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Investigações em Curso

PF investiga fraude milionária contra a Caixa em Linhares

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POLÌCIA

Investigação aponta que empresa utilizava duplicatas sem comprovação comercial para obter crédito bancário

Por Maria Clara Leitão*

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a Operação Lastro, com o objetivo de investigar uma suposta fraude bancária contra a Caixa Econômica Federal em Linhares. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no município no Norte do Estado.

Segundo a investigação, uma empresa utilizaria o sistema de desconto de duplicatas da instituição financeira para obter crédito bancário por meio da emissão de títulos sem comprovação de relação comercial legítima.

Os documentos eram vinculados a supostos compradores que, posteriormente, negaram qualquer negociação com a empresa investigada.

Como o esquema funcionava?

As apurações apontam que o esquema teria começado com operações dentro do limite de crédito disponibilizado regularmente pelo banco, o que teria dado aparência de legalidade às movimentações financeiras. Em seguida, passaram a ser emitidas duplicatas sem circulação mercantil ou prestação de serviços correspondente.

Ainda conforme a investigação, os títulos eram descontados por meio do internet banking empresarial, com os valores sendo creditados diretamente na conta da empresa.

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Os boletos de cobrança não eram encaminhados aos supostos sacados, circunstância que teria retardado a identificação da fraude.

Fraude foi descoberta após cobranças

O caso começou a ser descoberto após empresas procurarem a Caixa Econômica Federal relatando cobranças relacionadas a títulos que afirmavam desconhecer.

Durante as investigações, a PF realizou oitivas, análises documentais e exames telemáticos.

Análises documentais e exames telemáticos permitiram identificar dispositivos eletrônicos utilizados nos acessos bancários vinculados às operações investigadas, além de indícios relacionados à atuação dos investigados na rotina comercial, documental e financeira da empresa.

Os investigados poderão responder pelo crime de duplicata simulada, previsto no artigo 172 do Código Penal, cuja pena varia de dois a quatro anos de detenção, além de multa.

O que diz a Caixa

A Caixa informou, por meio de nota, que colabora com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que combatem fraudes e golpes. Tais informações são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente à Polícia Federal e demais órgãos competentes, para análise e investigação.

O banco ressalta que monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos.

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A Caixa informou que possui estratégia, políticas e procedimentos de segurança para a proteção dos dados e operações de seus clientes e dispõe de tecnologias e equipes especializadas para garantir segurança aos seus processos e canais de atendimento.


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POLÌCIA

Ex-PM preso por matar músico em Jardim Camburi vai a júri popular

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Lucas Torrezani de Oliveira é acusado de matar o músico Guilherme Rocha após uma discussão causada por som alto

Por Maria Clara Leitão* | Vitória – ES

O ex-soldado da Polícia Militar, Lucas Torrezani de Oliveira, apontado pela polícia como autor do disparo que matou o músico Guilherme Rocha, vai a júri popular na próxima quarta-feira (27), na Comarca de Vitória. A informação foi divulgada pela defesa do ex-militar.

O crime aconteceu na madrugada do dia 17 de abril de 2023, em um condomínio no bairro Jardim Camburi, em Vitória. Segundo as investigações, a confusão teria começado após uma discussão motivada por som alto no local.

Por meio de uma nota encaminhada à imprensa, a defesa afirmou que a motivação atribuída ao acusado 

Segundo os advogados, o caso teve ampla repercussão e versões divulgadas apontaram uma suposta motivação atribuída ao acusado “não corresponde à integralidade dos fatos apurados ao longo da instrução criminal”. No entanto, a defesa afirma que todas as circunstâncias do ocorrido serão esclarecidas e debatidas durante o julgamento no Tribunal do Júri.

Ainda na nota, a defesa destaca que Lucas Torrezani de Oliveira é policial militar de carreira e que possui “conduta exemplar”, sem antecedentes criminais ou histórico de envolvimento com a criminalidade.

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Os advogados afirmam ainda que o episódio teria sido um fato isolado na vida do acusado e reforçam a tese de que ele agiu em legítima defesa, argumento que será sustentado durante o julgamento.

“Será demonstrado, de forma técnica e responsável, que o Sr. Lucas agiu em contexto de legítima defesa, conforme sustentado pela defesa e amparado pelos elementos constantes dos autos”, argumenta a defesa de Lucas Torrezani de Oliveira.

Família da vítima marca manifestação por justiça

A família de Guilherme Rocha marcou um ato pedindo justiça às 19h30 desta terça-feira (19), na praça pública de Jardim Camburi, em Vitória.

Durante o encontro, será realizada uma homenagem em forma de música ao músico. Nas redes sociais, familiares convocaram a população para o ato com a mensagem: Vamos fazer barulho por justiça. Sua música continua e sua voz também”.

Vítima foi morta após reclamar de som alto 

Na época do crime, foi descoberto que a vítima foi morta após reclamar com o vizinho sobre o som alto. Segundo o processo, Guilherme Rocha chegou a conversar com o então PM para encerrar uma festa no hall do prédio.

Por volta das 2 horas, o músico novamente pediu para que o tom das conversas diminuísse, porque a família não conseguia dormir, mas não foi atendido.

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O processo relata que, às 3 horas, a vítima saiu do apartamento pedindo que as pessoas deixassem o local. Foi nesse momento que o policial militar sacou a arma de fogo e intimidou o músico dizendo: “Eu sou PM, o que você vai fazer?.

O denunciado Lucas, com a arma de fogo em punho na mão direita e uma bebida alcoólica na mão esquerda, se aproximou da vítima e projetou o cano da arma por duas vezes em direção ao tórax dela, e em seguida bateu o cano da arma no rosto de Guilherme, diz um trecho do documento.

Vídeo mostra PM atirando em músico

O crime foi registrado por câmeras de segurança do condomínio. Nas imagens, é possível ver o momento em que Guilherme entra no hall do prédio onde morava. Lucas e um amigo faziam uma festa no local.

No vídeo, a vítima e o policial aparecem discutindo e, logo depois, começam a se empurrar. O então PM pega a arma e atira em Guilherme, que se escora em uma parede e cai. Após atirar no músico, o policial ainda aparece bebendo.

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