Saúde / Alimentação
Os alimentos anti-inflamatórios
SAÚDE
Por Valter Casarin – Coordenador Científicos da NPV*
A inflamação é uma reação natural do nosso corpo à infecção, lesão e dano tecidual. No entanto, quando se torna crônica ou persistente, pode ser a causa de muitos problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, diabetes ou até distúrbios digestivos. Diante dessa constatação, torna-se fundamental a adoção de um estilo de vida saudável e uma alimentação adequada para reduzir a inflamação e preservar nosso bem-estar. Nesse momento, a dieta anti-inflamatória pode ajudar, por intermédio de uma alimentação com o objetivo de minimizar a inflamação e aumentar as defesas naturais. Assim, você descobrirá os alimentos a privilegiar, aqueles que deve evitar e como integrar facilmente a estratégia alimentar no seu dia a dia para uma vida mais saudável e equilibrada.
A dieta anti-inflamatória é um plano alimentar que se concentra na ingestão de alimentos que ajudam a reduzir a inflamação no corpo. Essa abordagem dietética é baseada em pesquisas que mostram que certos alimentos podem ajudar a combater a inflamação, enquanto outros podem piorá-la. Sua finalidade é proteger o corpo, eliminando elementos nocivos e promovendo a cura.

Incorporar alimentos anti-inflamatórios em sua dieta pode trazer vários benefícios à saúde:
- Alimentos anti-inflamatórios ajudam a diminuir os marcadores de inflamação no corpo, o que pode diminuir os sintomas associados à inflamação crônica;
- A dieta anti-inflamatória pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de doenças relacionadas à inflamação, como doenças cardíacas, diabetes e certos tipos de câncer;
- Alimentos anti-inflamatórios podem ajudar a melhorar a saúde mental, reduzindo a inflamação no cérebro, o que pode ajudar a prevenir ou aliviar transtornos mentais, como depressão e ansiedade;
- Os alimentos ricos em nutrientes e muitas vezes com menos calorias que compõem uma dieta anti-inflamatória podem ajudar a manter um peso saudável e prevenir a obesidade, um fator de risco para muitas doenças inflamatórias.
Não existe um único alimento que seja o mais anti-inflamatório, mas vários alimentos têm propriedades anti-inflamatórias significativas. Alguns dos melhores alimentos anti-inflamatórios incluem:
- Vegetais folhosos verde-escuros: espinafre, brócolis, couve-flor e couve de Bruxelas;
- Frutas vermelhas: cerejas, mirtilos, framboesas, amoras e morangos;
- Peixes: salmão, sardinha, cavala e arenque;
- Castanhas: amêndoas, nozes e avelãs;
- Sementes: chia, linhaça, sementes de girassol;
- Especiarias e ervas: açafrão, gengibre, canela e tomilho;
- Leguminosas: feijão, lentilha e grão de bico;
- Frutas cítricas: laranjas, limões, toranjas;
- Tomate: rico em licopeno, um poderoso antioxidante.
Peixes gordurosos, como salmão, cavala, sardinha e arenque, são ricos em ácidos graxos ômega-3, que possuem importantes propriedades anti-inflamatórias. O ômega-3 ajuda a reduzir a produção de moléculas pró-inflamatórias e promove a resolução da inflamação. Recomenda-se consumir pelo menos duas porções de peixes oleosos por semana para se beneficiar de seus efeitos anti-inflamatórios.
Especiarias e ervas com propriedades anti-inflamatórias
Muitas especiarias e ervas são conhecidas por suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Incluir essas especiarias e ervas em sua dieta pode ajudar a reduzir a inflamação e melhorar sua saúde geral.
- Açafrão: contém curcumina, um poderoso composto anti-inflamatório;
- Gengibre: tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes e pode ajudar a reduzir a dor e a inflamação;
- Canela: tem propriedades anti-inflamatórias e pode ajudar a regular o açúcar no sangue;
- Tomilho: contém compostos que podem reduzir inflamações e infecções;
- Orégano: tem propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas;
- Manjericão: rico em antioxidantes e tem efeitos anti-inflamatórios.
Nozes, avelãs, amêndoas, pistache, sementes (chia, linhaça, girassol, sementes de abóbora) e óleos saudáveis (azeite extra virgem, óleo de colza, óleo de abacate) são ótimas fontes de gorduras insaturadas e antioxidantes, tornando-os benéficos para combater a inflamação. Esses alimentos podem ajudar a reduzir a inflamação e melhorar a saúde do coração.
Fibras e probióticos desempenham um papel fundamental no combate à inflamação. A fibra dietética, encontrada em frutas, vegetais, grãos integrais e legumes, ajuda a regular o açúcar no sangue, a diminuir o colesterol e a manter uma microbiota intestinal saudável. Uma microbiota saudável é essencial para reduzir a inflamação porque estimula a produção de moléculas inflamatórias e anti-inflamatórias no corpo.
Os probióticos, por outro lado, são bactérias benéficas que promovem a saúde intestinal e podem ajudar a reduzir a inflamação. Um bom exemplo de alimento rico em probióticos é o iogurte.
Essa frase dita por Hipócrates em 500 a.C. revela que uma alimentação saudável sempre foi motivo de atenção para os hábitos alimentares, principalmente nos dias atuais, onde o fast-food, o refrigerante e o açúcar são consumidos de forma desenfreada.

Vale lembrar que o estado nutricional e os componentes anti-inflamatórios dos alimentos dependem da disponibilidade de nutrientes no solo, assim, quando os nutrientes não estão presentes em quantidades suficientes, os fertilizantes (ou adubos) irão permitir o fornecimento dos nutrientes essenciais requeridos pelas plantas. Um solo saudável irá formar plantas saudáveis, que por sua vez irão gerar pessoas saudáveis.
Sobre a NPV
A NPV – Nutrientes para a Vida – nasceu com objetivo de melhorar a percepção da população urbana em relação às funções e os benefícios dos fertilizantes para a saúde humana. Braço da fundação norte-americana NFL – Nutrients For Life – no Brasil, a NPV trabalha baseada em informações científicas. A NPV tem sua sede no Brasil, é mantida pela ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) e operada pela Biomarketing. A iniciativa conta ainda com parceiros como: Esalq/USP, IAC, UFMT, UFLA e UFPR.
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*Fonte: NPV – Nutrientes para a Vida – Conteúdo
*Foto/Destaque: Reprodução
SAÚDE
Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer
Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco
Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.
O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.
Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.
Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.
No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.
A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.
– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.
Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.
IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID
A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.
Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.
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- FONTE: PlenoNews.
- Foto destaque: Reprodução / Internet
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