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Estatística Populacional

ES chega a 4,15 milhões de habitantes; veja cidades que mais cresceram

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CIDADES

Estado ganhou quase 24 mil habitantes em um ano, segundo nova estimativa do IBGE

Por Nicoly Reis* | Vitória (ES)

O Espírito Santo ganhou 23.838 moradores em um ano e chegou a uma população estimada de 4.150.692 habitantes em 2026. O número representa crescimento de 0,58% em relação a 2025, quando o Estado tinha aproximadamente 4.126.854 moradores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Brasil, a população estimada chegou a 214.211.951 habitantes em 2026, aumento de 0,37% em relação a 2025, quando o país tinha 213.421.037 moradores. O ritmo de crescimento desacelerou na comparação com o período anterior, que registrou alta de 0,39%. O Espírito Santo, portanto, cresceu acima da média nacional, com avanço de 0,58%, de acordo com os dados do IBGE.

A nova estimativa populacional, divulgada nesta sexta-feira (28), tem como data de referência 1º de julho de 2026. O levantamento mostra que 60 dos 78 municípios capixabas registraram crescimento no período. Outros 16 apresentaram redução populacional, enquanto Alfredo Chaves e Rio Novo do Sul mantiveram o mesmo número estimado de habitantes.

Em números absolutos, a Serra liderou o crescimento no Espírito Santo. O município ganhou 7.181 moradores em um ano, passando de 579.720 para 586.901 habitantes. A alta de 1,24% também fez com que a cidade concentrasse cerca de 30% de todo o aumento populacional registrado no Estado.

Apesar de registrar o maior ganho absoluto, Serra não apresentou a maior alta proporcional. Nesse recorte, a liderança ficou com Itapemirim, cuja população cresceu 1,37%, de 44.020 para 44.621 habitantes.

Presidente Kennedy aparece logo depois, com avanço de 1,33%, seguido por Serra, com 1,24%; Anchieta, com 1,15%; e Marataízes, com 1,11%. Piúma também se destacou, com crescimento de 1,10%.

Pancas teve a maior redução

Entre os municípios com queda, Pancas apresentou a maior redução tanto em números absolutos quanto proporcionais. A população estimada caiu de 19.120 para 18.914 habitantes, uma diferença de 206 moradores, equivalente a 1,08%.

Proporcionalmente, depois de Pancas, as maiores quedas foram observadas em João Neiva, com 0,64%; Pedro Canário, com 0,55%; Ponto Belo, com 0,46%; e Apiacá, com 0,32%.

Leia Também:  IBGE divulga dados de quantos habitantes tem as cidades capixabas

Também apresentaram redução populacional Alegre, Boa Esperança, Conceição da Barra, Divino de São Lourenço, Itaguaçu, Mantenópolis, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Muqui e São Roque do Canaã, entre outras cidades.

Serra segue como a cidade mais populosa

A Serra permanece como o município mais populoso do Espírito Santo, com 586.901 habitantes. Vila Velha ocupa a segunda posição, com 510.512, seguida por Cariacica, com 376.914, e Vitória, com 343.935 moradores.

Cachoeiro de Itapemirim continua sendo a cidade mais populosa fora da Grande Vitória, com 198.367 habitantes. Logo depois aparecem Linhares, com 185.621; Guarapari, com 137.659; São Mateus, com 135.450; e Colatina, com 130.043.

Na outra ponta, Divino de São Lourenço tem a menor população estimada do Estado, com 5.391 moradores. Em seguida, aparecem Mucurici, com 5.667 habitantes, e Ponto Belo, com 6.640.

As estimativas populacionais são calculadas anualmente pelo IBGE e não equivalem a uma nova contagem do Censo. Os dados são utilizados, entre outras finalidades, como referência para indicadores sociais, planejamento de políticas públicas e distribuição de recursos. 

Estimativa populacional do ES

Veja número estimado de moradores de cada cidade capixaba em 1º de julho de 2026, segundo o IBGE

 

Espírito Santo

4.126.854
4.150.692

0,58%

Afonso Cláudio

32.456
32.479

0,07%

Águia Branca

10.143
10.183

0,39%

Água Doce do Norte

12.585
12.610

0,20%

Alegre

30.702
30.693

-0,03%

Alfredo Chaves

14.376
14.376

0,00%

Alto Rio Novo

7.760
7.772

0,15%

Anchieta

33.017
33.397

1,15%

Apiacá

7.462
7.438

-0,32%

Aracruz

103.363
104.304

0,91%

Atílio Vivácqua

11.046
11.078

0,29%

Baixo Guandu

32.829
32.930

0,31%

Barra de São Francisco

45.415
45.574

0,35%

Boa Esperança

14.054
14.029

-0,18%

Bom Jesus do Norte

10.820
10.867

0,43%

Brejetuba

13.718
13.800

0,60%

Cachoeiro de Itapemirim

198.342
198.367

0,01%

Cariacica

376.200
376.914

0,19%

Castelo

39.575
39.747

0,43%

Colatina

129.301
130.043

0,57%

Conceição da Barra

28.923
28.891

-0,11%

Conceição do Castelo

12.472
12.475

0,02%

Divino de São Lourenço

5.397
5.391

-0,11%

Domingos Martins

38.236
38.498

0,69%

Dores do Rio Preto

6.902
6.919

0,25%

Ecoporanga

22.611
22.554

-0,25%

Fundão

18.898
18.941

0,23%

Governador Lindenberg

11.484
11.501

0,15%

Guaçuí

31.418
31.528

0,35%

Guarapari

136.311
137.659

0,99%

Ibatiba

27.543
27.765

0,81%

Ibiraçu

12.304
12.350

0,37%

Ibitirama

10.015
10.119

1,04%

Iconha

12.790
12.801

0,09%

Irupi

14.647
14.793

1,00%

Itaguaçu

14.042
14.004

-0,27%

Itapemirim

44.020
44.621

1,37%

Itarana

10.975
10.997

0,20%

Iúna

30.556
30.626

0,23%

Jaguaré

31.551
31.858

0,97%

Jerônimo Monteiro

12.108
12.112

0,03%

João Neiva

14.295
14.203

-0,64%

Laranja da Terra

11.597
11.622

0,22%

Linhares

183.797
185.621

0,99%

Mantenópolis

13.131
13.090

-0,31%

Marataízes

45.953
46.461

1,11%

Marechal Floriano

18.964
19.159

1,03%

Marilândia

13.087
13.150

0,48%

Mimoso do Sul

25.088
25.011

-0,31%

Montanha

19.830
19.891

0,31%

Mucurici

5.653
5.667

0,25%

Muniz Freire

18.809
18.806

-0,02%

Muqui

14.185
14.160

-0,18%

Nova Venécia

52.324
52.531

0,40%

Pancas

19.120
18.914

-1,08%

Pedro Canário

21.923
21.803

-0,55%

Pinheiros

24.843
24.861

0,07%

Piúma

23.912
24.176

1,10%

Ponto Belo

6.671
6.640

-0,46%

Presidente Kennedy

14.852
15.050

1,33%

Rio Bananal

20.350
20.467

0,57%

Rio Novo do Sul

11.471
11.471

0,00%

Santa Leopoldina

13.813
13.950

0,99%

Santa Maria de Jetibá

45.575
45.975

0,88%

Santa Teresa

23.872
23.977

0,44%

São Domingos do Norte

9.051
9.089

0,42%

São Gabriel da Palha

34.272
34.313

0,12%

São José do Calçado

11.411
11.451

0,35%

São Mateus

134.423
135.450

0,76%

São Roque do Canaã

11.256
11.222

-0,30%

Serra

579.720
586.901

1,24%

Sooretama

28.668
28.876

0,73%

Vargem Alta

20.390
20.413

0,11%

Venda Nova do Imigrante

25.395
25.630

0,93%

Viana

79.043
79.611

0,72%

Vila Pavão

9.319
9.340

0,23%

Vila Valério

14.267
14.289

0,15%

Vila Velha

506.779
510.512

0,74%

Vitória

343.378
343.935

0,16%

Fonte: IBGE

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  • Matéria de A Gazeta – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / A Tribuna
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CIDADES

Ações da Guarda Municipal resultaram na retirada de 270 veículos abandonados

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em

Por Rubia Medina* | Vila Velha (ES)

De janeiro a agosto deste ano, a Guarda Municipal de Vila Velha atendeu a 270 denúncias de veículos em situação de abandono em vias e outros espaços públicos. Do total, 58 veículos foram removidos pela Guarda Municipal e outros 212 foram retirados pelos próprios proprietários após as notificações e orientações das equipes.

A população pode registrar denúncias sobre veículos em possível situação de abandono por meio do telefone 162, da Ouvidoria Municipal. Após o registro, as informações são encaminhadas para análise e vistoria das equipes responsáveis.
 
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), especialmente o artigo 279-A e o Anexo I, além da Lei Municipal nº 6.500/2021, considera-se veículo em situação de abandono aquele que permanece em via pública sem condições de circulação e sem utilização regular, evidenciando desuso prolongado e potencial comprometimento da ordem urbana, da segurança e da saúde pública.
 
“Cada denúncia é analisada com responsabilidade e nossas equipes realizam as vistorias necessárias para identificar se o veículo realmente se encontra em situação de abandono. Esse trabalho vai além da remoção: ele contribui para manter os espaços públicos organizados, garantir melhores condições de circulação e prevenir situações que possam colocar em risco a saúde e a segurança da população. A participação da comunidade é fundamental para que possamos atuar de forma ainda mais eficiente”, ressaltou a comandante da Guarda Municipal de Vila Velha, Landa Marques.
 
Segundo o inspetor de Trânsito, Abner Nunes, a caracterização do abandono é feita por meio da análise técnica de critérios objetivos, que podem ser observados de forma isolada ou conjunta.
 
“Após o registro da denúncia pelo telefone 162, equipes da Guarda Municipal realizam uma vistoria para verificar se o veículo atende aos critérios legais de abandono. Caso a situação seja confirmada, o proprietário é notificado e recebe o prazo de três dias para providenciar a retirada do automóvel. Se o veículo permanecer no local após esse período, é removido e encaminhado para o pátio credenciado pelo município. Entretanto, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) autoriza a remoção imediata quando houver risco à incolumidade pública”, afirma.
 
Entre as características que podem indicar uma situação de abandono estão:

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– Ausência de condições de circulação, como falta de componentes essenciais ao funcionamento, impossibilidade de locomoção por meios próprios ou avarias que inviabilizem seu uso.

– Permanência prolongada no mesmo local, sem indícios de utilização ou movimentação.

– Estado de conservação incompatível com o uso regular, com sinais evidentes de deterioração, acúmulo de sujeira ou ausência de manutenção.

– Risco à saúde pública, como acúmulo de água em seu interior ou em partes da carroceria, favorecendo a proliferação do mosquito Aedes aegypti e de outros vetores de doenças.

– Comprometimento da segurança e da ordem urbana, quando apresenta portas, vidros ou compartimentos abertos, permitindo acesso indevido, ou quando é utilizado para finalidades diferentes daquelas para as quais foi destinado.

– Ocupação indevida do espaço público, prejudicando a circulação de pessoas e veículos e comprometendo o uso coletivo das vias. 

O secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, tenente-coronel Rogério Gomes, ressalta que a retirada dos veículos também representa uma importante medida de proteção à saúde pública.
 
“Automóveis em avançado estado de deterioração costumam acumular água da chuva, tornando-se potenciais criadouros do mosquito da dengue e de outros insetos transmissores de doenças. A ação também reduz o acúmulo de lixo, melhora o aspecto urbano e reforça a sensação de segurança nos bairros”, ressalta.

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  • Prefeitura de Vila Velha / Sec. de Defesa Social e Trânsito / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / PMVV
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