ES é Destaque
ES mantém liderança fiscal e entra no top 5 dos estados mais competitivos do país
Economia
Estado também ficou em 2º lugar no pilar de Infraestrutura e avançou duas posições no ranking geral, passando para a 5ª colocação
Pelo terceiro ano consecutivo, o Espírito Santo ocupa a primeira posição em solidez fiscal entre os estados brasileiros, segundo o Ranking de Competitividade do Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Além da solidez fiscal, o CLP ranqueia os estados em outras pautas.
No Ranking Geral de Competitividade, o ES avançou e alcançou a 5ª colocação entre as 27 unidades da Federação. Subindo duas posições em relação a 2025.
O resultado considera o desempenho do Estado em diferentes áreas estratégicas, reunidas em dez pilares temáticos e 100 indicadores, e reflete sua capacidade de oferecer condições favoráveis ao desenvolvimento econômico e à melhoria da qualidade de vida da população.
Dentre os pilares do Ranking, divulgado nesta quinta-feira (27), o da Solidez Fiscal reúne nove indicadores relacionados à sustentabilidade das finanças estaduais. Entre elas Taxa de Investimentos, Regra de Ouro, Solvência Fiscal, Sucesso do Planejamento Orçamentário, Dependência Fiscal, Resultado Primário, Gasto com Pessoal, Índice de Liquidez e Poupança Corrente.
ES lidera indicadores de solvência e poupança corrente
Entre esses indicadores, o Espírito Santo alcançou o 1º lugar nacional em Regra de Ouro, Solvência Fiscal e Poupança Corrente. Além da 2ª colocação em Taxa de Investimentos e Gasto com Pessoal.
A liderança em Solidez Fiscal mostra, na prática, que o Espírito Santo mantém as contas públicas equilibradas. Controla suas despesas e seu endividamento e preserva capacidade financeira para realizar investimentos.
Nesse sentido, o 1º lugar em Regra de Ouro demonstra a responsabilidade fiscal do Estado e indica que o Espírito Santo não recorre a financiamentos para custear despesas corriqueiras da administração. Em outras palavras, o endividamento é preservado para investimentos que geram benefícios de longo prazo.
Já a Solvência Fiscal mede a relação entre o tamanho da dívida estadual e a receita disponível para pagá-la. A liderança nesse indicador mostra que o Estado mantém baixo comprometimento de suas receitas com o endividamento e, por isso, maior capacidade para honrar compromissos, planejar investimentos e executar políticas públicas.
A Poupança Corrente, por sua vez, mede quanto sobra das receitas correntes depois do pagamento das despesas necessárias ao funcionamento da administração. Quanto maior essa margem, maior é a capacidade do Estado de direcionar recursos próprios para investimentos, sem comprometer o equilíbrio das contas.
Dessa forma, para o secretário de Estado da Fazenda, o auditor fiscal Benicio Costa, o resultado confirma uma política de responsabilidade fiscal que se traduz diretamente em benefícios para a população.
O Espírito Santo se tornou referência nacional em solidez fiscal porque construiu, ao longo dos anos, uma gestão baseada em responsabilidade, planejamento e equilíbrio das contas públicas. E esse equilíbrio não é um fim em si mesmo: é o que permite ao Estado transformar recursos em investimentos que fazem diferença na vida das pessoas. É por manter as contas organizadas que conseguimos ser, proporcionalmente, o Estado que mais investe no país, ampliando nossa capacidade de entregar infraestrutura, serviços públicos e oportunidades aos capixabas.
Benicio Costa, secretário de Estado da Fazenda e auditor fiscal
Confira o ranking de solidez fiscal
| Posição | Estado | Nota |
| 1º | Espírito Santo | 100 |
| 2º | Mato Grosso | 85,19 |
| 3º | Maranhão | 82,46 |
| 4º | Santa Catarina | 70 |
| 5º | Pará | 69,44 |
| 6º | Paraná | 69,40 |
| 7º | Amazonas | 66,31 |
| 8º | Goiás | 57,58 |
| 9º | Sergipe | 56,13 |
| 10º | Mato Grosso do Sul | 54 |
| 11º | Ceará | 51,67 |
| 12º | Pernambuco | 48,75 |
| 13º | Piauí | 47,41 |
| 14º | São Paulo | 47,33 |
| 15º | Alagoas | 46,05 |
| 16º | Paraíba | 45,46 |
| 17º | Bahia | 44,89 |
| 18º | Roraima | 36,83 |
| 19º | Distrito Federal | 35,83 |
| 20º | Rondônia | 35,20 |
| 21º | Acre | 24,58 |
| 22º | Amapá | 22,80 |
| 23º | Rio de Janeiro | 17,22 |
| 24º | Minas Gerais | 15,47 |
| 25º | Tocantins | 10,23 |
| 26º | Rio Grande do Sul | 4,47 |
| 27º | Rio Grande do Norte | 0 |
Infraestrutura
Outro destaque do Espírito Santo no levantamento foi o 2º lugar no pilar Infraestrutura. Esse resultado indica que o Estado está entre os que apresentam melhores condições estruturais para atender à população e apoiar o desenvolvimento econômico.
O pilar considera aspectos relacionados ao acesso e à qualidade de serviços fundamentais, incluindo energia elétrica, telecomunicações, saneamento e infraestrutura de transportes.
Uma boa posição nessa área significa maior disponibilidade e qualidade desses serviços. Além de melhores condições para o funcionamento das empresas, a circulação de pessoas e bem como mercadorias e a atração de investimentos.
No Ranking Geral de Competitividade, o Espírito Santo avançou e alcançou a 5ª colocação entre as 27 unidades da Federação. Subindo duas posições em relação a 2025.
Sendo assim, o resultado considera o desempenho do Estado em diferentes áreas estratégicas, reunidas em dez pilares temáticos e 100 indicadores, e reflete sua capacidade de oferecer condições favoráveis ao desenvolvimento econômico e à melhoria da qualidade de vida da população.
- Fonte: Governo do Estado
- Foto destaque: Palácio Anchieta / Crédito: Thiago Soares – FV
Economia
Time francês tem grupo de empresários capixabas como investidor
Da Redação – Pauta1 | Vitória (ES)
Há algum tempo, investir em clubes de futebol tornou-se, em muitos casos, um bom negócio. Jogadores, ex-jogadores e empresários passaram a investir na aquisição de equipes, geralmente de divisões inferiores, tanto no Brasil quanto no exterior.
Agora, até capixabas resolveram apostar nesse nicho de mercado. Alguns empresários do Espírito Santo e até o ex-jogador Savinho já investiram em um clube capixaba, a Desportiva Ferroviária.
Desta vez, um grupo de empresários do Espírito Santo escolheu o Le Mans Football Club, da França, para investir. O clube, que estava na segunda divisão do Campeonato Francês, conquistou o acesso à elite e, após 16 anos em divisões inferiores, voltou à primeira divisão francesa no último sábado (22), ao empatar por 2 a 2 com o Stade Brestois.

Investidores do Le Mans / Foto: Reprodução – Redes Sociais
A gestão do investimento é da OutField, primeira gestora da América Latina dedicada exclusivamente a investimentos esportivos. Segundo informações divulgadas, os capixabas participaram com 5% de um aporte de aproximadamente R$ 100 milhões, operação que foi concretizada em 2025.
Também investiram no clube francês o goleiro titular do Real Madrid, Thibaut Courtois, o tenista Novak Djokovic e o ex-piloto de Fórmula 1 Felipe Massa.
Desde 2023, investidores do Espírito Santo são parceiros da OutField em aportes no setor esportivo. Naquele ano, por meio de um fundo local criado por Nazca e Valor Investimentos, os capixabas participaram da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Coritiba, que deixou a segunda divisão e atualmente ocupa as primeiras posições do Campeonato Brasileiro.
Há três anos, a OutField, braço esportivo da Treecorp, adquiriu 90% das ações do clube paranaense. No ano passado, parte dessa participação foi vendida ao Grupo Independiente del Valle, do Equador.
“Tem um projeto global, e o Le Mans surgiu como uma ótima oportunidade. Além de não ter dívidas e estar em uma crescente esportiva, está perto de Paris, que é uma das regiões que mais produz jogadores de qualidade no mundo. O interior de São Paulo e os subúrbios de Paris são os maiores celeiros de bons atletas de futebol do mundo”, explicou Pedro Oliveira, cofundador da OutField.

Segundo Oliveira, a estratégia de investimento no futebol vai muito além da formação de atletas.
“A tese do investimento em futebol vai além da formação de atletas. Hoje, a atenção das pessoas é muito fragmentada, e o esporte é um dos grandes concentradores de atenção. Por gerar muito conteúdo, ele concentra e também retém a atenção. O valor disso é enorme. A mídia busca isso com força, por isso estamos observando um aumento da corrida dos anunciantes e do preço dos direitos de transmissão”.
E completa:
“Vejo enormes oportunidades de melhorias e expansão. É uma tese sensacional de investimento. Veja o Coritiba: uma história de mais de 100 anos, estádio e mais de um milhão de torcedores concentrados em uma região de alta renda. As perspectivas são muito boas”.
Conheça o Le Mans
Fundado em 1985, após a fusão entre o Union Sportive du Mans e o Le Mans Sports Club, o clube passou por uma modernização em 2010 e adotou o nome Le Mans Football Club, deixando de utilizar a denominação “Union Club 72”.
A equipe conquistou o acesso à elite do Campeonato Francês pela primeira vez em 2004. No ano seguinte, voltou à Ligue 2, mas conseguiu novamente o acesso em 2006.

Nesse período, o clube francês pagou US$ 3 milhões para contratar Grafite, que estava no São Paulo. O atacante havia conquistado títulos da Libertadores e do Mundial de Clubes pelo Tricolor Paulista.
Além de Grafite (Foto), outro brasileiro que vestiu a camisa do Le Mans foi Túlio de Melo. A lista de jogadores de destaque que defenderam o clube também inclui os marfinenses Didier Drogba e Gervinho.
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- Da Redação / Com informações de A Gazeta e CNN Brasil
- Foto destaque: Reprodução/Redes Sociais
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