Eleição Comunitária
Disputa acirrada nas eleições de associação de moradores em Jardim Camburi
GERAL
Por Paulo Roberto Borges
Vitória / ES
Para quem ainda acredita que eleição para a direção de uma associação de moradores, de um bairro da capital é coisa sem importância, com certeza desconhece esse evento, principalmente as eleições no mais populoso bairro de Vitória, que é jardim Camburi. São quatro chapas que estão em acirrada campanha com a finalidade de cooptar o eleitor do bairro obter o seu voto para a presidência da Associação Comunitária de jardim Camburi (Acjac). As chapas têm como presidentes, Chapa 1 – Arlete; Chapa 2, Tercelino Leite; Chapa 3, Jomas Barbosa e Chapa 4, Enock Sampaio. Cada uma delas têm uma espécie de “padrinho”, mas o Jomas diz que a sua chapa é independente.
Mas, pelo histórico de outras eleições, o pano de fundo são as eleições parlamentares, pois deputados e vereadores têm interesses de eleger seu aliado e, consequentemente, se fortalecerem com esse apoio nas eleições que virão, como a do próximo ano. Basta dizer que o deputado estadual Fabrício Gandini (PSD), teve influência nas últimas composições de direção das chapas vencedoras. Bruno Malias (PSB), vereador eleito, é fruto desse apoio e, evidentemente, do trabalho comunitário que desenvolveu e desenvolve no bairro. Está apoiando também o Enock Sampaio, assim como o próprio Gandini e outras figuras do governo estadual que moram no bairro, como Thiago Hoffman. “Foi feito um grande conglomerado para a Chapa 4, mas tenho simpatia pela Chapa 2”, disse uma antiga e importante liderança comunitária de Jardim Camburi.
Por outro lado, tem o vereador Maurício Leite, cujo filho Tercelino disputa a presidência da Acjac, pela chapa 2. Seus eleitores e simpatizantes argumentam que essa chapa tem a vantagem de ter o apoio de um vereador morador do bairro há vários anos e – o mais importante – é aliado de primeira hora do prefeito da cidade, o que o coloca em trânsito direto e reto com a Prefeitura e a facilidade de levar as demandas do bairro para o chefe do Executivo da cidade. Tem também o apoio do deputado estadual Deninho Silva.
Com relação a chapa 1, tem a professora Arlete Pereira como candidata, que já é vice da Acjac com o afastamento do Bruno Malias, que foi seu presidente e se afastou para assumir sua cadeira de vereador. Para os observadores da política comunitária, ela tem a vantagem de estar inteirada com os trâmites e a dinâmica de uma associação, conhece as demandas e tem sua digital nas ações propositivas feitas pela entidade nesses anos. Sua chapa é tida como de esquerda, pois é apoiada pelo PT e Psol.
O fato que estranhou alguns, foi a sua chapa não ter o apoio daqueles que estiveram juntos contigo na Acjac. O apoio esperado dos principais líderes foi para a Chapa 4, do Enock Sampaio. Não se sabe se foi estratégia ou racha. Mas tudo isso surpreendeu muita gente que acompanha a atuação da entidade.
A Chapa 3, do Jomas Barbosa é tida como a mais leve, sem amarras e seria um ponto fora do estado de coisa que perdura faz mais de dez anos. Seria, nas palavras do seu presidente, uma chapa independente, mais arejada, longe das mesmices e dos mesmo de sempre. Seria, no entender de alguns moradores ouvidos pela reportagem, uma chapa de direita pura.
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- Reprodução / Redes Sociais
GERAL
Ídolo do Vasco, Geovani morre aos 62 anos
‘Pequeno Príncipe’ também teve passagem marcante pela seleção brasileira
Ídolo do Vasco, Geovani Silva, o “Pequeno Príncipe”, faleceu nesta segunda-feira (18), aos 62 anos. Em comunicado publicado nas redes sociais do ex-jogador, a família informou que ele passou mal de forma repentina na madrugada e foi socorrido imediatamente ao hospital, mas não resistiu.
“Estamos todos muito abalados e tristes com essa partida tão inesperada. Que Deus possa confortar o coração de todos os familiares, amigos e daqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele”, aponta o texto.
O antigo meio-campista já havia sido hospitalizado por problemas cardíacos em 2022. No ano passado, foi internado por desidratação causada por inflamação e infecção no intestino. Antes, em 2025, venceu um câncer na coluna vertebral.
O culto de despedida deve ser feito nesta terça-feira (19), seguido do sepultamento no Parque da Paz, em Vila Velha, Espírito Santo.
Passagem vitoriosa no Vasco

Geovani Silva conquistou cinco títulos cariocas e um Campeonato Brasileiro pelo Vasco | Foto: Divulgação / Instagram
Geovani Silva, nascido em 6 de abril de 1964, teve três passagens pelo Cruz-Maltino: entre 1982 e 1989; entre 1991 e 1993; e em 1995. Por lá, jogou ao lado de Romário e Roberto Dinamite, disputou 408 partidas e marcou 50 gols.
No Vasco, o ‘Pequeno Príncipe’ tornou-se ídolo graças ao talento que apresentava no meio de campo, os passes e as cobranças de falta. Ao todo, ele conquistou cinco títulos do Carioca (1982, 1987, 1988, 1992 e 1993) e o Brasileirão de 1989.

Campeão pela seleção brasileira
Ele também vestiu a camisa da seleção brasileira por 23 partidas, marcando cinco gols, e conquistou a Copa América de 1986. Ele também conquistou a medalha de prata na Olimpíada de Seul-1988, a primeira do futebol brasileiro, e, as categorias de base, foi campeão, artilheiro e eleito o melhor jogador do Mundial Sub-20, em 1983.
Foi depois deste título mundial que ele recebeu o apelido de ‘Pequeno Príncipe’, como contou ao Museu da Pelada:
“Vem da vascaína Dulce Rosalina, falecida em 2004, que foi presidente da Torcida Organizada Vascaíno (TOV) e da Pequenos Vascaínos, que ao me ver desembarcar no aeroporto do Rio, lotado de torcedores e da imprensa que aguardavam os campeões mundiais de 83, ela me abraçou, me parabenizou pelos meus seis gols marcados na competição e por ter sido escolhido o melhor jogador. A Dulce, na euforia, me chamou de ‘Meu Pequeno Príncipe’, na frente de todo mundo. Eu sorri, agradeci o carinho, abracei a causa e gostei, pois pequeno eu sei que sou, agora príncipe foi ela que me intitulou”.

Outros clubes de Geovani
Antes de chegar ao Vasco, Geovani, teve estreia precoce no futebol profissional, aos 16 anos, na Desportiva Ferroviária, do Espírito Santo. E na reta final da carreira, após última passagem pelo Cruz-Maltino, passou por XV de Jaú e ABC, antes de retornar ao seu estado natal para atuar por Serra, Linhares, Rio Branco, Tupy e Vilavelhense, onde encerrou a carreira em 2022, aos 38 anos.

Geovani Silva atuou pelo Bologna, da Itália entre 1989 e 1991 | Foto: Divulgação / Instagram
Ele também atuou por Bologna, da Itália, entre 1989 e 1991, Karlsruher, da Alemanha, até 1993, e Tigres, do México, em 1994.
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- Informações do jornal O Dia – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / Instagram
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