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Prefeitura em Ação

Ações da Guarda Municipal resultaram na retirada de 270 veículos abandonados

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CIDADES

Por Rubia Medina* | Vila Velha (ES)

De janeiro a agosto deste ano, a Guarda Municipal de Vila Velha atendeu a 270 denúncias de veículos em situação de abandono em vias e outros espaços públicos. Do total, 58 veículos foram removidos pela Guarda Municipal e outros 212 foram retirados pelos próprios proprietários após as notificações e orientações das equipes.

A população pode registrar denúncias sobre veículos em possível situação de abandono por meio do telefone 162, da Ouvidoria Municipal. Após o registro, as informações são encaminhadas para análise e vistoria das equipes responsáveis.
 
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), especialmente o artigo 279-A e o Anexo I, além da Lei Municipal nº 6.500/2021, considera-se veículo em situação de abandono aquele que permanece em via pública sem condições de circulação e sem utilização regular, evidenciando desuso prolongado e potencial comprometimento da ordem urbana, da segurança e da saúde pública.
 
“Cada denúncia é analisada com responsabilidade e nossas equipes realizam as vistorias necessárias para identificar se o veículo realmente se encontra em situação de abandono. Esse trabalho vai além da remoção: ele contribui para manter os espaços públicos organizados, garantir melhores condições de circulação e prevenir situações que possam colocar em risco a saúde e a segurança da população. A participação da comunidade é fundamental para que possamos atuar de forma ainda mais eficiente”, ressaltou a comandante da Guarda Municipal de Vila Velha, Landa Marques.
 
Segundo o inspetor de Trânsito, Abner Nunes, a caracterização do abandono é feita por meio da análise técnica de critérios objetivos, que podem ser observados de forma isolada ou conjunta.
 
“Após o registro da denúncia pelo telefone 162, equipes da Guarda Municipal realizam uma vistoria para verificar se o veículo atende aos critérios legais de abandono. Caso a situação seja confirmada, o proprietário é notificado e recebe o prazo de três dias para providenciar a retirada do automóvel. Se o veículo permanecer no local após esse período, é removido e encaminhado para o pátio credenciado pelo município. Entretanto, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) autoriza a remoção imediata quando houver risco à incolumidade pública”, afirma.
 
Entre as características que podem indicar uma situação de abandono estão:

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– Ausência de condições de circulação, como falta de componentes essenciais ao funcionamento, impossibilidade de locomoção por meios próprios ou avarias que inviabilizem seu uso.

– Permanência prolongada no mesmo local, sem indícios de utilização ou movimentação.

– Estado de conservação incompatível com o uso regular, com sinais evidentes de deterioração, acúmulo de sujeira ou ausência de manutenção.

– Risco à saúde pública, como acúmulo de água em seu interior ou em partes da carroceria, favorecendo a proliferação do mosquito Aedes aegypti e de outros vetores de doenças.

– Comprometimento da segurança e da ordem urbana, quando apresenta portas, vidros ou compartimentos abertos, permitindo acesso indevido, ou quando é utilizado para finalidades diferentes daquelas para as quais foi destinado.

– Ocupação indevida do espaço público, prejudicando a circulação de pessoas e veículos e comprometendo o uso coletivo das vias. 

O secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, tenente-coronel Rogério Gomes, ressalta que a retirada dos veículos também representa uma importante medida de proteção à saúde pública.
 
“Automóveis em avançado estado de deterioração costumam acumular água da chuva, tornando-se potenciais criadouros do mosquito da dengue e de outros insetos transmissores de doenças. A ação também reduz o acúmulo de lixo, melhora o aspecto urbano e reforça a sensação de segurança nos bairros”, ressalta.

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  • Prefeitura de Vila Velha / Sec. de Defesa Social e Trânsito / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / PMVV
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CIDADES

Obras da nova Beira-Mar: maior requalificação da orla central de Vitória tem início na segunda (14)

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Por Marcus Monteiro* | Vitória (ES)

A Prefeitura de Vitória inicia, na segunda-feira (14), as obras de reurbanização da Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, a Beira-Mar, uma das mais importantes intervenções urbanas em andamento na capital. O início dos trabalhos ocorrerá nas proximidades da Praça Pio XII, onde fica o Banco do Brasil, marcando o começo da transformação de um dos principais cartões-postais da cidade.

Com investimento contratado de R$ 97,8 milhões e prazo de execução de 24 meses, a obra prevê a requalificação de 4,2 quilômetros da avenida, no trecho compreendido entre o Porto de Vitória, no Centro, até o Hortomercado, na Enseada do Suá.

O projeto integra o programa Vitória de Frente para o Mar e tem como objetivo aproximar a população da baía, ampliar os espaços de convivência e qualificar a infraestrutura urbana da região.

A proposta vai além de uma simples revitalização viária. O projeto foi concebido para transformar a Beira-Mar em um espaço de convivência, lazer, esporte, contemplação da paisagem e mobilidade ativa, valorizando a relação histórica de Vitória com o mar e fortalecendo o potencial turístico e urbanístico da região.

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Estrutura do Projeto 

Para viabilizar a execução da obra, o projeto foi estruturado em quatro segmentos:

Segmento 1 – Ampliação
Trecho entre o Porto de Vitória e o Clube de Regatas Saldanha da Gama, com extensão aproximada de 1,13 quilômetro.

Segmento 2 – Urbanização
Área que atualmente possui ciclovia consolidada, com extensão aproximada de 820 metros.

Segmento 3 – Requalificação
Trecho localizado entre o DER-ES e o Clube Álvares Cabral, com cerca de 690 metros de extensão.

Segmento 4 – Geometria Viária
Área compreendida entre o Clube Álvares Cabral e o Hortomercado, totalizando aproximadamente 1,56 quilômetro.

O que será feito?

Entre as principais intervenções previstas estão:

Requalificação e ampliação das calçadas ao longo da avenida;

Construção de novos deques voltados para contemplação da Baía de Vitória;

Implantação de áreas de permanência com bancos, mesas, espreguiçadeiras e mobiliário urbano;

Instalação de playgrounds e academias populares;
Reforma, ampliação e conexão dos trechos existentes de ciclovias;

Construção de novas baias de ônibus;

Implantação de um novo mirante à beira-mar;

Construção de uma nova edificação para o Serviço de Orientação ao Esporte (SOE);

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Ampliação das áreas destinadas aos pedestres em pontos estratégicos, por meio do avanço da plataforma urbana sobre a margem d’água, criando novos espaços de convivência e contemplação.

O projeto também prioriza a acessibilidade, com percursos mais seguros e confortáveis para pedestres, além do fortalecimento da mobilidade cicloviária e da utilização dos espaços públicos ao longo de toda a orla.

Novo marco para a relação da cidade com o mar

A requalificação da Beira-Mar integra uma estratégia mais ampla de valorização da frente marítima de Vitória. A intervenção pretende ampliar a oferta de áreas públicas de lazer, qualificar os deslocamentos a pé e de bicicleta, fortalecer a atividade turística e criar novos espaços para convivência, esporte e contemplação da paisagem da Baía de Vitória.

Ao final das obras, a capital ganhará uma nova orla urbana, mais acessível, moderna e integrada ao cotidiano dos moradores e visitantes, consolidando a Avenida Beira-Mar como um dos principais espaços públicos da cidade.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo / Edição Andreza Lopes
  • Foto Destaque: Crédito – Leonardo Silveira / PMV
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