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Descoberta quadrilha que vendia áreas públicas da Prefeitura de São Mateus

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POLÌCIA

Por Paulo Borges*

Parece uma sina que já dura sete anos e meio. Tudo de ruim vem acontecendo com o município de São Mateus. Como se não bastasse a corrupção e roubalheira descobertas pelas ações da Polícia Federal, que levaram à prisão do mandatário do município e alguns colaboradores, agora foi descoberta uma quadrilha que vem atuando na venda de áreas públicas da municipalidade. Não temos informações se existem pessoas ligadas a Prefeitura e a esses atos ilícitos e – de acordo com a denúncia e investigações – essa ação criminosa remonta a 2017.

A denúncia chegou ao Legislativo que, segundo seu presidente, vereador Paulo Fundão (União Brasil), tem documentos com os nomes de alguns envolvidos e que comprovam as denúncias. Outros nomes podem aparecer para engordarem a lista de criminosos.

O Pauta1 teve acesso aos primeiros nomes que constam das investigações, mas não divulgamos para não atrapalhar as ações dos órgãos envolvidos nas investidas contra os criminosos.

Foi apresentado um requerimento ao plenário para que houvesse o acesso a documentos junto à Prefeitura, mas vereadores da base que apoia o prefeito, o rejeitou. No entanto, o presidente, autor do referido requerimento, disse que apesar da rejeição, as documentações estão chegando e as investigações continuam.

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Sobre essa questão de venda do patrimônio público, a Prefeitura de São Mateus já vendeu inúmeros equipamentos e houve denúncias com fotos, de maquinários seminovos que tiveram peças retiradas, inclusive motores que, após a realização de licitações que favoreciam e eram direcionadas para pessoas do convívio próximo do Executivo, venciam e recolocavam as peças “desaparecidas” nas máquinas e veículos.

Mas, não investigar, não fiscalizar, não denunciar e não punir é omissão ou conivência. A Câmara de Vereadores tem feito o seu papel, apesar dos seis vereadores da base de sustentação do Executivo, blindarem a administração dos casos ilícitos.

Nas abordagens feitas pela reportagem, as pessoas são unânimes no desejo do fim do atual governo municipal e que seus membros envolvidos nas irregularidades sejam presos.

“A gente sabe que existe, no papel, a justiça, mas na prática está deixando bandido solto”, disse um dos cidadãos ouvidos pela reportagem do P1. “O Ministério Público também deveria ser mais atuante em São Mateus”, completou o cidadão, que não quis ter seu nome divulgado por motivos óbvios.

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* Colaboração correspondente / Jornal do Norte

* Foto: Reprodução – Redes Sociais

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Polícia Federal investiga desvio de recursos públicos no ES e na BA

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Operação Nêmesis 15 cumpre mandados de busca e apreensão; esquema envolvia direcionamento de licitações e lavagem de dinheiro. Daniel da Açaí foi prefeito de São Mateus entre 2017 e 2024 e seria um dos envolvidos em esquema de fraudes em licitação

São Mateus – ES

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9/4), a Operação Nêmesis, para desarticular um esquema de corrupção e de desvio de recursos em contratos da administração municipal. 

Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Mateus/ES, de Linhares/ES, de Valença/BA e de Teixeira de Freitas/BA. A Justiça também determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de até R$ 1,2 milhão nas contas dos 15 investigados. Os mandados foram expedidos pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo.

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A investigação aponta que o grupo utilizava irregularmente atas de registro de preços de outros órgãos para burlar licitações. Com a atuação coordenada entre agentes públicos e empresários, havia o direcionamento de contratações e o superfaturamento de serviços para o posterior pagamento de propina.

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Durante as diligências de hoje, os policiais apreenderam, aproximadamente, R$ 2 milhões em cheques, R$ 86 mil em espécie e três veículos. Para dissimular a origem ilícita dos valores e as movimentações financeiras atípicas, o grupo utilizava pessoas interpostas e empresas de fachada.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de fraude em licitação, de corrupção ativa e passiva e de lavagem de capitais.

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  • Polícia Federal / Comunicação Social ES – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – PF / Comunicação

 

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