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Lula deve vetar PL da Dosimetria integralmente

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Política Nacional

Objetivo do governo é que o substitutivo que veio da Câmara seja sepultado ainda na CCJ do Senado. Mas, caso o Palácio do Planalto não consiga evitar a aprovação, presidente avisou que vai desqualificar totalmente o texto

Por Fernanda Strickland* – Brasília / DF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a aliados que deverá vetar todos os dispositivos do projeto de lei (PL) da dosimetria que possam resultar em redução direta da pena de Jair Bolsonaro. Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente poderá ter sua pena diminuída caso o texto aprovado pela Câmara seja mantido.

O PL foi aprovado por 291 x 148, na terça-feira e está no Senado. Embora a votação dos senadores não tenha ocorrido, Lula foi informado de que a tendência é de aprovação. Em reunião na quarta-feira com os senadores Jaques Wagner (BA, líder do PT na Casa), Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM), o presidente ouviu relatos sobre a dificuldade de segurar o avanço da proposta.

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O relator no Senado, Esperidião Amin (PP-SC), é opositor ao governo, reforçando o prognóstico de derrota do Planalto. Segundo aliados, além da mobilização da oposição, a possibilidade de aprovação também tem um caráter de recado institucional do Congresso. Por conta do embate com o Supremo Tribunal Federal (STF), o Parlamento buscam manter sob seu controle temas que consideram de competência legislativa.

Benefício “inadmissível”

Segundo fontes ligadas ao governo, Lula tem reiterado que considera “inadmissível” qualquer alteração legal que possa reduzir a pena de Bolsonaro “de cima para baixo”. A interlocutores, garantiu que não permitirá que nenhum trecho com esse efeito seja sancionado. O líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP), adiantou que caso o texto seja aprovado pelos senadores, Lula vai vetá-lo. Ele destacou que o objetivo do governo é derrotar o texto ainda na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por analisar o projeto que veio da Câmara.

O projeto não prevê anistia para os condenados pela tentativa de golpe de Estado depois do segundo turno da eleição de 2022, mas estabelece reduções de pena dependendo da natureza da condenação.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • *Foto/Destaque: Crédito – Gladyston Rodrigues/EM
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Política Nacional

Gilmar Mendes mantém suspensa eleição da Câmara de Vitória

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Eleição estava marcada para agosto, mas ministro seguiu liminar do STF de que só pode ser realizada a partir de outubro; julgamento segue

Por Enzo Bicalho Assis* | Vitória (ES)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu por manter suspensa a eleição para a presidência da Câmara Municipal de Vitória para o biênio 2027-2028, que estava marcada para ocorrer entre os dias 1º e 15 de agosto.

Em março, o ministro já tinha decidido pela suspensão, por entender que um artigo do Regimento Interno é inconstitucional. O processo foi iniciado no STF após um pedido da própria Câmara para que a eleição ocorresse somente a partir de outubro.

Gilmar Mendes decidiu com base em entendimentos firmados pela Suprema Corte, que determinaram que a eleição da Mesa Diretora das Casas Legislativas deve ocorrer a partir do mês de outubro do ano anterior ao início do respectivo mandato.

O período estipulado pelo STF tem relação com o período de campanha eleitoral, que iria coincidir com a eleição da Câmara.

Depois da primeira decisão do ministro, um grupo de quatro vereadores recorreu e o processo evoluiu para análise da 2ª Turma. O julgamento virtual foi iniciado na última sexta-feira (05) e seguirá até o dia 15. Restam os votos de Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça.

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A Câmara de Vereadores de Vitória disse por meio de nota que o voto do relator reforça a posição da Casa.

A CMV considera que o voto do relator reforça a consistência da posição jurídica adotada por esta Casa quanto à eleição da Mesa Diretora e confirma que a atuação do Legislativo Municipal está pautada pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às decisões judiciais.

Câmara de Vitória, em nota

A reportagem entrou em contato com o grupo de quatro vereadores: Dalto Neves (SDD), Karla Coser (PT), Pedro Trés (PSB), Camillo Neves (PP). Pedro Trés não quis se manifestar e Dalto Neves preferiu aguardar o julgamento terminar.

A reportagem procurou Karla Coser, mas ela ainda não deu retorno sobe o seu posicionamento.

O gabinete de Camillo Neves também foi procurado, mas não houve retorno.

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  • Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Antônio Augusto / STF
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