VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Deu Azar

Bruno Henrique, do Flamengo, é suspenso por 12 jogos por beneficiar apostadores

Publicados

GERAL

Atacante foi julgado pelo cartão amarelo que recebeu contra o Santos, em novembro de 2023

Rio de Janeiro / RJ

Em sessão que durou mais de oito horas nesta quinta-feira (4), a Primeira Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou Bruno Henrique como culpado da acusação de beneficiar apostadores, entre eles o irmão e a cunhada. O atacante do Flamengo, denunciado pelo cartão amarelo recebido contra o Santos, em novembro de 2023, escapou de uma punição mais longa, mas foi suspenso por 12 partidas e recebeu multa de R$ 60 mil.

O jogador foi denunciado em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). No 243 parágrafo 1º (atuar deliberadamente, de modo prejudicial à equipe que defende, com agravante de promessa de vantagem indevida), que poderia lhe render uma pena de 365 a 720 dias, foi absolvido de forma unânime.

Já no 243-A (Atuar, de forma contrária à ética desportiva), foi considerado culpado por ter beneficiado os apostadores com informações. O resultado da votação foi de 4 a 1.

O Flamengo já informou que entrará com recurso, já que o julgamento se deu em primeira instância. O clube tentará um efeito suspensivo para que Bruno Henrique possa entrar em campo até o novo julgamento.

Por lei, a partir de dois jogos de suspensão, o efeito suspensivo é garantido. Porém, a gravidade do caso pode motivar uma decisão contrária, algo que o Flamengo não acredita.

O que disse Bruno Henrique

Bruno Henrique, que participou de maneira virtual do julgamento, não deu depoimento, mas fez uma rápida declaração antes do resultado.

“Eu gostaria de reafirmar a minha inocência e dizer que confio na justiça desportiva. Jamais cometi as infrações que estou sendo acusado. Meus advogados estão aí, falaram por mim durante a defesa do processo. Faço questão de mostrar o meu respeito e a minha confiança nesse Tribunal, e desejo um excelente julgamento a todos. E que tudo transcorra de forma leve e justa”, disse.

Outros denunciados

Além de Bruno Henrique, também foram julgados o irmão do jogador Wagner Nunes Pinto Júnior e outros três acusados de terem se beneficiado pela aposta no cartão: Claudinei Mosquete Bassan, Andryl Sales Nascimento e Douglas Ribeiro Barcelos. Todos são jogadores de futebol amador.

O irmão de Bruno Henrique recebeu os mesmos 12 jogos de suspensão do jogador, enquanto Claudinei foi punido com sete partidas e Andryl e Douglas pegaram um gancho de seis jogos. Todos foram condenados no artigo 243-A, o mesmo de Bruno Henrique, e sem aplicação de multa.

Como foi o julgamento no STJD

Em uma sessão que durou mais de 6h, a Procuradoria do STJD apresentou uma nova prova no processo contra Bruno Henrique: o vídeo em que o apostador Douglas Ribeiro Pina Barcelos afirma que soube com antecedência que o atacante receberia o cartão amarelo contra o Santos.

Leia Também:  Corpo é encontrado boiando na Baía de Vitória

O procurador, Caio Porto Ferreira, pediu a condenação de Bruno Henrique e dos outros quatro acusados. E o relator Alcino Guedes citou, no relatório do caso, as conversas entre Bruno Henrique e Wander num aplicativo de troca de mensagens, a principal prova contra o jogador. 

Já a defesa do Flamengo, representada pelo advogado Michel Assef Filho, enviou uma declaração afirmando que “não houve prejuízo esportivo” com o cartão recebido por Bruno Henrique. O objetivo era descaracterizar a acusação no artigo 243 parágrafo 1º. E também apresentou um vídeo de Zé Rafael, do Palmeiras, recebendo propositalmente um cartão amarelo.

Na argumentação, o profissional reforçou que é “estratégia normal dos clubes de receber terceiro cartão amarelo” para forçar uma suspensão e que não houve informação privilegiada ao irmão. “Qualquer conhecedor mediano de futebol saberia que Bruno Henrique ia forçar o cartão naquele jogo”, disse.

“O ponto que redime qualquer espécie de suspeita sobre Bruno, ele simplesmente repreende o irmão quando ele sugere que deveria receber informação privilegiada. Ele diz: ‘Tá de brincadeira, né, v…?’ Quando o Bruno percebe que não é brincadeira, ele dá uma bronca no irmão”, argumentou o advogado do jogador, Alexandre Vitorino. 

Foram ouvidos como testemunhas o delegado da PF, Daniel Cola, responsável por operação contra a manipulação de jogos, e o representante da KTO, Pedro Lacaz. 

Pedido de prescrição e anulação foi rejeitado

Antes da análise do mérito do caso, as defesas de Flamengo, Bruno Henrique, Claudinei e Douglas pediram a prescrição do caso, o que anularia o julgamento. Entretanto, o pedido foi rejeitado em uma votação apertada, por 3 votos a 2.

Todas as defesas argumentaram que o prazo para a denúncia, de 60 diasjá havia acabado em todas as possibilidades de contagem. Seja pelo dia do jogo, em novembro de 2023, pela notícia de infração comunicada pela CBF, em agosto de 2024, (quando processo foi arquivado por falta de provas à época) ou quando o inquérito foi aberto, em maio de 2025.

Já a Procuradoria do STJD defendeu que houve novas provas enviadas pelo MP do Distrito Federal, que mudaram o processo e, por isso, a contagem deveria ser a partir desse momento. O argumento foi aceito pelo relator, que votou contra o pedido das defesas, ao afirmar que o prazo só poderia ser considerado a partir do momento do compartilhamento das provas do inquérito policial. Pelas contas dele, passaram-se 58 dias.

Leia Também:  Governador Casagrande recebe o jogador capixaba Richarlison que divulgou seus projetos sociais

O voto foi seguido pelos auditores William Figueiredo e Carolina Ramos, enquanto Guilherme Martorelli e o presidente da comissão, Marcelo Rocha, votaram a favor da prescrição, por considerarem que a conta deveria ser a partir da abertura do inquérito, em maio.

Sentença final

Após todas as considerações, o pleno do STJD partiu para a decisão final. Os votos se deram da seguinte forma:

Auditor e relator Alcino Guedes:

– Absolveu na denúncia do artigo 243

– Condenou na denúncia do artigo 243A: pena mínima de 12 partidas e multa de R$ 60 mil

Auditor Guilherme Martorelli:

– Absolveu na denúncia do artigo 243

– Absolveu na denúncia do artigo 243A

– Condenou na denúncia do artigo 191 combinado com artigo 65: multa de R$ 100 mil

Auditor William Figueiredo:

– Absolveu na denúncia do artigo 243

– Condenou na denúncia do artigo 243A: pena mínima de 12 partidas e multa de R$ 60 mil

Auditora Carolina Ramos:

– Absolveu na denúncia do artigo 243

– Condenou na denúncia do artigo 243A: pena mínima de 12 partidas e multa de R$ 60 mil

Presidente Marcelo Rocha:

– Absolveu na denúncia do artigo 243

– Condenou na denúncia do artigo 243A: pena mínima de 12 partidas e multa de R$ 60 mil

Atacante do Flamengo também é alvo da Justiça

Bruno Henrique

O jogador do Flamengo tornou-se alvo de inquérito da Procuradoria do STJD após relatórios de monitoramento do mercado de apostas indicarem movimentação incomum para o cartão amarelo que ele recebeu nos acréscimos do jogo contra o Santos, pelo Brasileirão de 2023.

Bruno Henrique também virou réu na Justiça Comum, com base nas investigações realizadas pela Polícia Federal. Ele será julgado no Distrito Federal pelo artigo 200 da Lei Geral do Esporte, com pena prevista de dois a seis anos de prisão, caso seja considerado culpado.

O atacante foi denunciado pelo Ministério Público do DF junto ao irmão e outras sete pessoas. As investigações apontaram que, em uma conversa com Wander, o atacante do Flamengo contou que iria receber o terceiro cartão amarelo, para cumprir suspensão na partida seguinte. O irmão foi um dos beneficiados e ainda avisou a amigos para também apostarem, segundo a denúncia.

O aumento nas apostas de cartão amarelo para Bruno Henrique chamou a atenção das casas de apostas, que acionaram a Polícia Federal. A apuração teve início em agosto de 2024.

________________________________________

* Informações de O Dia – Conteúdo

* Foto/Destaque: Crédito – Gilvan de Souza / Flamengo

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

Ídolo do Vasco, Geovani morre aos 62 anos

Publicados

em

‘Pequeno Príncipe’ também teve passagem marcante pela seleção brasileira

Ídolo do Vasco, Geovani Silva, o “Pequeno Príncipe”, faleceu nesta segunda-feira (18), aos 62 anos. Em comunicado publicado nas redes sociais do ex-jogador, a família informou que ele passou mal de forma repentina na madrugada e foi socorrido imediatamente ao hospital, mas não resistiu.

“Estamos todos muito abalados e tristes com essa partida tão inesperada. Que Deus possa confortar o coração de todos os familiares, amigos e daqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele”, aponta o texto.

O antigo meio-campista já havia sido hospitalizado por problemas cardíacos em 2022. No ano passado, foi internado por desidratação causada por inflamação e infecção no intestino. Antes, em 2025, venceu um câncer na coluna vertebral.

O culto de despedida deve ser feito nesta terça-feira (19), seguido do sepultamento no Parque da Paz, em Vila Velha, Espírito Santo.

Passagem vitoriosa no Vasco

Geovani Silva conquistou cinco títulos cariocas e um Campeonato Brasileiro pelo Vasco - Divulgação / Instagram

Geovani Silva conquistou cinco títulos cariocas e um Campeonato Brasileiro pelo Vasco | Foto: Divulgação / Instagram

Geovani Silva, nascido em 6 de abril de 1964, teve três passagens pelo Cruz-Maltino: entre 1982 e 1989; entre 1991 e 1993; e em 1995. Por lá, jogou ao lado de Romário e Roberto Dinamite, disputou 408 partidas e marcou 50 gols.

Leia Também:  STF manda prender o deputado estadual Capitão Assunção

No Vasco, o ‘Pequeno Príncipe’ tornou-se ídolo graças ao talento que apresentava no meio de campo, os passes e as cobranças de falta. Ao todo, ele conquistou cinco títulos do Carioca (1982, 1987, 1988, 1992 e 1993) e o Brasileirão de 1989.

Geovani Silva em ação pelo Vasco - Divulgação / Instagram

Campeão pela seleção brasileira

Ele também vestiu a camisa da seleção brasileira por 23 partidas, marcando cinco gols, e conquistou a Copa América de 1986. Ele também conquistou a medalha de prata na Olimpíada de Seul-1988, a primeira do futebol brasileiro, e, as categorias de base, foi campeão, artilheiro e eleito o melhor jogador do Mundial Sub-20, em 1983.

Foi depois deste título mundial que ele recebeu o apelido de ‘Pequeno Príncipe’, como contou ao Museu da Pelada: 

“Vem da vascaína Dulce Rosalina, falecida em 2004, que foi presidente da Torcida Organizada Vascaíno (TOV) e da Pequenos Vascaínos, que ao me ver desembarcar no aeroporto do Rio, lotado de torcedores e da imprensa que aguardavam os campeões mundiais de 83, ela me abraçou, me parabenizou pelos meus seis gols marcados na competição e por ter sido escolhido o melhor jogador. A Dulce, na euforia, me chamou de ‘Meu Pequeno Príncipe’, na frente de todo mundo. Eu sorri, agradeci o carinho, abracei a causa e gostei, pois pequeno eu sei que sou, agora príncipe foi ela que me intitulou”.

Geovani Silva vestiu a camisa da seleção brasileira por 23 partidas - Divulgação / Instagram

Outros clubes de Geovani

Antes de chegar ao Vasco, Geovani, teve estreia precoce no futebol profissional, aos 16 anos, na Desportiva Ferroviária, do Espírito Santo. E na reta final da carreira, após última passagem pelo Cruz-Maltino, passou por XV de Jaú e ABC, antes de retornar ao seu estado natal para atuar por Serra, Linhares, Rio Branco, Tupy e Vilavelhense, onde encerrou a carreira em 2022, aos 38 anos.

Geovani Silva atuou pelo Bologna, da Itália entre 1989 e 1991 - Divulgação / Instagram

Geovani Silva atuou pelo Bologna, da Itália entre 1989 e 1991 | Foto: Divulgação / Instagram

Ele também atuou por Bologna, da Itália, entre 1989 e 1991, Karlsruher, da Alemanha, até 1993, e Tigres, do México, em 1994.

Leia Também:  Lenda do boxe, Maguila morre aos 66 anos

——————————————————–

  • Informações do jornal O Dia – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Instagram
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA