Caso de Polícia
Prefeitura de São Mateus é alvo de operação da Polícia Federal
POLÌCIA
São Mateus / ES
Para o morador de São Mateus, uma operação de qualquer polícia na Prefeitura é algo normal, haja visto que a atual administração do município é motivo de denúncias de corrupção, uso indevido de recursos dentre outras mirabolantes falcatruas. Desta vez a Polícia Federal vez mais uma vez uma visita à Prefeitura na Operação Morada Ilusória, cumprindo mandados de busca e apreensão, tendo como alvo principal o secretário de Obras, Albino Enézio dos Santos. Recai sobre ele a suspeição de direcionar contratos de licitação para construção de unidades habitacionais no município. Sua casa e seu gabinete foram alvos da operação que ainda teve que cumprir oito mandados de busca e apreensão. De acordo com informações da PF, uma pessoa foi presa.

Existe a suspeita de que um apartamento serviu de pagamento recebido pelo filho do secretário Albino, como propina pela contratação e favorecimento de uma empresa para que tivesse a concessão do contrato junto a municipalidade.
Além do filho, uma servidora pública também teria supostamente, recebido um imóvel em Vitória como forma de pagamento. As investigações teriam apontado que não havia compatibilidade financeira entre o comprador e o valor do imóvel.
A operação foi autorizada pela 3ª Vara Criminal de São Mateus e decorre de investigação de possível desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e peculato. A investigação teve início após denúncia feita à Polícia Federal de suposto enriquecimento ilícito de servidores públicos a partir da Secretaria de Obras.
Durante a operação, um empresário alvo dos mandados de busca foi preso, autuado por receptação, por estar de posse de uma arma com restrição de furto.
O que diz à Prefeitura
A Prefeitura respondeu aos questionamentos da imprensa através de duas notas oficiais.
“A Prefeitura de São Mateus, em nota, informa que, neste momento, não tem nada a declarar, considerando que não recebeu qualquer intimação acerca da alegada investigação”.
Logo depois emitiu a segunda nota:
“A Prefeitura de São Mateus informa que, atualmente, não possui informações oficiais, uma vez que ainda não recebeu qualquer notificação formal referente à suposta investigação mencionada. Até o momento, todas as informações chegaram ao nosso conhecimento exclusivamente por meio da mídia.
“Diante dos fatos relatados e das informações veiculadas pela imprensa, a Prefeitura decidiu instaurar um processo administrativo com o objetivo de apurar os fatos de forma minuciosa. Este processo visa assegurar a transparência e a responsabilidade na administração pública. Reafirmando nosso compromisso com a transparência e a integridade”.

A atual administração, tendo à frente o prefeito Daniel Santana (sem partido) já havia sido alvo de operação da Polícia Federal (Operação Minucius – foto) que o levou à cadeia. Mas, o prefeito conseguiu retornar ao cargo por decisão da justiça. Ele está no seu segundo mandato que finda em 31 de dezembro deste ano.
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- Da Redação / Com informações do correspondente
- Foto: Reprodução / Redes Sociais
POLÌCIA
Polícia Federal investiga desvio de recursos públicos no ES e na BA
Operação Nêmesis 15 cumpre mandados de busca e apreensão; esquema envolvia direcionamento de licitações e lavagem de dinheiro. Daniel da Açaí foi prefeito de São Mateus entre 2017 e 2024 e seria um dos envolvidos em esquema de fraudes em licitação
São Mateus – ES
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9/4), a Operação Nêmesis, para desarticular um esquema de corrupção e de desvio de recursos em contratos da administração municipal.
Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Mateus/ES, de Linhares/ES, de Valença/BA e de Teixeira de Freitas/BA. A Justiça também determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de até R$ 1,2 milhão nas contas dos 15 investigados. Os mandados foram expedidos pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo.

A investigação aponta que o grupo utilizava irregularmente atas de registro de preços de outros órgãos para burlar licitações. Com a atuação coordenada entre agentes públicos e empresários, havia o direcionamento de contratações e o superfaturamento de serviços para o posterior pagamento de propina.
Durante as diligências de hoje, os policiais apreenderam, aproximadamente, R$ 2 milhões em cheques, R$ 86 mil em espécie e três veículos. Para dissimular a origem ilícita dos valores e as movimentações financeiras atípicas, o grupo utilizava pessoas interpostas e empresas de fachada.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de fraude em licitação, de corrupção ativa e passiva e de lavagem de capitais.
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- Polícia Federal / Comunicação Social ES – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – PF / Comunicação
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