevistados, 90% se mostraram otimistas com o futuro e responderam que a vida deve melhorar no próximo ano.

“A favela não é carência, é mercado. Um mercado que compra, constrói, investe e transforma. Ignorar essa força é abrir mão de relevância econômica no Brasil real”, diz Renato Meirelles, fundador do Data Favela.

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Hábitos de consumo

A pesquisa mostra os hábitos de consumo e os setores da economia que recebem mais atenção dessa população. Segundo os dados, nos últimos três meses 55% dos moradores de favelas, o equivalente a 6,8 milhões de pessoas, compraram produtos de beleza, enquanto 41%, ou cinco milhões de pessoas, adquiriram itens de vestuário.

Para os próximos seis meses, 70% pretendem adquirir mais itens de vestuário, o equivalente a 8,6 milhões de brasileiros. As regiões Norte e Nordeste têm as maiores proporções de desejo na aquisição de roupas e calçados. No Norte, o percentual atinge 77% e no Nordeste, 73%. Os cosméticos também estão na mira, 60% dos entrevistados devem comprar perfumes nos próximos 6 meses e 51%, produtos de beleza.

A estética se mostra como prioridade para essa parcela da população, e 77% responderam que se importam muito com a imagem, enquanto 57% dizem considerar cosméticos itens de primeira necessidade.

Shopee lidera no e-commerce

A compra de itens pela internet já é um hábito para 60% dos moradores das favelas, que elegeram a Shopee como a plataforma de comércio online favorita. O uso do comércio online, no entanto, ainda é acompanhado de problemas, como atraso de encomendas, relatado por 60% dos entrevistados.

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A área da educação também aparece entre as prioridades para os gastos, e 43% disseram que vão adquirir cursos diversos e 29% querem entrar em cursos de idiomas.

Entre as principais melhorias que os moradores gostariam de ver nas favelas, 19% citaram a melhor qualidade das habitações, 18% pediram mais acesso a hospitais e postos de saúde, 18% pediram mais atenção na segurança e 14% em infraestrutura básica, como esgoto e iluminação pública.

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* Jornal Extra – Conteúdo

* Foto/Destaque: Movimento em centro comercial da Rocinha — Crédito – Domingos Peixoto / Agência O Globo

 

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Brasil / Economia

Governo avalia aumentar teto do MEI para R$ 140 mil, diz ministro

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Segundo Moretti, proposta será levada ao Congresso nos próximos dias

Por Pedro Peduzzi* | Brasília (DF)

O governo federal estuda elevar o limite de faturamento do microempreendedor individual (MEI) dos atuais R$ 81 mil para a faixa entre R$ 130 mil e R$ 140 mil por ano, informou nesta sexta-feira (26) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Segundo ele, a proposta deve ser enviada ao Congresso nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de recompor a inflação acumulada ao longo de quase uma década sem reajustes.

A mudança no valor deverá ser implementada de forma escalonada entre 2027 e 2028, de forma a evitar comprometer o equilíbrio das contas públicas.

“Esta é uma pauta legítima, porque o teto [do MEI] está estagnado desde 2018. Estamos trabalhando com a perspectiva de atualizar esse teto para um patamar entre R$ 130 e 140 mil, que é mais ou menos a reposição da inflação”, disse Moretti ao garantir que tudo será feito levando em conta a questão da responsabilidade fiscal.

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“Fazendo de forma escalonada, a gente consegue absorver isso nas contas públicas”, complementou.

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  • Agência Brasil – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Fábio Rodrigues – Pozzebom / Agência Brasil
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