MPES em Ação
MPES faz buscas no ES para investigar fraude em indenizações do desastre de Mariana
GERAL
Nova fase da Operação Abutres cumpre mandados de busca e apreensão para investigar fraude em pedidos de indenização
A farra com as indenizações recebidas de forma supostamente ilícita relacionada com o desastre de Mariana, está com seus dias contados. Para isso, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio doGrupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO-Norte) e da Promotoria de Justiça Criminal de Linhares, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (26/08), nova fase da Operação Abutres.
Foram cumpridos, em Baixo Guandu, dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. A medida teve como objetivo recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos de interesse para o aprofundamento das investigações.
A operação mobilizou Promotores de Justiça integrantes do GAECO-Norte, servidores do MPES e agentes da Assessoria Militar da instituição.
A ação investiga suspeitas de fraude na obtenção de indenizações por meio do Sistema Indenizatório Simplificado (Novel), então administrado pela Fundação Renova. O sistema foi criado no contexto das medidas de reparação decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), como mecanismo simplificado de indenização às pessoas atingidas pelo desastre.

Agentes em operação de combate ao crime / Foto: Gaeco
As investigações concentram-se em possíveis fraudes destinadas a simular a presença ou a residência de requerentes nas localidades atingidas pela tragédia nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2015. Entre as práticas apuradas estão a possível utilização de informações, declarações ou documentos falsos ou adulterados para criar artificialmente os requisitos necessários à obtenção das indenizações.
Conduzida pelo GAECO-Norte, a Operação Abutres busca a responsabilização criminal dos envolvidos e a reparação dos prejuízos causados pelas possíveis fraudes. A ação integra um conjunto de investigações que já resultou na celebração e na negociação de Acordos de Não Persecução Penal (ANPPs), envolvendo valores expressivos destinados à reparação dos danos.

Agentes do Gaeco em Ação / Foto: Divulgação – Gaeco
As investigações prosseguem sob a condução do MPES. Após a análise do material apreendido, poderão ser adotadas novas medidas para esclarecer os fatos, identificar outros possíveis envolvidos, dimensionar os prejuízos e buscar a recuperação de valores eventualmente obtidos de forma indevida.
Outros municípios estão na mira do MPES
Existem supostas fraudes em outros municípios do Norte, como São Mateus e Conceição da Barra. Pessoas sem qualquer relação com o desastre de Mariana teriam recebido indenização indevida e, com ajuda de advogados que “montavam” os processos com documentos supostamente falsos.
“Teve gente que pelo simples fato da avó ter servido uma moqueca em panela de barro, entrou na lista de apto a ser indenizado”, disse uma das pessoas ouvidas em reportagem ano passado feito pelo portal Pauta1. “Pescador que não conhecia um anzol entrou na lista”, completou.
Na ocasião, em reunião na Câmara de São Mateus, muitas histórias foram ouvidas pela reportagem.
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- Fonte: MPES
- Foto destaque: Divulgação / Gaeco
GERAL
Alimentos são apreendidos em meio a fezes de animais em supermercado de Vitória
Cerca de duas toneladas de alimentos foram apreendidas pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) e pelo Procon-ES durante uma fiscalização em um supermercado no bairro Goiabeiras, em Vitória, nesta sexta-feira (11). A ação foi realizada após denúncias de condições inadequadas de armazenamento dos produtos.
Durante a fiscalização, agentes da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) encontraram fezes de animais nas gôndolas, restos de alimentos espalhados pelo chão e produtos com embalagens rompidas. Segundo a Polícia Civil, parte dos danos nas embalagens pode ter sido provocada pela presença de animais no estabelecimento.
Diante das irregularidades, os produtos foram retirados das prateleiras e apreendidos cautelarmente. Todo o material passará por uma avaliação para verificar se houve avarias e quais alimentos ainda estão próprios para o consumo.
A quantidade apreendida chega a aproximadamente duas toneladas.
Local terá que realizar limpeza completa
O supermercado também terá que realizar uma limpeza e sanitização completa do local antes de voltar a armazenar alimentos para exposição e venda. Além disso, o Procon-ES aplicou uma multa pelas irregularidades encontradas durante a fiscalização.
A Polícia Civil informou que, caso a análise confirme a existência de alimentos impróprios para o consumo, o responsável pelo estabelecimento poderá responder criminalmente por crime contra as relações de consumo.
Segundo o delegado Eduardo Passamani, titular da Decon, a legislação prevê pena de dois a cinco anos de prisão, além de outras sanções que podem ser aplicadas conforme as irregularidades constatadas.
O nome do supermercado não foi divulgado, por conta disso, não foi possível entrar em contato com o estabelecimento para esclarecimentos sobre o caso.
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- Fontes: Procon-ES / PCES
- Foto Destaque: Reprodução
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