VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Livro / Lançamento

Tania Valenna lançou a biografia para resgatar a memória de Luiz Bastos de Noronha e sua contribuição com a Rádio ES

Publicados

CULTURA & ENTRETENIMENTO

Vitória / ES

No dia 8 de novembro, um dia após o Dia do Radialista – uma das profissões de Luiz Noronha –, a professora e artista Tania Valenna lançou o aguardado livro Luiz Noronha: biografia. A obra apresenta uma pesquisa detalhada que resgatou a memória de seu pai e ofereceu um novo olhar sobre sua participação na formação da Rádio ES. Com base em documentos históricos e lembranças familiares, o livro trouxe à tona o papel pioneiro de Luiz no desenvolvimento da rádio, onde iniciou como vigia e chegou a diretor administrativo.

Família reunida, Tania e seus irmãos, Francisco Valério Noronha, Tereza Valeska Noronha, Georgia Noronha e Pedro Noronha

Durante o evento de lançamento, Tania convidou seus irmãos, Francisco Noronha e Georgia Noronha, para narrarem um diálogo presente no livro, no qual um jornalista entrevista Luiz Noronha. A interpretação emocionou os presentes, conferindo ainda mais vivacidade ao momento histórico retratado. A cunhada de Tania, Eugênia Noronha, também participou, lendo um trecho do livro. Durante a leitura, Eugênia se emocionou ao lembrar que Luiz, descrito com carinho na biografia, a levava de carro para a escola, revelando um lado pessoal e afetuoso do pai de Tania.

Leia Também:  Revolução Constitucionalista de 1932: as causas e consequências

Outro destaque foi a presença de Tania Abaurre Quintaes, filha de Balbino Quintaes Junior, um dos fundadores da Rádio ES, também citado no livro. Tania Abaurre leu um trecho da obra e reforçou a importância de resgatar as contribuições dos pioneiros que ajudaram a construir a história da rádio, lembrando de algumas histórias da época que era criança.

Para Tania, o livro foi uma maneira de dar voz aos fatos que muitos desconheciam. “Meu pai começou na Rádio ES em 1936, muito antes do que os relatos oficiais costumam registrar. Ele, ao lado de outros pioneiros, participou da formação da rádio, atuando em diversos papéis, desde vigia, fiscal, à diretoria administrativa, comentou Tania Valenna, destacando que seu trabalho como autora visou corrigir erros encontrados em documentos e livros locais sobre o tema. Segundo ela, as narrativas oficiais contradiziam as lembranças de sua família e os registros guardados por sua mãe, Cirlene Noronha.

Além de documentar a trajetória profissional do pai, o livro trouxe detalhes inéditos de sua vida pessoal, como a infância de Luiz, marcada pelo amor à música, e a fase em que ele ensaiava na casa de seus pais. Ali, jovens músicos se reuniam para formar o grupo Primeiro Regional de Vitória, que contava com a presença de Maurício de Oliveira, conhecido na época como “calças curtas”. A convivência com outros músicos contribuiu para o desenvolvimento do jovem Luiz, que, mais tarde, se tornaria peça-chave na cultura radiofônica do Espírito Santo.

Leia Também:  Coluna / A Itália da Giulia

O lançamento do livro não apenas homenageou o legado de Luiz Bastos de Noronha, mas também proporcionou ao público um registro autêntico e bem documentado da história da Rádio ES. “Para mim, foi um alívio saber que a verdadeira história será conhecida e preservada. Agora, estará registrada para sempre”, concluiu Tania, que já enviou a obra ao Arquivo Público e planeja distribuí-la em outras instituições culturais, assegurando que o relato ficará acessível para futuras gerações.

——————————————————–

* Fotos: Divulgação / Membros da família

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

CULTURA & ENTRETENIMENTO

Pela primeira vez em 47 anos, Festa da Polenta é cancelada em Venda Nova do Imigrante

Publicados

em

O anúncio foi feito pela Associação Festa da Polenta (Afepol), responsável pela organização do evento

Por Maria Clara Leitão*

Pela primeira vez desde a criação, em 1979, a tradicional Festa da Polenta foi cancelada em Venda Nova do Imigrante. O anúncio foi feito pela Associação Festa da Polenta (Afepol), responsável da organização do evento, que é considerado um dos maiores símbolos da cultura italiana no Espírito Santo.

A Festa da Polenta é realizada todos os anos no Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, o “Polentão”. No entanto, o local passa por obras de infraestrutura, atualmente, e, por este motivo, o evento deste ano precisou ser cancelado.

Segundo o presidente da Associação Festa da Polenta (Afepol),Tarcísio Caliman, apesar da obra principal estar em andamento sem atrasos, a estrutura necessária para a realização da festa vai além da nova cobertura do espaço.

“É uma obra grandiosa e não há atrasos, mas tem toda uma infraestrutura que precisa ser preparada para oferecer ao turista uma festa como sempre fizemos. É uma festa grande, que envolve muita gente. Ela tem a alma do vendanovense. Então, oferecer algo que não estivesse à altura da festa, a gente preferiu não fazer neste ano”. Tarcísio Caliman, presidente da Associação Festa da Polenta (Afepol)

Leia Também:  Santa Leopoldina comemora 138 anos de Emancipação Política com várias atrações

Mesmo com previsão de conclusão da estrutura principal até agosto, a Afepol avaliou que o local não teria condições adequadas para receber o público com segurança e conforto durante os dois fins de semana previstos para outubro.

Além disso, também foi ressaltado que a decisão não partiu apenas da diretoria da associação, mas também do conselho formado por dezenas de integrantes da comunidade.

“No ano passado foram quase 1.800 voluntários. Temos 85 coordenadores de equipes que fazem a festa acontecer. Achamos melhor cancelar neste ano para, no próximo, inaugurar o Polentão da maneira que ele merece, com muita grandiosidade”. Pontuou Tarcísio Caliman.

Cancelamento deve afetar setores de Venda Nova

Será a primeira vez, desde a criação da Festa da Polenta, que o evento não será realizado presencialmente. Nem mesmo na pandemia de Covid-19 a tradição foi interrompida, já que, em 2020 e 2021, a programação aconteceu em formatos adaptados.

O cancelamento também deve impactar hotéis, restaurantes, comércio e o setor turístico da cidade serrana. Apesar disso, Tarcísio acredita que o momento também pode servir para mobilizar ainda mais a população e os empresários locais em torno da festa.

Leia Também:  Novo projeto da Cultura "Irmão de Samba" estreia em Jardim Camburi

“A Festa da Polenta não pertence só à diretoria ou aos voluntários. Ela pertence ao comércio, à hotelaria, ao turismo e a toda a cidade. Todo mundo sente quando ela não acontece”, disse Tarcísio Caliman, presidente da Associação Festa da Polenta (Afepol)

O presidente garantiu que a expectativa é realizar uma edição ainda maior no ano de 2027. “Vamos trabalhar com muito carinho para que a próxima edição seja uma festa à altura de Venda Nova e dos turistas que vêm participar conosco”, disse Caliman.

—————————————————-

  • Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Internet
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA