Destaque Nacional
Vitória assume liderança nacional no Ranking de Competitividade
Economia
Vitória recebeu nota 64,28, avançou uma posição e ultrapassou Florianópolis, que ficou em segundo. Liderança se apoia principalmente na gestão e na economia
Por Edu Kopernick* | Vitória (ES)
Vitória alcançou o primeiro lugar do Brasil no Ranking de Competitividade dos Municípios 2026. A capital capixaba recebeu nota 64,28, avançou uma posição e ultrapassou Florianópolis, que ficou em segundo lugar, com 63,79. Porto Alegre, Curitiba e São Paulo completam o grupo das cinco cidades mais competitivas do país.
A liderança de Vitória se apoia principalmente na gestão pública e na economia. A cidade ocupa o primeiro lugar nacional na dimensão Instituições, com nota 81,01, e aparece na terceira posição em Economia, com 54,13. No entanto, o desempenho cai para o 99º lugar em Sociedade, com 65,72. Essa diferença mostra que a qualidade da administração municipal ainda não chega com a mesma força a todos os serviços oferecidos à população.
O levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP) analisa 423 municípios com mais de 80 mil habitantes. Essas cidades representam apenas 7,59% dos municípios brasileiros, mas concentram 129,1 milhões de pessoas, ou 60,5% da população. O estudo reúne 65 indicadores em 13 pilares, divididos entre Instituições, Sociedade e Economia.
Gestão pública no topo
Vitória lidera dois pilares importantes: Sustentabilidade Fiscal, com nota 70,80, e Funcionamento da Máquina Pública, com 92,15. A capital também ocupa o quinto lugar em Acesso à Saúde, o terceiro em Capital Humano, o 14º em Inserção Econômica e o 19º em Inovação e Dinamismo Econômico. Esses resultados ajudam a explicar por que a cidade conseguiu superar centros maiores e com economias mais diversificadas.
Os indicadores individuais reforçam os pontos fortes. Vitória ocupa a primeira posição em cobertura de saúde suplementar, coleta de resíduos domésticos, destinação do lixo e controle do desmatamento ilegal. A cidade também aparece em terceiro lugar na taxa de matrículas no ensino superior, em quarto na formalidade do mercado de trabalho, em quinto na taxa de investimento municipal e em sexto na qualificação dos trabalhadores com emprego formal.
Outros municípios, além de Vitória
Entre os demais municípios capixabas, Vila Velha aparece em segundo lugar no Estado e na 119ª posição nacional, com nota 54,56. Aracruz vem logo depois, no 125º lugar, com 54,25, após subir 27 posições. Cachoeiro de Itapemirim ocupa a 155ª colocação; Colatina, a 185ª; e Linhares, a 199ª, com avanço de 39 lugares. Serra aparece em 216º, Guarapari em 223º, Cariacica em 256º e São Mateus em 327º. Os números constam da base oficial da edição de 2026.
O resultado revela uma distância expressiva dentro do Espírito Santo. Vitória tem quase dez pontos de vantagem sobre Vila Velha, a segunda capixaba mais bem colocada. Além disso, nenhuma outra cidade do Estado aparece entre as cem primeiras do país. Apenas seis municípios capixabas entram no grupo dos 200 melhores: Vitória, Vila Velha, Aracruz, Cachoeiro, Colatina e Linhares.
Segurança e serviços expõem os desafios
A liderança nacional não significa ausência de problemas. Vitória ocupa apenas o 384º lugar em Segurança, um dos piores resultados entre os 423 municípios avaliados. A capital aparece na 378ª posição em mortes violentas intencionais, na 385ª em mortalidade de jovens por razões de segurança e na 370ª em mortes no trânsito. Na Saúde, outro alerta: a cidade ficou em 413º no indicador de obesidade na infância.
A infraestrutura digital também derruba a nota. Vitória ocupa o 257º lugar em Telecomunicações, apesar de ter avançado 43 posições. Nos indicadores detalhados, aparece em 405º no acesso à telefonia móvel 4G e em 379º na oferta de banda larga por fibra óptica. A capital também ficou em 130º em Saneamento, 143º em Qualidade da Saúde, 102º em Qualidade da Educação e 215º em Meio Ambiente.
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- Matéria do jornal Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Thiago Soares / FV
Economia
ES mantém liderança fiscal e entra no top 5 dos estados mais competitivos do país
Estado também ficou em 2º lugar no pilar de Infraestrutura e avançou duas posições no ranking geral, passando para a 5ª colocação
Pelo terceiro ano consecutivo, o Espírito Santo ocupa a primeira posição em solidez fiscal entre os estados brasileiros, segundo o Ranking de Competitividade do Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Além da solidez fiscal, o CLP ranqueia os estados em outras pautas.
No Ranking Geral de Competitividade, o ES avançou e alcançou a 5ª colocação entre as 27 unidades da Federação. Subindo duas posições em relação a 2025.
O resultado considera o desempenho do Estado em diferentes áreas estratégicas, reunidas em dez pilares temáticos e 100 indicadores, e reflete sua capacidade de oferecer condições favoráveis ao desenvolvimento econômico e à melhoria da qualidade de vida da população.
Dentre os pilares do Ranking, divulgado nesta quinta-feira (27), o da Solidez Fiscal reúne nove indicadores relacionados à sustentabilidade das finanças estaduais. Entre elas Taxa de Investimentos, Regra de Ouro, Solvência Fiscal, Sucesso do Planejamento Orçamentário, Dependência Fiscal, Resultado Primário, Gasto com Pessoal, Índice de Liquidez e Poupança Corrente.
ES lidera indicadores de solvência e poupança corrente
Entre esses indicadores, o Espírito Santo alcançou o 1º lugar nacional em Regra de Ouro, Solvência Fiscal e Poupança Corrente. Além da 2ª colocação em Taxa de Investimentos e Gasto com Pessoal.
A liderança em Solidez Fiscal mostra, na prática, que o Espírito Santo mantém as contas públicas equilibradas. Controla suas despesas e seu endividamento e preserva capacidade financeira para realizar investimentos.
Nesse sentido, o 1º lugar em Regra de Ouro demonstra a responsabilidade fiscal do Estado e indica que o Espírito Santo não recorre a financiamentos para custear despesas corriqueiras da administração. Em outras palavras, o endividamento é preservado para investimentos que geram benefícios de longo prazo.
Já a Solvência Fiscal mede a relação entre o tamanho da dívida estadual e a receita disponível para pagá-la. A liderança nesse indicador mostra que o Estado mantém baixo comprometimento de suas receitas com o endividamento e, por isso, maior capacidade para honrar compromissos, planejar investimentos e executar políticas públicas.
A Poupança Corrente, por sua vez, mede quanto sobra das receitas correntes depois do pagamento das despesas necessárias ao funcionamento da administração. Quanto maior essa margem, maior é a capacidade do Estado de direcionar recursos próprios para investimentos, sem comprometer o equilíbrio das contas.
Dessa forma, para o secretário de Estado da Fazenda, o auditor fiscal Benicio Costa, o resultado confirma uma política de responsabilidade fiscal que se traduz diretamente em benefícios para a população.
O Espírito Santo se tornou referência nacional em solidez fiscal porque construiu, ao longo dos anos, uma gestão baseada em responsabilidade, planejamento e equilíbrio das contas públicas. E esse equilíbrio não é um fim em si mesmo: é o que permite ao Estado transformar recursos em investimentos que fazem diferença na vida das pessoas. É por manter as contas organizadas que conseguimos ser, proporcionalmente, o Estado que mais investe no país, ampliando nossa capacidade de entregar infraestrutura, serviços públicos e oportunidades aos capixabas.
Benicio Costa, secretário de Estado da Fazenda e auditor fiscal
Confira o ranking de solidez fiscal
| Posição | Estado | Nota |
| 1º | Espírito Santo | 100 |
| 2º | Mato Grosso | 85,19 |
| 3º | Maranhão | 82,46 |
| 4º | Santa Catarina | 70 |
| 5º | Pará | 69,44 |
| 6º | Paraná | 69,40 |
| 7º | Amazonas | 66,31 |
| 8º | Goiás | 57,58 |
| 9º | Sergipe | 56,13 |
| 10º | Mato Grosso do Sul | 54 |
| 11º | Ceará | 51,67 |
| 12º | Pernambuco | 48,75 |
| 13º | Piauí | 47,41 |
| 14º | São Paulo | 47,33 |
| 15º | Alagoas | 46,05 |
| 16º | Paraíba | 45,46 |
| 17º | Bahia | 44,89 |
| 18º | Roraima | 36,83 |
| 19º | Distrito Federal | 35,83 |
| 20º | Rondônia | 35,20 |
| 21º | Acre | 24,58 |
| 22º | Amapá | 22,80 |
| 23º | Rio de Janeiro | 17,22 |
| 24º | Minas Gerais | 15,47 |
| 25º | Tocantins | 10,23 |
| 26º | Rio Grande do Sul | 4,47 |
| 27º | Rio Grande do Norte | 0 |
Infraestrutura
Outro destaque do Espírito Santo no levantamento foi o 2º lugar no pilar Infraestrutura. Esse resultado indica que o Estado está entre os que apresentam melhores condições estruturais para atender à população e apoiar o desenvolvimento econômico.
O pilar considera aspectos relacionados ao acesso e à qualidade de serviços fundamentais, incluindo energia elétrica, telecomunicações, saneamento e infraestrutura de transportes.
Uma boa posição nessa área significa maior disponibilidade e qualidade desses serviços. Além de melhores condições para o funcionamento das empresas, a circulação de pessoas e bem como mercadorias e a atração de investimentos.
No Ranking Geral de Competitividade, o Espírito Santo avançou e alcançou a 5ª colocação entre as 27 unidades da Federação. Subindo duas posições em relação a 2025.
Sendo assim, o resultado considera o desempenho do Estado em diferentes áreas estratégicas, reunidas em dez pilares temáticos e 100 indicadores, e reflete sua capacidade de oferecer condições favoráveis ao desenvolvimento econômico e à melhoria da qualidade de vida da população.
- Fonte: Governo do Estado
- Foto destaque: Palácio Anchieta / Crédito: Thiago Soares – FV
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