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PL expulsa prefeito de Santa Maria de Jetibá por trair compromissos políticos e partidários

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Presidente municipal do partido afirma que decisão foi tomada após uma série de desgastes

Já estava passando da hora de tudo isso acontecer. OPartido Liberal(PL) decidiu expulsar da legenda o prefeito de Santa Maria de Jetibá, Ronan Zocoloto, e o vice, Rafael Pimentel. O pedido foi protocolado junto à Justiça Eleitoral na segunda-feira (3) e foi provocado por uma série de desgastes entre os gestores e a sigla, conforme o presidente municipal do PL, Bruno Alves Louzada. O último foi faltar a convenção partidária no último sábado (1).Ronan e Rafael estavam filiados ao PL, quando ganharam as eleições para comandar a Prefeitura de Santa Maria de Jetibá em 2024. A vitória nas urnas contra Hans Dettmann veio por 63 votos de diferença.

Nova gestão executiva 2025-2028!, Damos as boas-vindas ao prefeito eleito  Ronan Zocoloto e ao vice-prefeito Rafael Pimentel, que assumem a gestão de  Santa Maria de Jetibá no período de 2025- 2028. Que ...

O presidente do PL em Santa Maria de Jetibá afirma que o partido é bolsonarista, mas, após serem eleitos, prefeito e vice teriam se distanciado da direita e se aproximado do governo estadual e de outros políticos tidos por Louzada como “de esquerda”.

Os desgastes entre a direção municipal do partido e o prefeito aumentaram após Ronan processar a vereadora Elisa Ramlow Soares (PL). Segundo Louzada, a ação foi movida por conta de uma denúncia feita pela parlamentar sobre a descoberta de um estoque de medicamentos vencidos armazenados no almoxarifado da prefeitura.

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“Ele está processando uma vereadora do próprio partido que o elegeu”, indignou-se o presidente do PL em Santa Maria de Jetibá.

Ausência em convenção do partido foi gota d’água

Nos últimos meses, a insatisfação do diretório municipal do PL com o prefeito foi aumentando por conta de algumas situações.

A primeira delas ocorreu em setembro do ano passado, quando Maguinha Malta, filha do presidente do partido Magno Malta, foi até o município durante a Festa do Morango. Na época, ela era cogitada para o Senado, e Ronan não a recebeu na cidade, segundo Louzada.

“Há 20 dias, o Magno Malta esteve na cidade e o prefeito não quis vincular a imagem dele ao senador e a Bolsonaro”, disse o presidente do PL em Santa Maria de Jetibá.

Os episódios teriam desagrado o presidente estadual do partido. O pedido de expulsão foi protocolado depois de prefeito e vice não comparecerem à convenção partidária que lançou a candidatura de Maguinha Malta ao Senado e dos candidatos nas chapas para deputado estadual e federal. O encontro ocorreu no último sábado (1), em Vila Velha.

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“Eles não estiveram na convenção e não justificaram. Isso foi a gota d’água. Eles não querem conversar conosco. A Executiva Estadual do partido fez o convite para a convenção”, afirmou Louzada.

 

A expulsão foi aprovada pela Executiva Estadual, presidida por Magno Malta. Em nota publicada nas redes sociais, o PL afirma que a decisão foi fundamentada na ocorrência de grave indisciplina partidária e no descumprimento de orientações e diretrizes da legenda.

A reportagem tentou contato com o prefeito e o vice-prefeito, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.

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  • Da Redação
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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Vereadores têm requerimentos rejeitados pelo plenário da Câmara de São Mateus

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São Mateus (ES) | Do Correspondente

A última sessão da Câmara Municipal de São Mateus foi marcada por um clima de tensão, provocado principalmente pelo pronunciamento do vereador Raphael Barboza (PDT). Da tribuna, o parlamentar afirmou ter recebido denúncias sobre supostas irregularidades no cemitério público localizado no bairro Aviação.

Segundo Barboza, o cemitério enfrenta problemas de superlotação e abandono. Ele afirmou que não há mais espaço para novos sepultamentos e que corpos estariam sendo enterrados em túmulos já ocupados.

“Um corpo é sepultado sobre outros”, declarou o vereador. “Existem ossos espalhados pelo cemitério”, acrescentou, afirmando que as denúncias partiram de pessoas que procuraram seu gabinete.

Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a publicação feita pela Prefeitura informando a destinação de R$ 35 milhões para manutenção dos cemitérios e construção de capelas mortuárias, recursos que fariam parte de um financiamento de R$ 100 milhões. No entanto, o próprio vereador apresentou a nota oficial do Executivo esclarecendo que houve um erro na divulgação e que os R$ 35 milhões seriam destinados a outras áreas, e não exclusivamente aos cemitérios municipais.

Mesmo diante da retificação, Barboza criticou o esclarecimento da Prefeitura. “Essa é uma nota fajuta”, afirmou.

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Debate acalorado

O momento de maior tensão ocorreu quando Raphael Barboza afirmou que seus colegas não estariam exercendo adequadamente a função fiscalizadora do Legislativo.

A vereadora Isamara da Farmácia (União Brasil) rebateu as declarações, afirmando que os vereadores exercem, sim, o papel de fiscalização e que, sempre que surgem dúvidas, procuram o prefeito para solicitar esclarecimentos e acompanhar as demandas da administração municipal.

O vereador Branco da Penal (PL) também contestou o colega. Durante sua manifestação, exibiu um relatório com mais de 500 páginas, resultado de um requerimento por meio do qual solicitou à Prefeitura informações sobre doações de áreas públicas realizadas na gestão anterior.

“O senhor fez parte da administração passada”, afirmou Branco.

Raphael Barboza respondeu que, à época, não exercia mandato de vereador, razão pela qual não teria atuado para impedir eventuais irregularidades.

O vereador Wan Borges (PSB) também criticou Barboza, lembrando que ele ocupou o cargo de subsecretário durante a gestão do ex-prefeito Daniel Santana e, segundo afirmou, não tomou providências em relação aos problemas que agora aponta.

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Requerimento rejeitado

Raphael Barboza teve um requerimento rejeitado pela maioria dos vereadores. Apenas a vereadora Professora Valdirene (PT) votou favoravelmente à proposta.

No documento, o parlamentar solicitava que fossem destinados recursos para a manutenção do cemitério municipal, argumentando que, após a correção feita pela Prefeitura sobre a aplicação dos R$ 35 milhões, não havia previsão de investimentos específicos para essa finalidade.

Quanto ao empréstimo de R$ 100 milhões, o vereador Branco da Penal afirmou que não foi feito.

Outra rejeição

A vereadora Professora Valdirene também teve um requerimento rejeitado pelo plenário. Ela solicitava informações sobre a origem dos recursos utilizados para remunerar os militares que atuam nas escolas cívico-militares de São Mateus.

O vereador Branco da Penal informou que parte dos recursos de uma de suas emendas impositivas foi destinada a essa finalidade e pediu aos colegas que votassem pela rejeição do requerimento, entendimento que prevaleceu.

Apenas Raphael Barboza e a própria autora da proposta votaram favoravelmente ao requerimento.

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  • Foto destaque: Reprodução / Câmara de São Mateus

 

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