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Denúncia

PGR denuncia Romeu Zema ao STJ por calúnia contra Gilmar Mendes

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BRASIL

Segundo a PGR, vídeos publicados por Zema atribuíram falsamente crime de corrupção passiva ao ministro do STF

Por Nathallie Lopes* | Brasília – DF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta sexta-feira (15/5) o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A denúncia foi apresentada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. 

Segundo a peça enviada ao STJ, Zema publicou, em 1º de março deste ano, vídeos em seus perfis no Instagram e no X com críticas ao STF e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, retratados como fantoches em uma encenação relacionada ao caso Master.

Na denúncia, a PGR afirma que o conteúdo “atribui ao Ministro Gilmar Mendes conduta criminosa determinada” e sustenta que o vídeo associa o magistrado à prática de corrupção passiva ao sugerir favorecimento indevido ao ministro Dias Toffoli em troca de vantagens pessoais. 

Para Gonet, Zema “não se limitou a formular crítica institucional, paródia política ou inconformismo com decisão judicial”. O procurador-geral argumenta que o ex-governador imputou falsamente a Gilmar Mendes a prática de crime previsto no Código Penal. 

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A denúncia também aponta que as publicações tiveram ampla repercussão nas redes sociais, com cerca de 487 mil visualizações no X e 2,8 milhões no Instagram até a apresentação da ação. 

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Zema pelo crime de calúnia majorada, com agravantes por o alvo ser funcionário público em razão de suas funções, pessoa com mais de 60 anos e pela divulgação em redes sociais. A PGR também pediu a fixação de indenização mínima equivalente a 100 salários mínimos por danos morais. 

Zema comentou a denúncia. “Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Não vou recuar um milímetro”, afirmou.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Andressa Anholete / Agência Senado
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BRASIL

Gilmar pede vista, mas STF já tem maioria para afastar Andrei Rodrigues da PF

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O decano suspendeu o julgamento após a convocação pelo ministro André Mendonça de uma sessão virtual extraordinária nesta terça-feira (8/9)

Por Alícia Bernardes* | Brasília (DF)

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8/9) para manter o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal, mas a decisão foi adiada pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu vista e suspendeu o julgamento. A sessão extraordinária foi convocada pelo ministro André Mendonça para analisar a medida cautelar que retirou Rodrigues e o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa, das funções.

No momento do pedido feito pelo decano, a Corte já tinha maioria pelo afastamento do diretor-geral. O afastamento foi determinado por Mendonça hoje cedo diante de suspeitas relacionadas à produção e ao compartilhamento de relatórios de inteligência sobre integrantes do Judiciário, da advocacia pública e da própria Polícia Federal.

O ministro também determinou que a Corregedoria da corporação abra investigações para apurar quem ordenou a elaboração dos documentos, quem participou da produção, quando os relatórios foram feitos e se existem outros materiais semelhantes.

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Para Mendonça, a permanência dos integrantes da cúpula da PF nos cargos poderia representar risco às investigações, considerando o acesso que possuem a sistemas, informações e estruturas da corporação. A medida tem caráter preventivo e busca evitar eventual interferência nas apurações criminais e administrativas em andamento.

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  • Matéria do Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
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