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“Você vai sair da dieta, e está tudo bem”: médico explica como aproveitar o fim de ano sem culpa

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Com poucas semanas até o ano novo, especialista orienta como programar refeições livres, equilibrar o álcool e manter o metabolismo estável mesmo em dias de exceção.

Por Paula de Paula*

As festas de final de ano se aproximam, e junto com elas também chegam as confraternizações do trabalho, o amigo secreto da turma, os jantares em família e as mesas fartas de comidas tradicionais – e extremamente calóricas. Para quem está seguindo uma rotina alimentar equilibrada, esse período costuma causar ansiedade: “vou sair da dieta?”, “vou estragar tudo?”, “não vou poder comer nada na ceia?”. Mas especialistas lembram que as festas representam uma exceção, não a regra, e que é possível aproveitar as delícias de fim de ano sem transformar o momento em culpa ou perda de controle.

O médico Danilo Almeida, pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN e em Metabolômica pela Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa, explica que o problema não está no churrasco da firma, na sobremesa do Natal ou na ceia do Ano Novo, mas na mentalidade de “tudo ou nada”. Segundo ele, muitas pessoas passam o ano inteiro em uma alimentação equilibrada e, quando chegam as festas, acreditam que qualquer flexibilidade significa fracasso. “O que faz diferença é o conjunto, não dois ou três dias festivos”, afirma o médico.

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O Dr. Danilo reforça que o objetivo não é proibir nada, e sim mostrar como lidar melhor com os momentos fora da rotina. “Podemos encarar as ceias de final de ano e todos os eventos festivos como refeições livres. E elas podem fazer parte de um plano equilibrado. Uma refeição livre só vira problema quando é feita sem estratégia e com culpa. Quando a pessoa sabe o que está fazendo, não existe prejuízo. Existe consciência e, depois, contenção de danos”, diz.

Como programar a refeição livre?

O médico explica que se programar é a chave para aproveitar as festas de fim de ano com leveza. Ele diz que muitos pacientes chegam ao consultório tensos, já antecipando a culpa pelos doces e pratos calóricos ceia. Mas afirma que esse sofrimento é desnecessário.

“Você vai sair da dieta, e está tudo bem. A festa é um momento, não é o dia inteiro e nem todos os dias. O segredo é ajustar o restante das refeições”. O Dr. Danilo sugere começar o dia com o café da manhã conforme a sua dieta; fazer um almoço leve com salada e proteína, pouca gordura e sem carboidrato. À tarde, se não houver fome, o médico indica pular o lanche. E à noite, na festa, comer o que quiser até sentir saciedade. “Isso é estratégia”, afirma.

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Cuidado com o álcool!

O médico explica que o álcool é um dos principais inimigos de quem quer emagrecer: “a maioria das bebidas alcoólicas é rica em carboidratos e calorias. Além disso, o álcool desidrata e interfere diretamente na queima de gordura”. Segundo o Dr. Danilo, o ideal é não beber. Mas caso decida tomar um drink, o ideal é intercalar um copo de bebida com um copo de água. “Isso reduz o impacto no dia seguinte e melhora o funcionamento do fígado, além de ajudar na sensação de saciedade”, orienta.

No dia seguinte: controle de danos

“Depois de uma noite de excessos, o indicado é retomar a sua dieta normalmente, beber bastante água e, se possível, praticar alguma atividade física”, afirma o médico. Dr. Danilo Almeida ressalta que a base da saúde é construída ao longo de todo o ano. “É a constância que faz diferença, não a ceia. O corpo responde ao conjunto do estilo de vida, não a um evento isolado. Quando o paciente entende isso, ele se liberta da culpa e passa a comer de forma mais leve e responsável”, finaliza.

 


  • Multiverso Comunicação – conteúdo
  • Foto/Destaque: Ceia de Natal  – Crédito: Freepik

 

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Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer

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Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco

Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.

O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.

Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.

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No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.

A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.

– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.

Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.

IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID

A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.

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Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.

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  • FONTE: PlenoNews.
  • Foto destaque: Reprodução / Internet

 

 

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